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Análise dos Times

Pescara

Principal

Motivo: A matéria foca na reunião de jogadores brasileiros que atuavam na Itália, com muitos deles ligados ao Pescara.

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Motivo: Mencionado como um dos times onde Léo Júnior jogou no Brasil, mas não é o foco principal.

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Motivo: Citado como o time de Careca, mas sem destaque específico na narrativa.

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Motivo: Mencionado devido a reclamações de Renato Gaúcho sobre jogadores do time, mas não é central na história.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Roma Napoli Walter Casagrande Jr. Branco Andrade Tita Careca Renato Gaúcho Léo Júnior Edmar Pescara Ascoli Piceno

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte A inesquecível virada de ano na Itália com brasileiros, cerveja e risadas Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 31/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Da esquerda para direita: Casagrande, Edmar, Renato, Andrade, Júnior, um amigo do Júnior, Careca e os filhos do Júnior Imagem: Arquivo pessoal Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Nesse último texto de 2025, vou contar uma história que aconteceu em 31 de dezembro de 1988 na cidade de Pescara, na Itália, mais precisamente na casa do meu amigo Léo Júnior, que atualmente é comentarista na Globo. Jogamos juntos na seleção brasileira entre 1985 e 1986 e nas suas últimas partidas como jogador profissional no Flamengo. Eu estava na minha segunda temporada no futebol italiano, morando na cidade de Ascoli Piceno, muito perto de Pescara. Wálter Maierovitch Sobre Moraes, Gonet se precipitou em arquivamento M.M. Izidoro A marolinha antes da grande onda verde-amarela Ricardo Kotscho Master: Moraes precisa explicar contrato da esposa Nelson de Sá China foge das guerras de 2025; EUA não dão trégua O Léo Júnior e sua família vieram à minha casa no aniversário dos meus filhos, e eu também fui para lá várias vezes em momentos festivos. O Léo resolveu fazer uma festa de final de ano, convidando os brasileiros que jogavam na Itália naquela época. Eu fui com a minha família, e em 1988 eu só tinha um filho de dois anos, o Victor Hugo. Mas como meus pais foram passar as festas na minha casa, eles foram também, inclusive os pais do Léo que também estavam lá. No time do Pescara, junto com o Léo Júnior, jogavam também os brasileiros Edmar e Tita. De Roma vieram Renato Gaúcho e Andrade, e de Napoli veio Careca, todos com suas respectivas famílias. Na realidade, só o Tita não foi porque estava com caxumba. Detalhe: em setembro de 1988, na pré-temporada, eu tive uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo e, naquela época, a cirurgia, além de ser muito agressiva, fazia com que o jogador contundido tivesse que ficar sem apoiar o pé no chão por três meses. Me colocaram um aparelho para que, a cada 15 dias, o médico que me operou, chamado Dr. Perugia, da Universidade de Roma, fosse aumentando o ângulo para que eu conseguisse ir dobrando a perna aos poucos, sem forçar. Continua após a publicidade Bom, fui com a minha família para a casa do Léo de muletas e com o aparelho na perna toda. Cheguei umas 20h e me sentei num canto do sofá. Fizemos uma roda lá de conversa, samba e cerveja. Renato Gaúcho e Casagrande durante viagem com a seleção brasileira Imagem: Arquivo pessoal Algumas coisas interessantes aconteceram naquela noite. Primeiro, o Léo comprou três caixas de cervejas e, como o inverno é pesado na Itália, ele não colocou na geladeira, deixou na varanda da sua casa. Outra coisa: os amigos italianos dele viram aquelas caixas e falaram assim: "Léo, você comprou muita cerveja e vai sobrar." Aí o Júnior resolveu: "Que nada, vocês não conhecem os caras, vai acabar tudo bem rápido." Continua após a publicidade Os caras retrucaram: "Impossível eles tomarem tudo isso." Aí o Júnior propôs uma aposta: "Vamos fazer assim: se acabar a cerveja, seja o horário que for, vocês vão sair para comprar. Beleza?" Os caras toparam. Mais uma curiosidade daquela noite foi que a minha mãe fez torresmos e os italianos piraram porque nunca tinham comido aquilo. Bom, a noite foi passando, a gente bebendo cerveja, conversando, cantando, cada um falando dos problemas dos seus times e eu sem saber se voltaria a jogar ainda naquela temporada. Quando deu umas 2h30, o Léo foi na varanda e mostrou para os amigos italianos que as cervejas haviam acabado, e os caras foram procurar um lugar aberto, com - 7°C. Rodaram, mas compraram e trouxeram. Eu, sentado no mesmo lugar desde a hora que cheguei, só levantei para tirar a foto que está aí no texto, para brindar a passagem de ano. Continua após a publicidade E a festa continuou com a gente rindo demais, principalmente tirando uma onda do Renato, que estava reclamando muito de alguns jogadores da Roma que ele dizia que estavam boicotando o seu futebol (o que era verdade). Ficamos lembrando de jogos passados, afinal de contas eu, Léo, Careca, Andrade e Renato havíamos jogado juntos pela seleção brasileira. E mais eu e Careca no São Paulo, e Júnior e Andrade no Flamengo. Rimos muito enquanto tomávamos nossas cervejas sem parar. Quando chegou umas 5h30, com todos já cansados, principalmente as crianças, fomos para um hotel bem ao lado da casa do Léo. A surpresa foi a seguinte: na hora de irmos para o hotel, me levantei, coloquei as muletas debaixo do braço e saí andando. E os caras gritaram: "Pô, Casão, você não pode pisar no chão!" Eu respondi assim: "Agora já era, tomei cerveja a noite toda e vocês querem que eu saia nesse frio de muletas?" Saí andando com todos dando risada. Foi uma noite incrível, porque a gente só se via quando jogávamos contra, e no meu caso, como não estava jogando, não encontrava ninguém. Estava louco para estar com eles, e aquele final de ano foi muito importante para a saúde mental de todos. A gente tentava se ver nas festas de aniversário dos filhos e não havia sacrifício algum, se fosse preciso atravessar a Itália, a gente ia. Continua após a publicidade Como fez o Branco no aniversário de dois anos do meu filho. Ele veio de Brescia, atravessando o país todo, porque estava louco de vontade de falar, contar histórias, beber cerveja. Esse Réveillon foi inesquecível para todos. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Dark room, zoo noturno, show à luz de vela: escuridão vira turismo em SP 'Vou pegar todo mundo', canta Ana Castela em karaokê após término de namoro PF liga trio com mala de dinheiro a deputado federal e prefeito do AM Mega da Virada 2025: UOL transmite sorteio ao vivo hoje Porto de Galinhas: turistas relatam assédio, ofensas e cobranças indevidas