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Análise dos Times

Selecao Brasileira

Principal

Motivo: O artigo foca na convocação e escalação de jogadores para a seleção brasileira, analisando as decisões do técnico.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Neymar

Principal

Motivo: O autor reconhece o acerto tático da posição de centroavante, mas expressa ceticismo sobre a capacidade de Neymar se adaptar à reserva.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Carlo Ancelotti

Principal

Motivo: O treinador é visto como alguém que fez um acerto tático, mas que está correndo um risco ao confiar na promessa de Neymar em relação à reserva.

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: O jogador é apresentado como vítima da decisão, com destaque para sua boa temporada e potencial para o futuro.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Palavras-Chave

Entidades Principais

santos neymar chelsea estevao selecao brasileira raphinha rodrygo joao pedro endrick carlo ancelotti casemiro igor thiago

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Neymar como 9 é acerto, risco está na promessa de ficar 'na boa' no banco Julio Gomes Colunista do UOL 19/05/2026 05h30 Deixe seu comentário Carlo Ancelotti em coletiva pelo Brasil Imagem: Pablo Porciuncula/AFP Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti deixou clara a posição pela qual Neymar vai brigar na seleção brasileira: a de centroavante. Ao longo dos meses no comando, o italiano se habituou a convocar três jogadores para a posição. João Pedro parecia garantido - e deveria estar, convenhamos -, mas nos amistosos de março e com a má campanha do Chelsea ficou para trás de igor Thiago e Endrick. Ainda assim, iriam os três. Mas Ancelotti sucumbiu à pressão da comunidade de jogadores do presente e do passado e resolveu colocar Neymar na lista, deixando João Pedro de fora. Tite fez uma experiência com Neymar de "falso 9" antes da Copa de 2022. Foi rápida. Claro, quem mandava no time e na seleção era Neymar, que a partir de 2017 decidiu que tinha que ser camisa 10 e assinar todas as jogadas. Agora, sem o mesmo físico e sem a mesma explosão, ele tem jogado como um homem mais adiantado no Santos. Em teoria, o mesmo movimento de carreira de Romário e Cristiano Ronaldo e, com a qualidade que tem para finalizar, faz todo sentido que seja assim - deveria ter sido feita há mais tempo, diga-se. Ainda não funcionou no Santos, mas, se tem uma posição em que Neymar possa ser usado na seleção brasileira, é essa mesmo. Pelo menos a leitura de Ancelotti está correta. Julio Gomes Neymar não aceitará ficar no banco 'numa boa' Wálter Maierovitch Flávio se equilibra para não cair em crimes Marco Antonio Sabino Vorcaro vale bem mais que R$ 40 bilhões Carla Araújo Pré-campanha estuda agendas de Janja sem Lula Errada pode estar a convicção de que Neymar será um reserva tranquilo, que aceitará o banco de boa. É claro que ele não virá a público reclamar de ser reserva. Ou de mais minutos. Para isso, está o exército de ex-jogadores na mídia, estão as redes sociais e, claro, os jornalistas-influenciadores para fazer o serviço nas entrevistas coletivas durante a Copa do Mundo. Ancelotti telefonou para Neymar alguns dias atrás para conversar e deixar claro o papel do astro nesta seleção, nesta Copa. Ouviu o óbvio. "Estou aqui para ajudar, mister". A frase não deve ter sido muito diferente desta. O italiano passou meses dizendo que estava convocando jogadores para observar comportamentos e é óbvio que deveria ter feito o mesmo com Neymar nos amistosos de março. Por que não o fez? Porque não iria convocá-lo para a Copa, simples assim. Não estava nos planos. Planos mudaram por causa da lesão de Estevão (somada à já conhecida lesão de Rodrygo) e por causa da pressão da comunidade da bola, liderada por Casemiro, Raphinha e a legião de ex-atletas com microfones em mãos. Neymar não estava nos planos. Mas Ancelotti resolveu comprar a paz com o vestiário. Poderia ter sobrado para outro, mas sobrou para João Pedro. Este rapaz pode dormir tranquilo. Fez uma boa temporada, chegou ao Chelsea ganhando o Mundial de Clubes e acaba a tumultuada temporada do clube metendo gol de bicicleta. Fez a parte dele e estará no novo ciclo. OK, não precisava ter feito coro na campanha de "Neymar na Copa", capitaneada por outros, mas não é por isso que ele não foi convocado. Ancelotti vai conhecer o "pacote Neymar" pouco a pouco. Vai chegar na Granja Comary com problemas na panturrilha - problema que foi convenientemente minimizado pelo Santos antes da convocação -, vai ter pressão da torcida para que jogue contra o Panamá no Maracanã e, claro, vimos em poucas horas de TV e redes que o lobby da convocação já se transformou no lobby da titularidade. Ancelotti comprou a paz e trocou por distrações. Pode ser que, com toda a experiência no futebol, consiga domar as situações que se apresentarão. Mas acreditar em uma conversa por telefone e na promessa de que Neymar, um histórico individualista, irá se transformar em um resiliente jogador de grupo, ainda mais às cegas, é uma das apostas mais arriscadas da carreira do treinador. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Julio Gomes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Atriz apontada como pivô de separação de Virginia faz desabafo: 'Cansada' Pré-campanha de Flávio vai ao TSE contra áudio reproduzido durante pesquisa Caso Master: perito da PF é alvo de buscas por suspeita de vazamento Renault confirma nome e data de estreia de nova picape rival da Fiat Toro 'Mesmo com Estêvão e Rodrygo, Neymar seria convocado', diz Arnaldo