Ao cair da noite, o Morumbi parecia mais casa de cobrança do que palco de festa: o São Paulo venceu o Juventude por 1 a 0, mas a vibração guardou mais vaia do que aplauso. A reação da torcida a Roger Machado foi tida como alvo principal, com gritos hostis que já surgiam antes do apito e se repetiram depois do final do jogo, segundo o UOL [fonte 1] [fonte 1].
Na cúpula, a irritação ficou explícita: o entendimento é de que é preciso uma blindagem à dupla nas próximas semanas. O presidente Harry Massis Júnior reuniu-se com Rui Costa logo após uma conversa com líderes da organizada, mantendo a linha de apoio ao treinador e ao diretor — um respaldo que a gestão pretende sustentar, mesmo diante do clima pesado [fonte 1] [fonte 1].
O dia acentuou o debate entre quem defende a continuidade e quem cobra mudanças: enquanto alguns ressaltam o calendário e o risco de mexer no comando em meio a jogos decisivos, grupos da organizada já sinalizam cobranças por cargos no departamento de futebol, um assunto que ganha corpo no Conselho Deliberativo e tem a presidência como interesse central de resistência [fonte 1] [fonte 1].
A cobertura transmite um clube dividido entre a necessidade de manter a linha traçada e a pressão das arquibancadas: o planejamento pré-Copa do Mundo aparece como referência para a blindagem da dupla, enquanto a diretoria enfatiza que dar respaldo é condição para seguir com o trabalho em um momento de tensão geral [fonte 1] [fonte 1].
Valentim Furlan, do UOL, descreve o dia como um retrato de São Paulo sob escrutínio — vitória no placar, turbulência no bastidor, e a aposta de manter Roger Machado e Rui Costa em seus cargos para não cancelar o ritmo de jogo que antecede a Copa. O torcedor, entre vaia e expectativa, acompanha o desdobrar com a mesma ansiedade que marca as noites do Morumbi [fonte 1] [fonte 1].
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