Ontem, o Botafogo atravessou uma madrugada de notificações oficiais e números que pesam no bolso. A ANRESF, agência criada para fiscalizar o Fair Play Financeiro, advertiu o Botafogo e fixou um prazo improrrogável de dez dias para apresentar documentos requisitados em abril, sob pena de multa de R$ 100 mil, mais multa diária de R$ 20 mil. Segundo decisão da diretoria da agência, datada de 29 de maio, o clube deveria ter entregue os documentos em 13 de abril. A entrega chegou, porém, incompleta [fonte 1].
Entre os itens solicitados está o contrato do empréstimo feito por John Textor, dono da SAF, para pagar a dívida pela contratação do argentino Thiago Almada com o Atlanta United. O montante ficou em US$ 25 milhões (cerca de R$ 130 milhões), com juros supostamente abusivos, usados para derrubar o transfer ban causado por atrasos no pagamento [fonte 1].
Há também reportagens que citam relações financeiras entre o Botafogo e Lyon, outro clube sob o guarda de Textor, o que motivou o auto de infração — o primeiro da ANRESF, segundo a cobertura de ontem [fonte 1].
À época, o Botafogo se posicionou em nota afirmando que a ANRESF está cumprindo o seu papel estatutário e investigando uma denúncia, mantendo respeito pela atuação do órgão e prometendo prestar todos os esclarecimentos necessários [fonte 1].
Este conjunto de fatos compõe a linha do tempo da crise da SAF, que, conforme a cobertura, culminou no afastamento de John Textor, e mantém acesa a suspeita de como as engrenagens financeiras vão girando nos bastidores do futebol brasileiro.
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