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Mesmo sem uma medalha olímpica, a história de Oscar Schmidt vale ouro A conexão de Oscar Schmidt com os Jogos Olímpicos durou 16 anos. Foram cinco encontros, e nenhum terminou no pódio, mas é possível dizer que se construiu um relacionamento muito feliz. Mão Santa participou das edições de Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996. Fez 1093 pontos ao todo. Até hoje, nenhum jogador comemorou mais cestas do que ele no maior evento poliesportivo do mundo. A despedida olímpica também foi muito marcante. Após a derrota para os Estados Unidos, nas quartas de final dos Jogos de Atlanta 1996, todos os jogadores do Dream Team reverenciaram Oscar, em uma imagem que ficou eternizada para os fãs de basquete. + Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, aos 68 anos + CBB, clubes e grandes nomes do basquete lamentam morte de Oscar; veja repercussões + Oscar recusou NBA para defender seleção brasileira; entenda Pílula olímpicas: despedida Oscar nas Olimpíadas de Atlanta em 1996 1988: a maior chance de medalha Oscar Schmidt fala sobre cesta importante que perdeu A seleção brasileira masculina de basquete chegou aos Jogos de Seul, na Coreia do Sul, embalada pelo título do Pan de 1987, quando conseguiu a histórica vitória sobre os Estados Unidos, com uma virada comandada por Oscar e Marcel (120 a 115, na prorrogação). Em Seul, o time foi terceiro colocado no grupo da primeira fase e passou para as quartas de final para enfrentar a União Soviética. Ali, o Brasil acabou eliminado ao perder por 110 a 105. No confronto, Oscar teve na mão uma bola para empatar o jogo no último minuto: - Jogador bom não pode errar o último arremesso. Aquela minha geração merecia ter uma Olimpíada. A gente merecia um campeonato desse tipo, e não conseguimos porque errei. Você não tem muitas chances na vida. Você tem duas ou três no máximo para fazer aquela cesta que te dá um resultado enorme. Tive a possibilidade e errei. Não tem um dia na minha vida que não lembre daquela cesta - disse Oscar, em entrevista ao Altas Horas em 2018. A despedida em Atlanta 1996 Pílula olímpicas: despedida Oscar nas Olimpíadas de Atlanta em 1996 Na última edição olímpica da carreira, em Atlanta 1996, Oscar ainda era titular da seleção brasileira. O time fez uma primeira fase de altos e baixos, com duas vitórias e três derrotas e, dessa forma, passou com a última vaga para as quartas de final. Por conta disso, enfrentou o Dream Team americano, que, em casa, venceu o Brasil sem grandes dificuldades (98 a 75). A cena mais marcante que ficou foi a imagem dos jogadores americanos aplaudindo Oscar. + Na final do Pan de 1987, Oscar marcou 46 pontos e ajudou a criar um novo jeito de jogar + Oscar é um dos únicos três brasileiros no Hall da Fama do Basquete dos EUA + Filho de Oscar Schmidt posta homenagem: “Hoje o mundo perde um ídolo" O primeiro confronto com o Dream Team 1 de 2
Oscar Schmidt no duelo entre Brasil e o Dream Team do basquete nas Olimpíadas de Barcelona 1992 — Foto: Andrew D. Bernstein/NBAE via Getty Images Oscar Schmidt no duelo entre Brasil e o Dream Team do basquete nas Olimpíadas de Barcelona 1992 — Foto: Andrew D. Bernstein/NBAE via Getty Images O primeiro e conhecido como maior Dream Team da história do basquete foi a seleção americana de 1992. E, naquela edição das Olimpíadas, o Brasil enfrentou os Estados Unidos, que tinham Michael Jordan, Scott Pippen e muitas outras estrelas. O placar foi de 127 a 83, com Oscar marcando 24 pontos. Depois de uma primeira fase com duas vitórias e três derrotas, o time enfrentou a Lituânia nas quartas de final, e acabou eliminada por 114 a 96. Nessa edição das Olimpíadas, Oscar foi o maior cestinha da competição com uma média de 25 pontos por jogo. A primeira vez: o jovem Oscar nas Olimpíadas de 1980 2 de 2
Oscar Olimpíadas de Moscou 1980 — Foto: Reprodução Oscar Olimpíadas de Moscou 1980 — Foto: Reprodução Com 22 anos, Oscar chegou para sua primeira edição olímpica com o status de medalhista de bronze com a seleção na Copa do Mundo de 1978. O time avançou para a segunda fase depois de ficar em primeiro na etapa de grupos. Na fase final, terminou em quinto lugar, e só os quatro primeiros passavam para a semifinal. A seleção brasileira acabou fora por conta do saldo de cestas, já que terminou com as mesmas duas vitórias que a Espanha, que pegou a última vaga na semifinal. Oscar já se destacava, sendo o maior pontuador do Brasil em quase todas as partidas, inclusive com 33 pontos contra a Itália e 24 contra Cuba. A pior campanha olímpica: 1984 A seleção brasileira não passou da primeira fase das Olimpíadas de 1984, quando perdeu quatro dos cinco jogos e ficou na nona posição. A única vitória veio contra o Egito. Todas as derrotas, porém, foram em partidas bem equilibradas. 76x72 com a Austrália, 89x78 com a Itália, 98 x 85 com Iugoslávia e 78 x 75 com a Alemanha.