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A Fórmula 1 anunciou um acordo de dez anos para realizar o Grande Prêmio da África em Ruanda, marcando o retorno da categoria ao continente após 37 anos. A prova deve estrear entre 2030 e 2031, em um autódromo permanente a ser construído em Bugesera, região próxima à capital Kigali.
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A última corrida da Fórmula 1 na África foi disputada em 1993, no circuito de Kyalami, na África do Sul, com vitória do francês Alain Prost. Desde então, a categoria não realizou etapas no continente, embora tenha avaliado projetos para retorno, inclusive na África do Sul e no Marrocos.
O novo circuito ruandês, chamado Rwanda International Circuit, será erguido a cerca de 40 quilômetros ao sul de Kigali, próximo ao novo aeroporto internacional em construção. O traçado, desenvolvido pelo ex-piloto Alex Wurz, em parceria com o escritório do engenheiro Hermann Tilke, terá curvas de média e alta velocidade e será homologado com o padrão Grau 1 da FIA, exigido para receber a Fórmula 1.
Além da pista, o complexo incluirá espaços para eventos, conferências e entretenimento, aproveitando os desníveis naturais do terreno. A construção do autódromo ainda não tem data definida para conclusão, o que determinará o ano exato da estreia da prova.
O presidente da Fórmula 1, Stefano Domenicali, destacou que o retorno à África é um momento histórico para a categoria, que passará a ter corridas em todos os continentes habitados. Ele ressaltou o potencial comercial do mercado africano, onde mais de 100 milhões de pessoas acompanham o campeonato, com grande parte do público jovem na região subsaariana.
O presidente de Ruanda, Paul Kagame, comemorou o acordo, afirmando que o país pretende usar a parceria para ampliar sua presença no cenário esportivo internacional e fomentar o desenvolvimento de profissionais e futuros pilotos locais. A iniciativa também visa impulsionar o turismo e atrair investimentos para a região.
O retorno da Fórmula 1 à África atende a uma antiga reivindicação do heptacampeão Lewis Hamilton, que tem atuado nos bastidores para viabilizar uma etapa no continente. No entanto, a participação do piloto na corrida inaugural ainda não está confirmada.
Ruanda será o terceiro país africano a sediar uma etapa da Fórmula 1, juntando-se à África do Sul e ao Marrocos, que recebeu uma prova em 1958. O acordo com Ruanda não inclui outras corridas no continente, apesar das tentativas recentes da África do Sul para retomar uma etapa.
A Fórmula 1 divulgará futuramente o cronograma detalhado das obras do circuito e a data oficial da primeira corrida em Ruanda, prevista para o início da década de 2030.
* Texto gerado com o auxílio de IA, revisado por humanos.