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Análise dos Times

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Rodrigo França analisa "domingo para esquecer" de Bortoleto e projeta cenário em Singapura Depois de um sábado excelente em Sepang , um domingo para ser esquecido para Gabriel Bortoleto no GP do Bahrein disputado no último domingo (4). O ótimo resultado do brasileiro na classificação, conseguindo pela quinta vez colocar a Audi no Q3, um feito e tanto para um time estreante na F1, criou expectativa para uma prova com chance de marcar bons pontos em Sepang. F1: com chuva, Verstappen vence GP do Bahrein; Bortoleto é 18º O início da prova foi bem promissor para Bortoleto: mesmo começando com os compostos “errados”, de pista seca (como fizeram outros pilotos, como Lewis Hamilton, da Ferrari), o brasileiro foi ágil ao pedir a troca para intermediários no rádio para a equipe antes mesmo da largada, na volta de apresentação. Com isso, minimizou bastante a perda de tempo pela troca e, com a pista traiçoeira nas voltas iniciais, conseguiu recuperar terreno, em estratégia idêntica a de Oscar Piastri, da McLaren, que vinha abrindo caminho a sua frente. Com o safety car provocado pelo incidente com Valtteri Bottas, Bortoleto entrou de vez na briga pelos pontos, podendo fazer mais uma parada e ver sua distância para o pelotão da frente ser “zerada” a partir daquele ponto. Mas este acabou sendo o momento crucial para o brasileiro ver sua chance de top-10 ser arruinada após uma tentativa de ultrapassagem sobre Carlos Sainz na curva 2. O brasileiro mergulhou por dentro, mas atingiu a Williams, causando danos em sua asa dianteira, forçando um pit stop extra e ainda tomando dez segundo de punição por ter sido considerado culpado pelos comissários da FIA. 1 de 1 Gabriel Bortoleto ficou em 10º na classificação do GP do Bahrein na Malásia — Foto: Divulgação/Audi Gabriel Bortoleto ficou em 10º na classificação do GP do Bahrein na Malásia — Foto: Divulgação/Audi Bortoleto admitiu o erro e pediu desculpas a Sainz , uma atitude que mostra maturidade do brasileiro. O importante, agora, é tomar isso como aprendizado para lutar por outras oportunidades de pontuar já na etapa deste final de semana, em Singapura, onde a Audi tende a ir bem por ser um circuito com curvas de baixa e média velocidade, onde o bom chassi do time alemão, ainda mais com o novo pacote aerodinâmico, pode se destacar em relação ao pelotão intermediário. A temporada de estreia da Audi tem sido de altos e baixos, como foi o final de semana do GP do Bahrein na Malásia para o brasileiro. As voltas no Q1 e Q2 foram o grande ponto alto de Bortoleto na etapa, confirmando seu talento em extrair o máximo do carro em voltas de classificação. No começo de 2026, talvez nem mesmo o mais entusiasta engenheiro da Audi poderia afirmar que já seriam cinco classificações entre os dez primeiros para o brasileiro, que, além de Sepang, levou o time ao Q3 na Austrália, Japão, Bélgica e Holanda. Faltam sete provas para o final do ano, considerando o calendário original com as duas etapas finais no Oriente Médio (Catar e Abu Dhabi), trazendo para Bortoleto uma ótima oportunidade para converter esse bom momento nas classificações em mais pontos na tabela. O brasileiro encaixou uma boa sequência de pontos no final da primeira parte do campeonato, incluindo o oitavo lugar em Spa-Francorchamps, onde conquistou até aqui o melhor resultado da Audi na F1 (igualado também por Hulkenberg depois). GP do Bahrein: Verstappen vence após caos inicial e desencanta Pilotos criticam caos antes da largada na Malásia: "Não parecia a F1" FIA explica falhas em carros antes de início e isenta times de culpa Mas desde a volta das férias da F1, Bortoleto não terminou uma prova dentro do top-10, pelas mais diversas circunstâncias, e não apenas por ritmo de prova ou erros dele e da equipe. Vale destacar que a briga no pelotão intermediário está ainda mais acirrada, como mostrou a melhora da Aston Martin em Sepang e mesmo a pontuação dupla da Haas na etapa de Baku. O brasileiro também sofreu com um problema nas últimas 15 voltas que o impediu a abertura da asa, o que também poderia ter custado valiosos pontos caso estivesse entre os primeiros na relargada. O circuito travado de Singapura pode ser o ponto de recuperação para a Audi também aos domingos. Pelo menos em Sepang, o trauma da dupla eliminação no Q1 com os dois carros ficou para trás. Agora a sina do “11º lugar” (que hoje ficou com Hulkenberg) é a próxima barreira a ser superada pelo time, que terá um palco ideal já no próximo domingo para mostrar a eficiência de seu bom chassi, o ponto forte em seu ano de estreia até aqui.