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Futebol Clubes da Série A movimentam R$ 14,3 bilhões em 2025; alta real é de 32% Flavio Latif e Guilherme Padin Do UOL, em São Paulo 28/05/2026 07h00 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Taça do Brasileirão Imagem: RAFAEL RIBEIRO/CBF Os clubes da Série A do Brasileirão movimentaram R$ 14,3 bilhões em 2025, segundo o Relatório Convocados 2026*. O valor representa uma alta de 32% em relação ao ano anterior. O resultado da pesquisa aponta para um momento de expansão do futebol brasileiro, segundo Cesar Grafietti, economista responsável pelo estudo. Mas, ressalta Grafietti, é importante observar que parte considerável dos 14,3 bilhões vem dos chamados valores não recorrentes. Ou seja, as entradas fora do padrão de ganhos dos clubes, como transferências de atletas e premiações. Josias de Souza Bolsonarismo chuta próprio traseiro no fim da 6x1 PVC O exame de Neymar e o corte de Romário em 98 Daniela Lima Aliados descartam Caiado como vice de Zema Sakamoto 6x1: Câmara evita risco de virar 'inimiga do povo' Os valores não recorrentes elevaram os números de 2025, mas não são garantia de previsibilidade a longo prazo, aponta Grafietti. O economista diz que o principal desafio é assegurar que esse crescimento se transforme em uma operação saudável, gerando "maior capacidade de geração de caixa recorrente e menos dependência de fatores extraordinários". O caminho para isso, segundo Grafietti, passa por explorar o crescimento das receitas que são de gestão de responsabilidade do clube, como bilheteria, sócio-torcedor e relações comerciais. "Depois, transformar essas receitas não recorrentes, como a venda de atletas, em algo com pouco mais de previsibilidade. Não dá pra vender R$ 500 milhões em jogador todo ano, mas, se você conseguir fazer uma maquininha de formação e fazer R$ 200, 300 milhões todo ano, já ganha mais previsibilidade. Transferir é parte do negócio", afirma o economista, que cita Flamengo e Palmeiras como exemplo: "Eles têm muito mais poder de negociação, então tem outro canal pra construir uma receita que teoricamente não é recorrente." Transferências e Copa do Mundo de Clubes puxam alta Os valores não recorrentes são aqueles extraordinários, que fogem ao habitual da renda anual dos clubes. Continua após a publicidade Relacionadas Flamengo fará amistosos na Europa durante a Copa do Mundo Santos registra a pior arrecadação com bilheteria na Vila Belmiro em 2026 Desejo de Palmeiras e Fla, Danilo entra na mira de gigantes europeus Dos R$ 14,3 bilhões de 2025, por exemplo, R$ 3,9 bilhões vieram de negociações de jogadores, representando uma alta de 63% nesse âmbito em relação ao ano anterior. Já as premiações chegaram a R$ 1,6 bilhão, um valor que aumentou pelas participações dos brasileiros na Copa do Mundo de Clubes - R$ 863 milhões foram distribuídos aos quatro clubes participantes da competição. "Há um comportamento tradicional do futebol brasileiro, que é o 'tenho mais dinheiro, vou gastar mais', o que é normal. O que falta é a compreensão de que não se pode correr riscos de quebrar", afirma Grafietti. * O relatório Convocados 2026 é o estudo anual sobre a indústria do futebol produzido por Convocados e OutField, com patrocínio da Galapagos Capital Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 'CBF e Ancelotti escolheram ser reféns do Neymar', diz Casagrande Filipe Luís fecha com o Monaco e assume time após Copa do Mundo, diz jornal Seleção: Neymar tem lesão grau 2 e pode ficar até três semanas fora Mulher vira alvo da polícia após manter 400 gatos em apartamento de SC Fabricante do Ki-Suco faz oferta que pode salvar famosa marca de azeitona