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Análise dos Times

Flamengo

Principal

Motivo: Matéria destaca que decisão do TAS complica e fragiliza a tese do clube; argumentos do Fla foram majoritariamente rejeitados.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: TAS acatou a maioria dos argumentos do clube na liminar; texto relata de forma factual, sem exaltar o time.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte TAS explica por que deu liminar ao Estudiantes e complica tese do Flamengo Danilo Lavieri Colunista do UOL 28/10/2026 11h31 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Taça da Copa Libertadores Imagem: Nacho Yuchark/Conmebol O Tribunal Arbitral do Esporte, o TAS, explicou no último dia 26 em documento enviado aos envolvidos o motivo de ter dado uma liminar para o Estudiantes usar Marco Rojo na semifinal da Libertadores. As explicações não encerram o caso, mas dificultam a tese do Flamengo, segundo especialistas ouvidos pela reportagem. A própria Conmebol, segundo disse o Tribunal, já aceitou inscrição de um atleta nessas mesmas condições em 2024, a pedido do Lanus, na semifinal da Sul-Americana. Vale destacar que, nas 24 páginas obtidas pela coluna, não há nenhuma data marcada para o julgamento final. Além disso, o documento detalha a tese de todos os envolvidos e destaca que Palmeiras e Fluminense tinham sido consultados, mas não tinham se manifestado. Ao todo, o TAS analisou 11 argumentos, concordou integralmente com o Estudiantes em seis deles, concordou com ressalvas em dois, não comentou outros dois e negou apenas um. O principal argumento do Estudiantes e que foi acatado pelo TAS na liminar é que a própria Conmebol coloca no seu regulamento que cabe à cada associação nacional definir se o atleta tem condição de jogo. E Rojo tinha condição de jogo atestada pela AFA, a Associação de Futebol de Argentina. Sakamoto Trump tende a descartar Flávio ao vê-lo derrotado Alexandre Borges Quem não deve não teme? Lula abrigou Battisti Nelson de Sá Chineses são diferentes da esquerda brasileira Igor Gielow Fuga de Flávio vira guerra de contrainformação Embora tenha demorado a aceitar, a entidade que comanda o futebol argentino permitiu que o time colocasse o jogador no lugar de Gabriel Neves, usando o artigo que permite substituição de atletas em caso de lesão em que a recuperação poderia durar mais de 4 meses. O Flamengo sustenta, neste caso, que o artigo 6º do Regulamento sobre o Status e a Transferência de Jogadores (RSTP) da Fifa não permitiria brechas e que as exceções previstas no artigo 6.3 são taxativas, não permitindo brechas por via regulamentar interna. O TAS disse que não há invalidação automática da normativa nacional aplicada e ainda disse que a Fifa nunca se pronunciou para falar sobre a validade da inscrição de Rojo e que se comunicou apenas em caráter informativo, provocada pela própria Conmebol. Flamengo e Conmebol apontam que há indícios claros de uma transferência efetiva entre clubes e não de uma simples rescisão livre: Rojo atuou pelo Racing até 27/09, houve pagamento de US$ 250 mil e há registro no TMS de rescisão unilateral, sem que a AFA apresente a documentação completa solicitada. O TAS, no entanto, argumenta que a liminar foi deferida porque não caberia à Conmebol avaliar o caráter da negociação, tampouco se a lesão seria ou não de quatro meses. Essa competência, segundo o Tribunal, é da AFA, que acatou o pedido do Estudiantes. O Estudiantes ainda lembra que desde 2022, 369 atletas foram inscritos usando o mesmo mecanismo na AFA e ainda lembrou que a Conmebol aceitou a inscrição de um atleta do Lanús em 2024 na semifinal da Sul-Americana. Continua após a publicidade Por fim, Flamengo e Conmebol argumentaram que o Estudiantes poderia ter duplo benefício escalando Rojo, o que foi negado pelo TAS, uma vez que o atleta estava substituindo um outro machucado e não adicionando mais um na lista. O TAS também discorda de ambos que o caso poderia ser discutido antes no Tribunal de Apelações da Conmebol e concorda com o Estudiantes que poderia ser debatido imediatamente na Suíça, sede do TAS. O TAS termina a explicação afirmando que não acataria o pedido do Estudiantes de proteção integral em caso de punições futuras pela Conmebol, que é o que sustenta a esperança da defesa do Flamengo. Especialistas, no entanto, lembram que o TAS é um tribunal de recursos e que em hipótese nenhuma poderia fornecer essa proteção integral. "O TAS não pode antecipar essa fase cautelar e nem se pronunciar sobre uma situação meramente hipotética. A negativa dessa pretensão não implica reconhecer a procedência de uma eventual sanção e nem prejulgar as questões que podem vir a se impor", diz o documento do dia 26. Na carta-resumo de 21/10, o TAS ainda advertiu que cabe ao Estudiantes "realizar uma análise de riscos" caso o laudo final não confirme a elegibilidade. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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