🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Haiti

Principal

Motivo: O artigo foca na história e nas aspirações do jogador haitiano, destacando o futebol como algo positivo para o país.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: Brasil é mencionado principalmente como o adversário, com pouca exploração de narrativa própria, apenas como contexto histórico.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Ldu

Motivo: O clube é apresentado como o palco atual do sucesso de Adé, com elogios de seu técnico, reforçando sua importância na carreira do jogador.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Brasil Copa do Mundo LDU Ronaldinho Ronaldo Tiago Nunes Haiti Ricardo Adé

Conteúdo Original

Futebol Haitiano que encara Brasil pede abertura do país para crianças sonharem Julio Gomes e Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunistas do UOL, em Porto Príncipe (Haiti) e Nova Jersey (EUA) 18/06/2026 14h07 Deixe seu comentário Zagueiro Ricardo Adé é um dos jogadores mais conhecidos do Haiti, pois atua na LDU, clube do Equador Imagem: Getty Images Ricardo Adé tinha 14 anos quando Ronaldo, Ronaldinho e companhia desfilaram por Porto Príncipe para o "Jogo da Paz", entre Brasil e Haiti, em agosto de 2004. Eram outros tempos do futebol dos dois países. O Brasil, muito melhor. O Haiti, muito pior. O sonho do menino será realizado nesta sexta-feira à noite, quando ele entrar em campo representando o país em uma Copa do Mundo, contra a seleção para quem todos torciam — e talvez ainda torçam — em solo haitiano. Hoje um zagueiro veterano, já de 36 anos, e jogador da LDU, Adé talvez seja o jogador que mais tenha sentido a transformação. O Haiti seguiu o exemplo de outros países do mundo e foi buscar reforços para sua seleção nacional na Diáspora, como é chamado o movimento de saída de famílias inteiras do país em busca de uma vida melhor fora - no caso dos haitianos, o Canadá e os Estados Unidos foram os principais destinos. José Paulo Kupfer Decisão do Copom deixa mercados confusos Casagrande Seleção tem tudo para sair bem na foto contra o Haiti Wálter Maierovitch STF está sem GPS, e os Bolsonaros tiram proveito Alexandre Borges Por que Lula negou ser de esquerda A Diáspora de Adé foi diferente. Ele saiu em busca de um futuro no futebol. A tentativa de jogar na Tailândia acabou em um golpe dado por um empresário. Ele foi parar no Chile, depois no Equador e só recentemente deu o salto. Foi campeão no Aucas e ganhou um contrato com a LDU, onde atua desde 2023. "Nós estamos jogando há anos longe do nosso povo, e aqui, nos Estados Unidos, podemos sentir a energia das pessoas. No Haiti, há um montão de crianças sonhando com a chance de sair, jogar bola e fazer as famílias deles terem orgulho", disse Adé ainda em Miami, onde a reportagem do UOL acompanhou o último amistoso dos haitianos antes do Mundial.. O país precisa ser reaberto para manter essas crianças sonhando. O futebol é a única coisa boa no Haiti no momento. "Um vencedor na vida", diz técnico brasileiro O atual técnico da LDU é o brasileiro Tiago Nunes. Que não poupa elogios ao jogador. "É um prazer falar sobre o Ricardo. É uma pessoa especial, um grande profissional, muito comprometido, um exemplo a ser seguidos por todos. Um vencedor na vida", falou Nunes ao UOL . Continua após a publicidade "Ganhava salários baixos, quase que empatando para sobreviver. Se você fizer as contas, o primeiro contato profissional mesmo ele faz com 27 anos. Rodou, fez testes em muitos lugares, foi enganado." "De onde ele veio e onde chegou... A capacidade de se manter em alto nível, isso mostra a resiliência dele. Por isso tudo, é um exemplo, sim, motivo de inspiração. Ricardo tem uma história de vida que prova que, quando a persistência se junta ao talento e à resiliência, o jogador pode alcançar seus sonhos", destacou o técnico brasileiro da LDU. No Haiti, Adé é o segundo capitão — quem leva a braçadeira é o goleiro Placide, 38 anos, outro remanescente das vacas mais do que magras. Classificado para a Copa do Mundo pela segunda vez na história, o Haiti sequer pôde jogar em casa nas eliminatórias devido à convulsão social vivida pelo pais - jogou todas as partidas em Curaçao. O aeroporto de Porto Príncipe, a capital, está fechado para voos internacionais há quase dois anos, desde que aviões foram alvejados por gangues armadas. A comunicação do país com outros lugares se dá por Cabo Haitiano, a segunda maior cidade, onde a situação de violência urbana está menos caótica. Na LDU, de Tiago Nunes, Adé atua como um líbero, o zagueiro da sobra. No Haiti, é o líder da linha defensiva. "É um defensor de muita força física, de duelos físicos, o duelo aéreo dele é top mundial. É um jogador que tem leitura para as coberturas. Tem passe curto bom e muita personalidade para tentar jogar pressionado", detalha o brasileiro. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Alcolumbre dá bronca e cancela sessão do Congresso sobre vetos de Lula Deolane vira ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro para o PCC Adolescente é achada morta em mata no PR; amigo é preso e confessa crime Anvisa manda recolher antibiótico após pedaço de vidro ser achado em frasco Decisão do Copom fora do padrão deixa mercados confusos e sem rumo