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Análise dos Times

Noruega

Principal

Motivo: A matéria exalta o planejamento e o sucesso da seleção norueguesa, apresentando-a como um modelo de desenvolvimento futebolístico, indo além do talento individual.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: A Itália é apresentada como a equipe derrotada pela Noruega, com o resultado sendo explicitamente ruim para a Azzurra, que vai para a repescagem.

Viés da Menção (Score: -0.4)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Real Madrid Copa do Mundo Arsenal Atlético de Madrid Haaland RB Leipzig Itália Noruega Eliminatórias Europeias Manchester City Bodo/Glimt Sorloth Nusa Odegaard Berg Stale Solbakken

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Não é só Haaland. Como a Noruega virou uma seleção 100% nas eliminatórias Julio Gomes Colunista do UOL 17/11/2025 12h34 Deixe seu comentário Haaland celebra gol da Noruega sobre a Itália em jogo das Eliminatórias Europeias Imagem: Alberto PIZZOLI / AFP Carregando player de áudio Ler resumo da notícia É a seleção de Haaland? Sem dúvida. Não dá para falar da Noruega, classificada para a Copa do Mundo com uma goleada de 4 a 1 sobre a Itália, sem falar de Haaland. Mas também seria simplista resumir tudo ao atacante do Manchester City. A Noruega não ia a uma Copa desde 1998, quando ganhou do Brasil na fase de grupos - quem não se lembra do besta puxão de camisa de Júnior Baiano sobre Tore Andre Flo? Era uma seleção presente naquele momento, com participação também na Copa de 94, na Euro de 2000 e o Rosenborg fazendo boas campanhas europeias. Mas não era um futebol vistoso, pelo contrário, e o que veio depois não foi muito bonito. Só por volta de 2010 que o país resolveu mudar alguns aspectos de como o futebol deveria funcionar. Como sempre, é uma questão de política e planejamento, não só de ter dinheiro ou achar que as coisas vão acontecer sozinhas. Josias de Souza Espetáculo da desonra de Bolsonaro e oficiais vem aí Felipe Salto Caminhos do Bolsa Família como política de Estado Sylvia Colombo Eleitor chileno deixa em aberto cenário para 2º turno Thais Bilenky Teatro da elite escravocrata vira palco de revanche A Noruega investiu em gramados artificiais e disponibilizou campos aos montes em pequenas comunidades pelo país - espaços públicos e gratuitos para uso da população. A federação criou um centro de excelência, copiando o que a França fez no século passado e seguindo passos que muitos seguiram, juntando os talentos e dando coesão a um projeto nacional de futebol. Os melhores jogadores e jogadoras de idades entre 12 e 16 anos são formados lá, não somente na esfera dos clubes. Houve também grande investimento em treinamento e contratação e formação de treinadores e treinadoras, com parcerias até mesmo com pais nas comunidades. Os clubes, por sua vez, passaram a adotar uma política de aproveitar o talento local, e não a busca incessante por estrangeiros. Classificação e jogos eliminatorias-europeias Disso tudo, claro, colhem-se frutos. Um talento geracional como Haaland é uma espécie de cereja do bolo, mas a seleção da Noruega tem também Odegaard, pescado pelo Real Madrid quando tinha só 16 anos de idade, hoje no Arsenal; Sorloth, um atacante que rodou por muitas ligas e hoje está no Atlético de Madrid; Nusa, do RB Leipzig, de só 20 anos, de origem nigeriana e produto da miscigenação que marca a Europa contemporânea; tem também Berg, um meio-campista de 27 anos que nasceu em Bodo e é o capitão do Bodo/Glimt, o time de nome engraçado, de uma cidade que fica perto do pólo norte e que bateu semifinal da Europa League na temporada passada e agora joga a Champions. Não é à toa que a Noruega de hoje forma talentos diferentes daqueles jogadores maus duros da virada de século. Soube, como outros países, aproveitar a imigração, o intercâmbio e fomentar o "jogo de rua" com os campos espalhados pelo país. Mas sempre com método e planejamento, não com a aleatoriedade que é nossa marca registrada aqui no Brasil. Haaland tem 55 gols em 48 jogos com a seleção, fez 16 gols em todos os 8 jogos nas eliminatórias, em uma campanha com 100% de aproveitamento, feito igualado somente por Espanha e Inglaterra. No caminho, vitórias por 3 a 0 e 4 a 1 sobre a Itália, jogando a Azzurra para mais uma repescagem. É claro que ter um atacante como ele faz tudo parecer fácil. Haaland é o extraclasse que faz os resultados acontecerem para uma seleção formada por outros ótimos talentos. Um vídeo mostra a conversa do técnico Stale Solbakken com o grupo de jogadores no gramado de San Siro antes da goleada sobre a Itália. "A família real vai estar aqui, 7.000 noruegueses, e é o seguinte: vocês precisam aparecer. Fizeram uma campanha perfeita até agora, mas não vamos estragar isso tudo porque um ou dois de vocês não vão aparecer para o jogo. Isso pode acontecer em jogos assim. E se acontecer eu vou ficar maluco. Todos vocês precisam aparecer no jogo!". Continua após a publicidade Solbakken jogava na seleção norueguesa que disputou a Copa de 98 e, aos 33 anos, teve um ataque cardíaco durante um treino do seu time, o Copenhagen. Quando a ambulância chegou, ele foi declarado clinicamente morto, mas, no caminho para o hospital, sete minutos depois, foi reanimado pelos médicos. Aposentou-se dos gramados e começou a carreira de treinador, assumindo a seleção norueguesa em dezembro de 2020, em plena pandemia. Quando um cara dessa estatura fala, os jogadores escutam. A Noruega chega à Copa do Mundo com algo mais do que um excelente centroavante. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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