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Foi um dia de bastidores em que o Parque São Jorge parecia um tabuleiro de xadrez, com movimentos que não aparecem em campo. A Gaviões da Fiel marcou presença nos corredores da sede social e esteve reunida com o presidente Osmar Stabile, trazendo uma carta às principais chapas políticas do Corinthians pedindo união e governança, em busca de uma saída para os tempos turbulentos [ ]. A carta, assinada pela Gaviões e por outras cinco uniformizadas — Camisa 12, Pavilhão 9, Estopim da Fiel, Coringão Chopp e Fiel Macabra — pediu uma reunião oficial com "todos que já apresentaram projetos de governança" e estabeleceu o prazo de resposta para as 00h desta sexta-feira (21) [ ]. Entre números, o Corinthians é apresentado com uma dívida de R$ 2,7 bilhões e um déficit de R$ 60 milhões no primeiro semestre, além de projeções de despesas líquidas que apontam R$ 329,315 milhões inicialmente e R$ 424,872 milhões ao fechamento do período [ ]. Nos bastidores, o caso VaideBet e a destituição de Augusto Melo aparecem na linha de frente, com Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves sob investigação interna e pelo MP-SP por supostos gastos pessoais à frente do clube. A SAFiel surge como uma possível solução de gestão profissional, mas enfrenta forte resistência entre membros do CD, enquanto o compliance aponta red flags e a reforma do estatuto segue em pauta [ ]. Enquanto isso, no campo, o cenário para o Majestoso fica em ebulição: o Corinthians pode ter até seis reforços para o clássico contra o São Paulo, com Hugo Souza sob avaliação após um trauma na coxa direita e Felipe Longo ganhando espaço; José Martínez, Charles e André Carrillo voltam de suspensão, e André Luiz e Vitinho aparecem como opções, dependendo da fase. Memphis Depay, embora liberado pela Holanda, pode chegar em três dias para a partida. Do outro lado, o São Paulo tem doze atletas no departamento médico. O jogo é aguardado com atenção na Neo Química Arena, às 19h30 desta quinta-feira [ ]. Na tabela, o Timão aparece em 12º lugar, com 42 pontos – nove atrás do primeiro posto na Libertadores – o que aumenta a pressão por uma resposta imediata tanto dentro quanto fora de campo, enquanto o diário de bastidores segue aceso no Parque e no CT, com a torcida esperando por soluções rápidas para governança e competitividade [ ].