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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte São Paulo lidera sem 'efeito Roger', mas Vasco reage com 'efeito Renato' Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 13/03/2026 10h26 Deixe seu comentário Róger Machado, técnico do São Paulo, e Renato Gaúcho, técnico do Vasco Imagem: Montagem UOL Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Quem poderia imaginar que, neste início de Campeonato Brasileiro, o São Paulo seria o líder com 13 pontos em cinco jogos? Ninguém! Isso porque 2026 começou caótico nos bastidores do clube, com denúncias de corrupção, fraude no uso de camarotes do Morumbis e dívida crescente que resultaram no impeachment do ex-presidente Júlio Casares. O técnico Hernán Crespo, porém, conseguiu proteger o campo do caos administrativo. Com a chegada de Rafinha para o departamento de futebol, o cenário melhorou e o que temos é um São Paulo com um início surpreendente no Brasileirão. E essa liderança torna mais obscura ainda a estranhíssima demissão de Crespo, que parece mais uma puxada de tapete. Se o motivo foi mesmo o teor das entrevistas dele, é mais um grande absurdo do nosso futebol --afinal, quando o argentino caiu, o Tricolor dividia a ponta com o Palmeiras, ambos com 10 pontos. José Fucs Narrativa do golpe de Estado foi para o vinagre Josias de Souza Toffoli deveria pensar em sair do Supremo Daniela Lima Aliados querem que Lula peça reforma do Judiciário Gustavo Alonso Kleber Mendonça não tem amigos, tem bajuladores Então veio a contratação do Roger Machado, ótimo treinador e ótima pessoa, e junto dela uma enxurrada de ataques contra ele, também de forma desproporcional e injusta. Bom, ele fez sua estreia no comando do São Paulo com a vitória por 2 a 0 a Chapecoense, gols de Luciano e Calleri, e aí o exagero mudou de rumo: era o "efeito Roger" Gente, o São Paulo já estava em primeiro com o Crespo, invicto e jogando muito bem. O Roger começou com simplicidade, dando continuidade ao ótimo trabalho que já estava sendo feito e conseguiu uma vitória importante, mas jogando em São Paulo, contra uma equipe inferior e que veio da Série B. Qualquer outro resultado, o vulcão entraria em erupção e, mesmo gostando do trabalho dele, não haveria "Efeito Roger" algum, diferentemente da espetacular vitória de virada do Vasco por 2 a 1 contra o então líder Palmeiras, em São Januário. O Vasco também estava estreando seu treinador, Renato Gaúcho, só que de uma forma oposta a do São Paulo. Oposta porque o Vasco era o lanterna do Brasileiro, com apenas 1 ponto, e essa vitória sim, parece ter acontecido graças ao "efeito Renato". Continua após a publicidade Esse efeito talvez não tenha sido tático, porque o trabalho acabou de começar, mas não tenho dúvidas que o efeito aconteceu no ambiente, na confiança dos jogadores, na descontração do grupo —aspecto no qual o novo treinador é muito, muito bom. Nesse jogo, o Vasco demonstrou poder de reação contra um dos favoritos ao título, que é o Palmeiras. Mesmo tomando o gol do Flaco Lopez, não se abateu e continuou com uma ótima intensidade de jogo. Claro que o Vasco estava no limite do desespero, porque uma derrota deixaria o time na lanterna, e a pressão e a cobrança da torcida aumentariam muito. Portanto, foram duas estreias de treinadores que venceram, mas os respectivos efeitos são diferentes. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Alvo da PF por suposta perseguição a Dino já foi preso por extorsão em 2017 Itamaraty revoga visto de assessor de Trump; Lula diz que o 'proibiu' Polícia prende vizinhos suspeitos de morte de corretora esquartejada em SC Bolsonaro está na UTI com broncopneumonia, diz boletim médico Mulheres sustentam Lula em eleição mais apertada de todas