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Jannik Sinner derrota Carlos Alcaraz e retorna ao topo do ranking Jannik Sinner manifestou sua insatisfação com as premiações dos atletas em Roland Garros e cobrou uma divisão mais justa das receitas dos Grand Slams. Em entrevista antes da estreia no Masters 1000 de Roma, o italiano criticou a organização do torneio francês e afirmou que os jogadores se sentem desrespeitados, aumentando a pressão sobre os principais torneios do circuito. + Estrelas do tênis divulgam nota conjunta reclamando da premiação de Roland Garros + João Fonseca vê evolução pessoal e técnica antes de reencontro com Roma + Bia Haddad perde para francesa e é eliminada na estreia do WTA de Roma O italiano, assim como todos os membros do 'Top 10' masculino e feminino, assinaram uma declaração expressando descontentamento com as premiações em dinheiro previstas para o Roland Garros 2026, que será disputada na capital francesa após o torneio de Roma. Sinner revelou incômodo com a ausência de respostas à carta enviada pelos principais nomes da ATP e da WTA, que pedem aumento na participação dos atletas nas receitas dos torneios, além de melhorias em questões de bem-estar e representação dos jogadores nas decisões do esporte. — Estivemos em silêncio por muito tempo, e acho que agora chegamos a um ponto em que é justo falar sobre essas coisas também. Não estamos pedindo 50%, longe disso, mas talvez estejamos recebendo muito pouco - afirmou o tenista Em 2026, Roland Garros anunciou uma premiação total de cerca de 61,7 milhões de euros (cerca de R$ 360 milhões), um aumento de 9,5% na premiação. Mas os atletas afirmam que o valor representa menos de 15% do faturamento do torneio, índice abaixo do praticado em eventos combinados da ATP e da WTA. 1 de 1
Jannik Sinner vence Carlos Alcaraz em Monte Carlo — Foto: Reuters Jannik Sinner vence Carlos Alcaraz em Monte Carlo — Foto: Reuters O número um do mundo também comentou a possibilidade de um boicote aos Grand Slams, hipótese levantada esta semana por Sabalenka . Sem descartar o cenário, Sinner destacou que a discussão vai além do dinheiro e envolve “respeito” aos atletas. — Estamos falando de dinheiro, mas o mais importante é se sentir respeitado, e não nos sentimos respeitados. Os jogadores estão um pouco decepcionados com o que Roland Garros fez. No ano passado, os melhores tenistas do mundo assinaram duas cartas para aos quatro organizadores do Grand Slam, exigindo um aumento na premiação, contribuições para um fundo de assistência social, com o objetivo de melhorar os benefícios de aposentadoria e licença-maternidade. A meta de participação foi estabelecida em 22% das receitas dos torneios.