Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte NO GRITO, NÃO! Alicia Klein Colunista do UOL 20/10/2025 11h58 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Torcedores do Flamengo estendem faixas de protesto na sede da CBF Imagem: @PapaRubroNegro Era uma vez um Time que só era beneficiado pela Arbitragem. Todos os pênaltis marcados a seu favor. Nenhum contra. Nunca tinha jogadores expulsos. Zero impedimentos. Na dúvida, as decisões eram sempre pró-Time. A Confederação, diziam, era da sua cor. O Campeonato estava manchado. Mesmo quando a Arbitragem, desavisada do Complô, descumpria o trato e prejudicava o Time, a mensagem seguia clara: a decisão não influenciou o resultado. Se perdeu, perdeu porque seu Oponente foi maravilhoso, épico, soberano, heroico, capaz de lutar contra tudo e contra todos. Os pênaltis claros não marcados para o Time ou os pênaltis mandrake marcados para o adversário não mudavam em nada o fato de que havia um pacto para que o Time fosse campeão. No grito. Daniela Lima Lula comete contradição brutal antes da COP30 Milly Lacombe Máximo respeito ao Vasco de Fernando Diniz Josias de Souza As urucubacas para Trump antes da agenda com Lula TixaNews No jogo do poder, quem levou foi Alcolumbre Afinal, por que o Sistema quereria outro campeão que não o Time? Por que o Sistema preferiria beneficiar, por exemplo, o clube de maior torcida do País, ou a competitividade do torneio, mantendo a disputa acirrada até o fim? Não, o Sistema estava todo voltado para um objetivo: fazer do Time campeão, mais uma vez. Os Paladinos da Justiça não se atentavam para os outros embates, a qualidade dos gramados, o calendário, o destempero dos dirigentes ou qualquer outro problema do Campeonato. Tudo favorecia o Time. Os juízes, o sintético, as datas, sua presidente manipuladora. Tudo dominado. No grito. Curiosamente, outras falhas de Arbitragem ocorriam. Graves. Clubes com gramado natural viviam epidemia de lesões. Até quando o Time precisou jogar duas partidas importantes em Datas Fifa, bastante desfalcado, os Paladinos acreditaram que isso também fazia parte do Plano. Nada para ver aqui, todo mundo circulando. Havia sempre uma explicação. Uma ginástica retórica de fazer inveja a Simone Biles. Argumentos elásticos a pontos de justificar qualquer vitória, empate ou derrota. O importante era manter a mensagem: o Time não tem méritos, tem o juiz no bolso. Só não vê quem não quer. Não se deixem enganar! O Sistema é foda. Até que, um dia, todos acordaram e perceberam que o Futebol do País afundava. Dirigentes faziam comentários abjetos, cancelavam investimentos no futebol feminino, demitiam treinadores mensalmente. Misoginia, racismo e LGBTFobia comiam soltos. A Arbitragem distribuia decisões bizarras em todas as rodadas. O VAR era uma aberração. Os gramados pareciam pastos. O Time? O Time seguia ganhando a maioria e perdendo algumas. Com pênaltis contra e a favor. Chateados, os Paladinos da Justiça não desistiram. Ligaram seus computadores e berraram, para quem ainda tivesse saco de ouvir: no grito, não! No grito, não! Continua após a publicidade Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Denúncia pública e roupas claras: como Gaby Spanic 'premeditou' expulsão No jogo do poder, quem levou foi Alcolumbre Máximo respeito ao Vasco de Fernando Diniz MP-SP pede que viúva de Igor Peretto seja presa e vá a júri popular Neymar posta durante jogo do Santos e pede profissionalização da arbitragem