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Futebol Corinthians tira cadeira da arena em ato após injúria racial a Carlos Miguel São Paulo 26/04/2026 13h55 Deixe seu comentário Cadeira retirada da Neo Química Arena Imagem: Divulgação/Corinthians "Aqui, o racismo não tem lugar. E nunca terá." Com essa mensagem, o Corinthians anunciou uma campanha permanente de combate ao racismo na Neo Química Arena, após um episódio recente de injúria racial contra o goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras. Como gesto simbólico, o clube decidiu retirar por tempo indeterminado uma cadeira do setor onde ocorreu o caso de racismo. A medida foi adotada após não ser possível identificar o responsável nas arquibancadas. No lugar do assento, foi instalado um adesivo com a frase "Aqui, o racismo não tem lugar", além de um QR code que direciona para conteúdos educativos sobre como identificar e denunciar casos de racismo. Marco Antonio Sabino As pedras no caminho de Tarcísio de Freitas PVC São Paulo está 45 pontos da Libertadores Diogo Cortiz Chineses amam IA, e americanos atacam Altman Michelle Prazeres Não vamos mais veranear? Era uma vez o tempo livre Diretor Cultural e de Responsabilidade Social do clube, Rafael Castilho destacou o caráter estrutural da campanha. "A história do Corinthians é a história do pertencimento e da inclusão. Não é que o principal seja se posicionar para evitar punições desportivas. Nosso posicionamento é muito mais profundo e direto. Somos um clube antirracista. Formado em grande parte por homens e mulheres negras. Jamais seremos coniventes e aceitaremos nos nossos espaços, que devem ser democráticos e inclusivos, atitudes que venham de encontro com nosso papel histórico." A ação também prevê a ampliação de pontos de informação dentro da arena, com QR codes espalhados pelo estádio para orientar torcedores sobre como registrar e denunciar episódios de discriminação. Para Bruno Brum, CMO da End to End, agência parceira do projeto, a iniciativa busca provocar reflexão para além do ambiente esportivo. "Racismo não é opinião, é injustiça. Combater o racismo é uma escolha diária de enxergar a dignidade de cada pessoa e agir para que o respeito não seja exceção, mas regra. Esse posicionamento do Corinthians ultrapassa o futebol e dialoga com toda a sociedade." RACISMO NO CLÁSSICO O caso de racismo envolvendo o goleiro Carlos Miguel ocorreu no dia 22 de abril, durante o empate sem gols entre Corinthians e Palmeiras, na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro. A partida também ficou marcada por uma confusão generalizada na área de acesso aos vestiários após o apito final. Na ocasião, o Palmeiras se manifestou por meio de nota oficial, repudiando o episódio. "Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas", informou o clube. Continua após a publicidade O Corinthians também se posicionou, manifestando solidariedade ao goleiro e reiterando que repudia qualquer ato de racismo ou discriminação. Carlos Miguel defendeu o clube alvinegro entre 2021 e 2024. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora As pedras no caminho de Tarcísio Chupeta: por que recarga de bateria arriada é diferente em carros modernos Jantar com tiros: como é o esquema de segurança em eventos com Trump Barboza rebate críticas de torcedores: 'Nunca questionem meu compromisso' PT, PV e PCdoB pedem ao TSE suspensão de 'Dona Maria', personagem de IA