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Análise dos Times

Fluminense

Principal

Motivo: A matéria foca nas declarações do presidente do Fluminense sobre a janela de transferências, contratações, vendas e a SAF, com um tom positivo sobre as ações do clube.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: O Palmeiras é mencionado como um concorrente na contratação de Jhon Arias, mas a análise é feita de forma factual e sem julgamento de valor.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Fluminense Libertadores Palmeiras Cano Savarino Zenit Alisson André Ganso Guilherme Arana Conmebol Mário Bittencourt Jemmes LAFC Denis Bouanga Mattheus Montenegro Rodrigo Castillo Nino Julián Millán

Conteúdo Original

Montenegro analisa janela de transferências do Fluminense: "Muito boa" Após completar 90 dias como presidente do Fluminense , Mattheus Montenegro convocou coletiva de imprensa nesta sexta-feira, no CT Carlos Castilho. A ideia inicial era atualizar aos torcedores sobre o trabalho feito nestes primeiros três meses ocupando a principal cadeira. Entre os principais temas, estão a janela de transferência, a busca pela criação da SAF e a relação com Mário Bittencourt, ex-presidente e agora diretor-geral. Um dos primeiros temas foi a janela de transferência, que o Fluminense contratou seis jogadores: os zagueiros Jemmes e Julián Millán, o lateral-esquerdo Guilherme Arana, o volante Alisson, o meia Savarino e o atacante Rodrigo Castillo. Mattheus fez a sua análise sobre o mercado feito pela equipe tricolor e admitiu ter "mudado de ideia" na busca por um zagueiro. — A janela que a gente fez foi muito boa. Uma janela que nós definimos as posições que precisávamos. Felizmente fizemos boas contratações reforçando o time que tinha desempenhado bem em 2025. O mercado estava inflacionado. A gente pensa no desempenho esportivo, mas temos que olhar para o lado financeiro. O que mudou foi que eu tinha dito que a zaga estava completa, mas fomos atrás de mais um zagueiro (Millán). Todos chegaram para agregar e fazer o Fluminense mais competitivo para brigar por todos os títulos no ano — disse Mattheus, que também atualizou sobre a situação de Denis Bouanga, atacante do LAFC, deixando a porta aberta para o meio do ano. — O Fluminense não descarta nenhum nome de grande jogador. Como as principais janelas estão fechadas, não temos a pretensão de trazer mais ninguém agora, mas no meio do ano tudo pode acontecer. Montenegro projeta chegadas e saídas no Fluminense no meio do ano: "Tudo pode acontecer" Além de Bouanga, Mattheus foi perguntado sobre a possível contratação do zagueiro Nino, do Zenit. Alvo nesta janela de transferência, ele permaneceu na Rússia pois o clube só admite negociá-lo no meio do ano. Em meio a concorrência com o Palmeiras, o presidente esclareceu a situação e também o imbróglio envolvendo Jhon Arias, que foi para o clube paulista. — Nada mudou em relação ao que conversamos sobre Arias e Nino. São dois grandes jogadores e que faríamos o que pudéssemos nas nossas condições. Fizemos uma proposta pelo Arias, o Palmeiras fez uma proposta maior e ele foi para lá. O Nino é um grande jogador, nós temos o interesse. Se o clube vai vender ou não é outra coisa. O que temos de informação do Zenit é que eles estão avaliando se vão vender. Se forem vender nós vamos fazer uma proposta dentro das nossas condições. Temos vários jogadores que vendem camisas, como Cano e Ganso. Pode vir algum outro? Pode, mas se não vier nós temos outros dentro de casa. Além das contratações, Mattheus falou também sobre possíveis vendas em 2026. De acordo com o presidente, o Fluminense planeja vendas de até R$ 200 milhões em saídas, mas analisará as propostas caso elas apareçam. Segundo ele, "se chegarem propostas maiores que as do início do ano, pode ser que saídas ocorram" — Qualquer clube de futebol no Brasil tem uma parte da receita importante que vem da venda de atletas. O Fluminense foi assim nos últimos anos e vai ser assim porque é assim que funciona no futebol mundial, especialmente no futebol brasileiro. Então, no orçamento tem uma previsão de pouco mais de 200 milhões em venda de jogador. Você pode olhar que a gente sempre vendeu jogador aqui. Tem uma exceção que foi o ano de 2023, quando a gente tomou a decisão, como gestão, de não fazer nenhuma venda, priorizando a Libertadores, até porque a maior proposta que a gente tinha recebido era do André, que era um pilar do time. A gente entendeu que, se tirasse o André, o clube ficava muito fragilizado. Mas nosso planejamento aqui é de cumprir o orçamento. Certamente, vão ter propostas no meio do ano, a gente vai analisar e decidir se são boas propostas ou não. Algumas saíram na imprensa, outras não, mas o Fluminense já recebeu algumas propostas esse ano, e a gente optou por não aceitar. E se no meio do ano chegarem propostas que sejam melhores, se a gente achar que seria boa venda, pode ser que saídas ocorram. E aí, pode ser que a gente tenha que trazer novos jogadores. É muito dinâmico. Na janela de meio do ano, a gente pode trazer algum jogador, mesmo mantendo o time atual, pode fazer vendas e trazer jogador para compensar essas vendas que foram feitas. Tudo pode acontecer, mas a gente trabalha com orçamento, feito para a gente ter bem delineado o que esperar com despesas esse ano e de arrumar receitas para compensar essas despesas. Eventualmente, se a gente não chegar na venda de jogador, a gente pode compensar essas receitas com alguma outra, como por exemplo, de premiação. Porque (as previsões com) as premiações são feitas de uma maneira conservadora, e aí foi o que a gente apostou em 2023, de compensar a venda de jogador pela premiação. Felizmente, deu certo que a gente saiu daquele ano campeão da América. Presidente do Fluminense comenta situação de Nino: Temos muito interesse" Outro tema abordado na coletiva foi como está a relação com Mário Bittencourt, ex-presidente e agora diretor geral. Mattheus esclareceu como está a organização da diretoria do Fluminense e também citou outros membros para explicar como está sendo a atuação de cada um. — Para detalhar isso, a gente precisa entrar um pouco na estrutura do clube. É uma associação sem fins lucrativos, que o maior poder do clube é o Conselho Diretor. Dentro desse conselho, tem o presidente, o vice-presidente geral e alguns vice-presidentes, como jurídico, financeiro, social, esporte olímpico. E esses são os diretores do clube que são não remunerados. Entram ali, de forma estatutária, só o presidente e o vice que formaram a chapa, mas há todos esses vice-presidentes. São pessoas que fazem um trabalho, mas que não estão no dia a dia exatamente porque são cargos não remunerados. E tem a estrutura dentro do clube que é a estrutura profissional. Tem ali o diretor-geral, que é o ex-presidente Mário (Bittencourt), e todas as outras diretorias. O Fluminense tem uma diretora comercial, tem uma diretora jurídica, de todas as áreas. É assim que funciona a estrutura do clube, cada área específica toca o dia a dia, reporta para o respectivo vice-presidente, e a gente tem as reuniões do conselho diretor, o que de lá para cá era que, antigamente, o Ricardo Tenório era vice-presidente de projetos especiais. Hoje, é o vice-presidente geral, e isso fez com que ele aumentasse o nível de responsabilidade nas decisões, porque ele ficava focado numa área específica, e hoje ele é focado no clube inteiro junto comigo. E especificamente sobre o Mário, ele exercia um cargo não remunerado, embora ele tivesse uma presença diária aqui no clube. Ele conseguia conciliar bem o escritório e o dia a dia aqui do Fluminense. E agora ele é um funcionário do clube, então tem uma obrigação de estar todos os dias no Fluminense e de cuidar de todos os assuntos. E ele vem fazendo e de forma muito bem. 1 de 1 Presidente Mattheus Montenegro concede entrevista coletiva no CT Carlos Castilho Fluminense — Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC Presidente Mattheus Montenegro concede entrevista coletiva no CT Carlos Castilho Fluminense — Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC Veja as respostas de Mattheus Montenegro: Como está a SAF? "Esse processo (de SAF) está caminhando. Estamos trabalhando desde sempre, nunca parou. Quando acharmos que é o momento, vamos levar apo Conselho Deliberativo. Não quero falar sobre ele aqui porque é um assunto muito importante, tem um rito a ser seguido e os primeiros a saber serão os conselheiros. O local para discutir esse tema é o Conselho Deliberativo do clube" Presidente comenta grupo do Fluminense na Libertadores: "Não tem jogo fácil" Por que não foi no sorteio da Libertadores? "Já fui à Conmebol diversas vezes, inclusiva para a reunião que definiu detalhes da final em 2023. Este ano estive com ele duas vezes, no evento da Copa do Mundo Feminina e na Recopa, conversei com ele em todas as oportunidades. Quem esteve desta vez foi o Marcelo Penha, por conta dos compromissos aqui eu não pude ir, mas em nada impacta nossa relação com o Alejandro Domínguez. A minha ida não seria nenhuma novidade, já fui várias vezes. Sobre o grupo, Libertadores não tem nenhum jogo fácil, temos que estar preparados. Temos um desafio de logística. O sorteio foi ontem. Tem esses problemas não só na Venezuela como no mundo, o preço do petróleo está caro, isso impacta no custo do fretamento dos aviões... Mas quem quer ser campeão não escolhe adversário." Vai priorizar campeonatos? "É uma sequência bem dura, temos 19 jogos em 70 dias. Não teve nenhuma conversa sobre priorizar. Temos um grupo muito forte. Esse era o nosso objetivo, sabíamos que o ano seria mais corrido por causa da Copa do Mundo. Não existe nenhuma definição sobre priorizar. Tenho certeza que a comissão vai definir bem quem vai para cada jogo" Perfil na presidência e "fake news": "Acho que crítica tem de todos os lados, né? Quando o Mario (Bittencourt) vinha dar uma entrevista toda hora, ele era o pavão. Quando eu não quero dar, eu sou omisso. Então, cada um fala o que quer, e cada um tem o direito. Eu vou falar quando eu achar que é o momento de falar. Eu vim aqui no começo, falei sobre o que a gente esperava da janela. Agora, enfim, a maioria (das janelas) fechou, ainda tem janela aberta. Quando eu achar que é o momento de falar, eu vou vir aqui, explicar, tirar as dúvidas. Sobre essa parte de fake news, não tem muito o que fazer, né? Tem todos os dias, tento não acompanhar muito, até porque a gente tem que trabalhar, não dá para ficar dando muita atenção para o que vem de fora. Acho que é totalmente diferente isso de poder falar com o torcedor, que merece ter as respostas que ele quer, e a gente tenta fazer isso ao longo desse período, conversando com alguns de vocês. Mas se a gente for entrar num embate, com tudo que sai de mentira na internet, a gente só vai fazer isso porque acontece todo dia o dia inteiro. O torcedor tem que saber diferenciar quem são os profissionais, quando ele lê alguma coisa, procurar saber qual é a fonte, de onde veio, e o problema é que nesse teu caso eu cheguei a ver hoje mais cedo e aí tem até um problema, porque é tão falso que não dá nem para descobrir a fonte, porque dizem que a fonte é você. Mas essa briga contra fake news é uma briga perdida sinceramente. Se a gente for parar para fazer isso, não vai trabalhar, não vai fazer outra coisa" Impaciência da torcida na janela e se Castillo é suficiente: "Concordo que a janela foi bem maluco. Uma parte por todas as mentiras que saem na imprensa todos os dias. Fico com pena do torcedor, que fica lendo mentira o dia inteiro e depois perde a paciência. Com a internet, se lê muitas notícias toda hora. As negociações têm idas e vindas toda hora. Muita gente que está na internet quer noticiar o que acontece o tempo todo, só se tiver uma câmera do Big Brother aqui dentro. A contratação do Marcelo, por exemplo, demorou muito mais, só que não vazou nada. A do Thiago Silva foi a mesma coisa. Mas tem a possibilidade de vazar por parte do clube, do outro clube, do atleta... Da nossa parte não vazou nada, mas de outros lugares saem. Hoje tem muita gente falando. Quem recebe a informação tem um perfil e publica, não tem muito jeito. A gente olhou muitos nomes no mercado, começamos a olhar ainda em dezembro. Duas foram mais longas, mas o Castillo a gente já vinha falando desde o fim de dezembro. O preço nunca mudou. A gente estava olhando outras opções (Hulk e Bouanga), o que o jogador pode entregar e o quanto a gente iria gastar. O presidente do Lanús falou que o preço seria o mesmo que ele deu em dezembro independentemente do que ele fizesse em campo. Não é verdade que o preço estava acima pelo fim da janela. Temos atacantes de características distintas. Hoje acho que temos um elenco que vai nos ajudar muito durante a temporada" Montenegro elogia Castillo e se diz satisfeito com atacantes do Fluminense Sócio-torcedor: "Essa análise é um pouco superficial se é caro ou barato, há vários pontos que precisam ser analisados. Temos que comparar com outros clubes do Brasil. Quando chegamos, a média de público era de 11 mil torcedores por jogo e tínhamos por volta de 13 mil sócios com uma receita baixa. Em 2024 chegamos a mais ou menos 69 mil sócios e agora estamos com cerca de 37 mil. O ticket médio era de 20 reais por mês e hoje ultrapassa 100 reais. O sócio é que de mais importante o clube pode ter. Tinha uma discussão anos atrás de que era preciso ter um patrocinador máster, mas se você olhar no ano passado, mesmo com a redução no sócio para perto de 40 mil, a gente teve uma receita acima de 50 milhões de reais. O torcedor quer time bom, nós também queremos, mas precisamos de receita e precisamos que o torcedor esteja no estádio. A gente fornece ingresso para jogos fora do Rio para ter o torcedor, na final do Carioca também não tínhamos obrigação porque não éramos mandantes, mas demos. Acho que o ponto do sócio-torcedor é analisado sempre, estamos comparando com outros. Agora a gente precisa aumentar o número, i ticket médio está bom. Quando estávamos bem era na época da Libertadores, que se não fosse sócio não conseguia ir no Maracanã. Quando não estávamos bem o número caiu. Colocamos os convidados para ter mais gente. Sobre esse distanciamento da torcida, eu frequento a arquibancada desde sempre. Tenho minha carteirinha da organizada desde o os anos 90. O torcedor é soberano. O Fluminense não acabou mesmo com administrações desastrosas por causa da torcida. A torcida deixa o clube de pé. Não cabe ao presidente falar sobre isso. A torcida é quem diz se a presença está boa. Eu tenho que fazer o torcedor estar no estádio. Quando o estádio está lotado a gente fica muito forte e espero que o torcedor possa estar mais junto que ficaremos mais fortes na disputa pelos títulos" Cargo de diretor de planejamento: " A gente analisou algumas opções e definiu que faríamos uma mudança por meio do setor de scout. Pegamos o Ricardo Correia, chefe do setor, e trazer para esta área e depois trazer outras pessoas de fora para o scout" Mais sobre transferências: "Sobre o Castillo, eu respondi há pouco: o valor foi de 10 milhões de dólares líquido ao Lanús. Tem uma parte de imposto, uma parte da operação que faz com que ela possa chegar a 13 (milhões). Sobre a parte das janelas, eu já respondi aqui, né? Pode ser que tenham saídas, pode ser que tenham chegadas, a gente vai esperar para ver a janela do meio do ano" Mentalidade do elenco com frustrações recentes e busca por títulos em 2026: "Sem dúvida, a gente está aqui para ser campeão. Todos os jogadores que chegam aqui tem o objetivo de ser campeão. Em relação ao desempenho, acho que a gente vem fazendo um bom ano. O que aconteceu no Brasileiro é um bom desempenho. Isso não apaga também o fato de que contra o Vasco, especialmente no final, o time teve um apagão. Mas eu não diria que foi um jogo que o Fluminense não demonstrou vontade de vencer. O Fluminense foi bem durante a maior parte do jogo e, depois, teve um apagão. A gente sabe disso. É um jogo que irrita muito o torcedor porque é um clássico e não é comum no futebol você tomar uma virada no fim do jogo. Quando você junta as duas coisas - por ser um clássico e você tomar uma virada no fim do jogo - isso gera uma repercussão muito grande porque o torcedor com razão fica muito irritado. Isso não significa que não há comprometimento, que ninguém esteja preparado para ser campeão. A gente trabalha todos os dias para ser campeão aqui, esse é o objetivo de todos. Você mesmo citou que a gente tem vários atletas que ainda estão aqui, que são muito vitoriosos da nossa história. A gente espera que esse ano não seja diferente. Na nossa opinião, na opinião da diretoria, nós temos um grupo bom, que está pegando o que aconteceu em alguns poucos jogos desse início de ano como lição para que não aconteça ao longo da competição e a gente possa levantar os canecos" 🗞️ Leia mais notícias do Fluminense 🎧 Ouça o podcast ge Fluminense Assista: tudo sobre o Fluminense no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos