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Lionel Scaloni deu sinais claros de que pretende continuar no comando da Argentina. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (29), o treinador afirmou que já tomou a decisão de seguir à frente da Seleção e demonstrou otimismo com a possibilidade de chegar a um acordo para renovar o vínculo com a Associação de Futebol Argentino (AFA).
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A declaração aconteceu após uma reunião com o presidente da entidade, Claudio Tapia, que marcou o início formal das conversas pela renovação. Segundo o treinador, a possibilidade de permanecer ganhou força depois de uma análise do cenário esportivo e do projeto para os próximos anos.
Scaloni afirmou que a intenção de seguir no cargo está definida, embora ainda falte concluir a negociação. O treinador também explicou que a declaração feita após a final da Copa do Mundo, quando colocou em dúvida sua permanência, ficou para trás. Na ocasião, Scaloni havia afirmado que seria necessário refletir sobre a continuidade no cargo.
— Tenho a decisão de seguir, a predisposição, as ganas de continuar e de chegar a um acordo estão. Disse depois da final que tinha que pensar bem. Logicamente, depois daquele momento tudo é negativo. Tive que repensar, analisar o esportivo, que é fundamental. E estamos ilusionados com isso, é o mais importante e o que nos faz querer chegar a um acordo. Se eu não visse a possibilidade de poder competir e montar algo bonito, não teria aberto a possibilidade de sentar para conversar.
Outra questão levantada ao longo dos últimos meses foi a disposição de Scaloni para iniciar um novo processo de quatro anos depois da passagem vitoriosa no comando da Argentina. O treinador afirmou que continua motivado para encarar o desafio, apesar de reconhecer a exigência de permanecer à frente da equipe.
— Se tenho energia para outro ciclo? Sim, isso já respondi. Quando disse depois da final que estar aqui exige muitas coisas, é assim. Posso garantir que é assim.
Scaloni também destacou a necessidade de analisar a equipe esportivamente antes de definir os próximos passos, mas afirmou que está motivado com a possibilidade de disputar novos torneios e construir uma equipe competitiva.
O técnico também comentou a transição da Seleção sem Lionel Messi. O craque ainda terá um jogo de despedida pela Argentina, mas não participou de algumas partidas recentes, e Scaloni ressaltou que a equipe conseguiu responder nessas ocasiões.
— Nos jogos em que ele não esteve, a equipe respondeu. Há jovens que podem contribuir. Também podemos jogar de outra maneira, esses jogos servem para isso. Sem esquecer que nosso futebol passa pela bola e por juntar jogadores que joguem bem. Essa é a nossa identidade.
Sobre a camisa 10, Scaloni afirmou que ninguém a usará antes da despedida de Messi. Depois, a ideia é que o número continue com um jogador da Seleção. O treinador ainda confirmou que Messi deve chegar à Argentina no fim de semana, após a partida do dia 3, caso mantenha o planejamento previsto.
— Até que seja o jogo do Leo, não vamos dar a 10 para ninguém. A partir daí veremos. A ideia é que fique com alguém, com tudo de bonito que isso traz.
Com a transição de liderança, Scaloni também definiu a hierarquia para os próximos compromissos. Cristian Romero seguirá como capitão, função que já exercia depois de Messi e Nicolás Otamendi.
— O capitão já era o Cuti depois do Leo e do Ota. O segundo será Emiliano (Martínez) e o outro Lautaro, pelo menos para estes jogos.
Scaloni também falou sobre a dificuldade de substituir a influência exercida por Messi dentro e fora de campo. Para ele, a liderança será dividida entre diferentes jogadores do elenco.
— Mais do que jogador, dentro e fora do campo ele gera algo que não vi em ninguém. Imagine se não será difícil. Mas temos gente que pode contribuir com liderança, boa gente, que é o mais importante. Não procuro líderes que façam o companheiro ter medo, mas alguém que seja uma pessoa boa e positiva. Entre todos, vamos suprir o que Leo fazia, que será difícil, mas o grupo sempre respondeu.
Apesar da sinalização pública de Scaloni, a renovação ainda depende do acordo entre as partes. Segundo o Olé, a próxima etapa das tratativas deve envolver Tapia e o representante do treinador, Matías Aldao, responsável também pelas negociações dos integrantes da comissão técnica.
A tendência, segundo o jornal argentino, é que a continuidade seja formalizada após a definição dos termos do novo vínculo. Walter Samuel, integrante da comissão, é apontado como exceção e, a princípio, não seguirá no grupo de trabalho.