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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Galo frustra a torcida de novo; chegou a hora de rever os conceitos de time Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 23/11/2025 12h18 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Hulk se lamenta durante Atlético-MG x Lanús na final da Sul-Americana Imagem: JUAN MABROMATA / AFP A grande crise do Atlético MG não vem desses últimos dois anos de finais perdidas e apresentando um futebol muito raso, sem poder de reação. Na minha visão, a equipe é limitada e o elenco muito mais ainda. Desde 2021, quando o Galo ganhou seu segundo título brasileiro 50 anos depois e também a Copa do Brasil, vem formando elencos e montando times em torno de Hulk, que naquele ano foi o grande jogador brasileiro disparado. Por causa disso, se criou um mito de que era só montar uma equipe boa porque o desequilíbrio técnico seria o próprio camisa 7 atleticano. André Santana Bolsonaro foi preso por fazer o de sempre Carla Jimenez Lula opta por cautela ao falar de Bolsonaro Marcelo Leite Incêndio simboliza fracasso definitivo na COP30 Milly Lacombe Atlético-MG fez contratações estapafúrdias Só que o tempo passa para todo mundo e, mesmo para um cara que possui uma força física invejável como o Hulk, chega um momento que o que o cérebro pensa, o corpo já não consegue realizar com frequência. Classificação e jogos copa-sul-americana Já faz uns anos que o Hulk decide menos e as reclamações, simulações, irritação, discussão e expulsões aumentaram muito. O Hulk entrou numa de querer ganhar jogos no grito e pressionar o árbitro em todos os lances, querendo apitar a partida. Seu rendimento caiu assustadoramente e não conseguiu mais fazer a diferença em decisões, como aconteceu nas últimas três finais consecutivas. Em 2024, foi finalista da Copa do Brasil e perdeu os dois jogos para o Flamengo. No Maracanã, tomou 3 x 1, com gol do De Arrascaeta e dois do Gabriel, e para o Galo foi o Alan Kardec. Continua após a publicidade Lá em Belo Horizonte, na Arena MRV, mais uma derrota, dessa vez por 1 x 0, gol do Plata. Na final da Libertadores, as coisas foram ainda piores porque, logo aos 2 minutos, o Botafogo ficou com dez jogadores pela expulsão do Gregore e, mesmo assim, o Galo perdeu por 3 x 1. Foi uma verdadeira amassada, com gols de Luiz Henrique, Alex Telles e Junior Santos, e para o Galo marcou o chileno Vargas. Sampoli foi o treinador das finais no ano passado e agora voltou faz três meses. Não existe mais se formar uma equipe em torno de um jogador, e sim na força coletiva de uma equipe. O Atlético MG não contratou bem para essa temporada e formou um elenco desequilibrado e uma equipe que mostra toda sua deficiência na péssima campanha do Campeonato Brasileiro. Continua após a publicidade Não estou dizendo que o Hulk não sirva mais, mas afirmo que sua importância no time diminuiu muito e talvez o lugar não seja mais como titular absoluto, e sim como um importante componente dentro de um novo grupo. Nesse ano, já ficou muitas vezes no banco, entrando no decorrer da partida, e talvez na maioria dos jogos seja esse mesmo o seu papel: Entrar durante o jogo, tendo menos minutos em campo, porém com toda energia para ser usada para tentar ser decisivo de uma forma ou de outra. Ele atravessa um momento que se joga mais no chão do que fica em pé para realizar a jogada. Aí, convenhamos que, com aquela força muscular, numa jogada corpo a corpo, quem deveria cair seria o adversário e não ele. Contra o Lanús, o Galo criou as melhores chances, mesmo não sendo muitas, mas teve a bola do jogo nos pés do Biel, que não realizou, mas no segundo tempo e na prorrogação os argentinos conseguiram fazer o jogo ficar como queriam. Continua após a publicidade Nos pênaltis, faltaram os principais jogadores, como o próprio Hulk, que perdeu o primeiro dos pênaltis atleticanos, e depois vieram os erros do Biel e também do Victor Hugo e, consequentemente, a grande frustração de mais uma derrota. O Galo também tem uma dívida gigantesca e precisa procurar um caminho entre pagar o que deve e firmar uma boa equipe, mas respeitando suas condições financeiras. Já o caminho do campo será reformular o elenco e refazer a mentalidade para se formar uma equipe competitiva, mas na força coletiva. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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