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O jogo de sábado à noite no Maracanã, entre Fluminense e Corinthians, foi uma propaganda negativa para quem, fora do Brasil, em algum momento pensou em acompanhar o Campeonato Brasileiro. Um espetáculo absolutamente lamentável. E essa interpretação do que se viu no gramado não tem qualquer relação com o resultado. Por sinal, a vitória corintiana aconteceu em função de um gol espírita. Lance absolutamente acidental, com um cruzamento que parou dentro do gol em falha de um goleiro (Fábio) que poucas vezes erra. A jogada capital do cotejo apenas confirmou o que se viu durante 90 minutos, ou seja, uma peleja horrorosa definida em algo absolutamente casual. A partir daquilo, o cidadão pode imaginar que não verá algo tão ruim por um bom tempo. Ledo engano. Novamente em campo, dessa vez sem poupar titulares, o Fluminense enfrentou a equipe argentina do Lanús, três noites depois, nesta terça-feira, e o que se viu? Um jogo horroroso, de novo. A qualidade, se é que podemos assim chamar, desse tipo de partida de futebol é a chamada propaganda negativa. Algo que não motiva qualquer ser humano que viva no exterior e seja minimamente inteligente a acompanhar a bola que rola na América do Sul. Com o Fluminense pensando em avançar na Copa sul-americana, o empate sem gols em La Fortaleza seria muito bom. Mas, diante do ridículo futebol que as duas equipes apresentaram, não se poderia descartar a possibilidade de uma surpresa. Algo como um gol acidental que pudesse levar uma das equipes a carregar uma vantagem para o jogo da próxima semana, no Rio de Janeiro. E foi o que aconteceu, com o tento do Lanús nos minutos finais. De qualquer maneira, sofre o futebol nesses jogos horríveis que acompanhamos por dever de ofício.