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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Corinthians e Vasco na final da Copa do Brasil: CBF ajudou os 'azarões'? Alicia Klein Colunista do UOL 15/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Fernando Diniz celebra durante semifinal da Copa do Brasil, entre Vasco e Fluminense Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF Olhando friamente, era difícil imaginar que Corinthians e Vasco chegariam ambos à final da Copa do Brasil. Enfrentavam o terceiro e o quinto colocados do Brasileirão, respectivamente, depois de uma temporada com mais baixos do que altos. No papel, os favoritos eram Cruzeiro e Fluminense. A Raposa renascida e o semifinalista da Copa do Mundo de clubes. Então, os "azarões" ganharam as primeiras partidas. Mas calma. Os adversários são mais fortes, ainda podem buscar o resultado. Buscaram. Pênaltis na NeoQuímica Arena e no Maracanã, com goleiros imensos dos quatro lados. E avançaram o 13o e o 14o colocados do Brasileiro. Mauro Cezar Hugo Souza herói, Gabigol vilão Casagrande Corintianos invadirão Maracanã como em 1976? Sylvia Colombo Kast não será um novo Bolsonaro ou Milei PVC Semis da Copa do Brasil decididas nos pênaltis Destaque para Hugo Souza e Leo Jardim, com duas defesas cada um. O goleiro cruzmaltino, aliás, pegou 10 em 38 cobranças. Classificação e jogos Copa do Brasil O que a CBF tem com isso? A CBF arremessou as fases decisivas da Copa do Brasil para um momento da temporada em que os clubes já deveriam estar de férias. As quartas de final aconteceram em setembro; as semis, três meses depois. Três meses de desgaste, calor, lesões, gramados ruins, arbitragens piores ainda. Para todo mundo. É claro que um time melhor deveria ser melhor mesmo exausto. É claro que Dorival Jr. tem um histórico mágico na competição. Que times de Fernando Diniz surpreendem. E que torcidas fazem a diferença. Mas é inevitável pensar que o cansaço tende a baixar o sarrafo das partidas, e que isso beneficia quem chega com menos qualidade. O esgotamento físico e mental dos quatro postulantes ao título era evidente. Câimbras, jogadores envergados em campo, estatelados no gramado, esbaforidos. Corpos e mentes no limite. Estes confrontos poderiam ter sido diferentes com 90 dias a menos de estafa. Com os elencos mais inteiros. Com o Cruzeiro ainda brigando pelo título brasileiro e o Fluminense vivo na Sul-Americana. Ou não. Continua após a publicidade A beleza do mata-mata é justamente sua imprevisibilidade. E sua capacidade de testar o coração de todas as torcidas. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora SUVs mais vendidos: sumiço de versões ameaça liderança do Corolla Cross Análise e papo no vestiário do Vasco definiram Maracanã como palco da final São Paulo deve dificultar saída de Alisson nesta janela de transferências Ricardo Teixeira tenta se reeleger presidente da Câmara de SP, sem rivais Agiota, planilha e aliança da propina: o que o 1º caso sobre emendas revela