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Análise dos Times

Brasil

Principal

Motivo: O artigo foca na performance e postura do técnico Ancelotti dirigindo a seleção brasileira em uma partida, com detalhes sobre suas ações em campo e as do time.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: O Chile é apresentado como adversário, com menções a sua retranca e a um jogador expulso, sem um foco positivo ou negativo explícito, mas sua atuação não é elogiada.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Maracanã Casemiro Carlo Ancelotti Brasil Estêvão Luiz Henrique Alexis Herrera Chile Paquetá Caio Henrique Andrey Santos Francesco Mauri Paul Clement Maripán

Conteúdo Original

Como técnico da seleção, Carlo Ancelotti deixara clara sua ansiedade por um jogo no Maracanã. Sua experiência, no entanto, não deixou que isso afetasse seu estilo prático e discreto na condução do time durante a vitória contra o Chile, por 3 a 0, pelas Eliminatórias da Copa. É verdade que houve alguns poucos momentos de irritação do italiano. Mas, no geral, ele não correu, não esbravejou e indicou, com gestos econômicos, como queria que seus comandados jogassem. Seus braços só se abriram de forma indignada no início do jogo, quando o VAR da Conmebol demorou um longo tempo para definir a anulação do gol de Casemiro por impedimento. Logo em seguida, voltou a reger o time com os braços. Indicava um passe aqui, puxava Wesley para a ponta, levava Estêvão para o meio, pedia bolas longas a sua zaga... Sempre caminhando, lento. Só dava lugar ao seu auxiliar Francesco Mauri em horas de bolas paradas. É ele quem treina o time nessas jogadas. Quanto à arbitragem, Ancelotti limitou-se a uma conversa em tom ameno com auxiliar e o quarto árbitro. Nada de gritaria com o trio de juízes. Quando o chileno Maripán chegou a tomar cartão vermelho do árbitro Alexis Herrera, o italiano permitiu-se ao máximo da rebeldia: foi espiar o VAR mais de perto enquanto o juiz decidia o lance. Repreendido pelo quarto árbitro, voltou para sua área. Outro leve momento de contrariedade foi quando uma saída errada do Brasil levou Casemiro a fazer uma falta que lhe rendeu um amarelo. As comemorações de gol foram contidas, no máximo aplausos, como é seu hábito. Assim festejou quando o Brasil, enfim, furou a retranca chilena que tinha até linha de seis. Estêvão, uma aposta sua pela direita, achou o gol após jogada pela esquerda. O segundo tempo seguia morno, e Ancelotti decidiu: era hora de mudar. Chamou seu auxiliar Paul Clement para pedir trocas. Em um momento curioso, o telefone sem fio levou orientação pelo rádio de que Andrey Santos e Caio Henrique entrariam. O lateral se apresentou, mas na realidade o escolhido era Luiz Henrique. A escolha se revelou acertada quando o ponta do Zenit entrou bem com dribles e participou das duas jogadas dos gols seguintes. De novo, Ancelotti aplaudiu, enquanto o banco se exaltava, e Paquetá agradecia aos céus pelo seu gol. Com o jogo decidido, Ancelotti não mudou a postura. Só se viam mais períodos de mãos nos bolsos ou com braços para trás. Nenhuma ansiedade em seus gestos, a urgência da estreia no Maracanã parecia curada.