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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Flamengo vai encarar o maior dos adversários: o sonho da vida de um homem Milly Lacombe Colunista do UOL 21/10/2025 14h33 Deixe seu comentário Gustavo Costas celebra gol do Racing sobre o Vélez em jogo da Libertadores Imagem: Luis ROBAYO / AFP Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Gustavo Costas, o treinador do Racing que enfrenta o Flamengo nessa quarta feira, 22 de outubro, foi perguntado o que significaria essa Libertadores para ele. Depois de um segundo de pausa ele disse com a voz baixa: o sonho da minha vida. A resposta não é pouca coisa. Costas é torcedor do Racing, jogou pelo clube e, em 1988, levantou a Supercopa, um torneio muito cobiçado na época. Em 2024, pensando em se aposentar como treinador, entendeu que deveria realizar o sonho de treinar seu time e repensou a aposentadoria. No Racing, venceu a Sul-americana de 2024 e acabou com um jejum de 36 anos sem títulos internacionais. Vem 2025 e ele ganha a Recopa. Agora, chega à semi-final da Libertadores, cujo título é o sonho de uma vida. Raquel Landim Alcolumbre exagera em lobby por Pacheco no STF Josias de Souza Lula quer Boulos, mas Haddad está na fila Carlos Nobre Não há justificativa para exploração na Amazônia Alicia Klein Perto do Z4, quem erra mais: Santos ou Neymar? O Racing está na semi da Libertadores depois de 28 anos muito por causa de Costas e da forma com que montou esse time. Vencer a cobiçada taça, conquistar em um ano a tríplice coroa (Sul-americana, Recopa e Libertadores) daria a Gustavo Costas o título de homem mais realizado do mundo. Do outro lado um Flamengo que é uma constelação de craques e de excelentes jogadores, mas um time que talvez esteja se distanciando de seus predicados mais básicos. Em campo, tende a jogar como quem sabe que a qualquer momento vai vencer. Nas arquibancadas, atua para 70 mil pessoas que têm a capacidade de silenciar quando as coisas não vão bem no gramado. O Flamengo que eu aprendi a temer e a respeitar simplesmente não calava jamais. Era o dono da geral, da arquibancada, das cadeiras, da tribuna de honra. Era um Flamengo que se impunha no drible e na dividida, nunca no verbo e na lamúria. Se o Racing tem como liderança um treinador-torcedor que sabe exatamente onde está, o mesmo não pode ser dito dos dirigentes do Flamengo, que parecem desconhecer a imensidão do clube e compreender que a humilhação que esse clube impunha com regularidade aos rivais era sempre na bola e na arquibancada - e em nenhum outro lugar. Serão dois duelos para a história, colocando frente a frente clubes que andam sonhando sonhos muito diferentes. O Flamengo é favorito porque tem um elenco mais talentoso. E o Racing vai jogar pelo sonho de uma vida do seu treinador. Em 1999, o Racing decretou falência e esteve perto de sumir do mapa. Agora, liderado por um torcedor, renasce. Uma história única e dessas capazes de nos resgatar. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Tata quebra o silêncio sobre o término com Cocielo: 'Precisei desse tempo' 'Ele tá realmente apaixonado', diz irmão de Shia sobre Michelle Barros Bilionário americano constrói mansão na árvore avaliada em R$ 2,1 milhões Fonseca segura melhor saque do mundo e vence atual campeão na Basileia Quando estudante invadiu os EUA de avião esperando ser morto por caças F-16