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Só para assinantes Assine UOL Opinião Na NBA, ninguém pediu recontagem de cestas; você acha que vai virar? Rômulo Mendonça Colunista do UOL 23/10/2026 12h58 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× OG Anunoby #8 e Karl-Anthony Towns #32 do New York Knicks comemoram a cesta da vitória contra o San Antonio Spurs durante o Jogo 4 das Finais da NBA de 2026, em 10 de junho de 2026, no Madison Square Garden, em Nova York Imagem: Michael Gonzales/NBAE via Getty Images Você acha que vai virar??? É uma pergunta simples. É uma curiosidade que tenho, não vá pensar que estou querendo dicas para apostar no mercado clandestino. Não sou disso. Mas o ambiente está tão leve, a disputa está tão bela e democrática, que fiquei curioso em imaginar qual será nosso destino eleitoral na certeza de que receberei respostas extremamente educadas. Contemplei as pesquisas recentes que indicam uma aproximação ou até mesmo um empate entre os candidatos. Tem quem conteste as pesquisas, tem quem as utilize para impulsionar expectativas. As eleições estão ótimas, vejo diálogos elevadíssimos entre eleitores de cada lado, percebo um país unido. Acompanhei o último debate na Band, muitas propostas, muito respeito num cenário sem acusações e insinuações. Foi o melhor debate dos últimos tempos. O que um candidato perguntava, o outro respondia prontamente com dados e estatísticas, o que um falava, o outro reagia com sorrisos e até fazia brincadeiras pelas costas. Um clima muito amigável com piadas envolvendo parentes de cada candidato. Pai, filho, todo mundo na festa. Eles até trocaram pedidos de sigilos que me deixaram acanhado diante de tamanha intimidade. Um ambiente muito lúdico que certamente cativou até as crianças e os idosos que assistiam em casa. Por isso pergunto sem medo: Você acha que vai virar? Josias de Souza Mendonça diz o óbvio sobre caso de sigilos Mauro Cezar Flamengo, toda arrogância será castigada Murilo Garavello Heranças e ausências também nos moldam Mariana Sanches EUA, China: os planos de Flávio para a diplomacia Viradas não são fáceis, quando acontecem quase sempre carregam consigo um componente épico e arrebatador. Bom...vou dar um exemplo: em junho passado narrei a maior virada da história das finais da NBA no jogo 4 do confronto entre New York Knicks e San Antonio Spurs (minha transmissão de despedida). Os Knicks venceram um jogo crucial após estarem perdendo por 29 pontos. Uma gigantesca virada! O time estava jogando mal, parecia desconectado como se encarasse a vitória como algo que viria sem esforço, mas reagiu com uma mobilização impressionante de um exército decidido a emplacar uma reviravolta. A tropa dos Spurs foi derrotada no último instante e atordoada aceitou a derrota no Madison Square Garden em Nova York. Não houve pedido de recontagem de cestas. Os torcedores dos Spurs não foram vistos bloqueando a Sétima Avenida com pneus. Eles simplesmente aceitaram a virada sofrida, encararam a realidade e seguiram em frente para uma nova temporada. Viradas muitas vezes acontecem se aproveitando do excesso de confiança e até salto alto do adversário. Veja o que aconteceu na noite de ontem no Maracanã. O goleiro uruguaio Muslera do Estudiantes começou o jogo como o frangueiro da última Copa do Mundo que garantiria a festa da torcida do Flamengo. Terminou a partida como o herói que defendeu três pênaltis e selou a classificação do time argentino para a final da Copa Libertadores. O resultado foi um Maracanã atônito sem resquícios do Malvadão. Viradas geralmente ficam para a história. São sempre dramáticas. Aquela final da Champions League de 2005 com o Liverpool superando o Milan nos pênaltis no milagre de Istambul foi apoteótica. Lembro também em especial da final da Copa Mercosul de 2000 quando o Vasco venceu o Palmeiras por 4 a 3 no antigo Palestra Itália. Assisti aquele jogo ao lado de meu saudoso pai. O Palmeiras encerrou a primeira etapa de forma devastadora vencendo por 3 a 0 e depois se perdeu num pesadelo que teve Romário (autor de três gols) como seu principal algoz. O hoje senador Romário que no momento atual ironicamente prefere que não ocorra nenhuma virada. Aliás hoje o debate da TV Globo vai ter uma importância e influência cruciais. O jogo está muito equilibrado. Acredito que vamos acompanhar mais um confronto de alto nível. Na noite de domingo o candidato derrotado vai ligar para o vencedor lhe parabenizando pela vitória e se colocando à disposição para ajudar no futuro governo. Com ou sem virada. A festa da democracia. No dia seguinte todos estarão felizes e em harmonia. Como é bom viver num país assim. Por favor, não me deixe acordar. Rômulo Mendonça escreve às sextas-feiras, nesta coluna, um texto de ficção baseado em notícias publicadas no UOL Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rômulo Mendonça por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora MA: Secretário que pediu prisão de petistas a PMs diz que era 'brincadeira' Filha de procurador que ficou em 2.018º lugar em concurso é tirada do cargo Professora morre após cair tentando ajudar aluno preso em banheiro em SP TSE manda Meta fazer 'revisão humana' de vídeo de MC Cabelinho sobre Flávio Pesquisa hoje para presidente 2026: veja resultado do levantamento RealTime Big Data