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Opinião Futebol Roger Machado precisará driblar dependência do São Paulo por Marcos Antônio Gabriel Sá Colaboração para o UOL 13/03/2026 11h00 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Marcos Antônio, em vitória do São Paulo sobre o Primavera Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Na estreia de Roger Machado no comando do São Paulo, Marcos Antônio foi o cara do jogo. Dominou as ações do meio, deu um lançamento magistral para Luciano abrir o placar e outro passe primoroso para o camisa 10 achar Bobadilla na área, que acionou Calleri para fazer o 2 a 0 e fechar o placar contra a Chapecoense. O indicativo é claro: com o Marcos Antonio, o time é um. E esse time é competitivo, talentoso e líder do campeonato. Sem ele, ainda é um ponto de interrogação. E essa é a principal dor de cabeça do São Paulo nos últimos meses. Foi esse, inclusive, um dos principais problemas do São Paulo na eliminação contra LDU, na Libertadores do ano passado. Sem Marcos, o time, que ainda sequer tinha o incansável Danielzinho, esbarrou na falta de criatividade e de energia no meio. Josias de Souza Toffoli deveria pensar em sair do Supremo Mauro Cezar É incrível como toleram o futebol pobre do Palmeiras PVC São Paulo não tem uma única verdade Gustavo Alonso Kleber Mendonça não tem amigos, tem bajuladores Na entrevista coletiva, perguntei ao Roger sobre a importância de Marcos Antônio na forma que ele quer fazer o São Paulo jogar. Na resposta, o novo comandante exaltou o coletivo, mas não negou a importância do camisa 8. "Abracei ele no campo e falei que ele jogou de terno! Jogou muito! Não conseguiria destacar apenas o Marcos, o time teve outros destaques importantes, mas o destaque do meio de campo na figura do Marcos foi muito importante. Participou ativamente dos gols, interminável com sua energia. A mesma energia e intensidade sempre. Esses jogadores são o coração do meio de campo. Pra que eu consiga ter três na frente com capacidade de artilharia, eu preciso de um tripé de meio muito forte" - disse Roger. Ainda na linha da mesma resposta, Roger trouxe o que pra mim é o ponto mais importante: encontrar soluções dentro do grupo para reduzir a dependência e poder descansar o meia. "Eu preciso de peças pra substituir, porque dificilmente os três vão ficar em campo o jogo inteiro, vou precisar trocar. No vestiário o Nicolas, me disseram que jogou por dentro. Pedi pra ele se ele está disposto nos treinamentos eu dar uma olhadinha pra ver se ele consegue fazer essa função. A gente vai precisar de peças de recomposição naquele lugar, temporada é longa e o desgaste também" - complementou. A tentativa de Roger parece ser o principal desafio do São Paulo na temporada. O teste por Nicolas, jogador destacadamente mais técnico e sem espaço na lateral, me parece boa pedida. Fato é que o novo comando só vai conseguir tranquilizar 100% o torcedor são-paulino quando apresentar um time que cria, marca e sobe ao ataque com a mesma intensidade e qualidade mesmo sem o seu principal jogador no meio campo. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Itamaraty revoga visto de assessor de Trump; Lula diz que o 'proibiu' Alvo da PF por suposta perseguição a Dino já foi preso por extorsão em 2017 Diogo Nogueira explica fim de namoro com Paolla: 'Não estava legal' Bolsonaro está na UTI com broncopneumonia, diz boletim médico Mulheres sustentam Lula em eleição mais apertada de todas