Conteúdo Original
Esporte Corinthians espera retorno da Caixa por naming rights e prêmio da Supercopa Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo 04/02/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Corinthians receberá R$ 11,5 milhões pelo título da Supercopa Imagem: Mateus Bonomi/AGIF O Corinthians aguarda respostas da Caixa Econômica Federal para avançar em duas frentes estratégicas: a destinação da premiação pelo título da Supercopa do Brasil e a definição do valor dos naming rights da Neo Química Arena. Naming rights A Caixa realizou uma licitação e definiu, nos últimos dias, a empresa responsável pelo valuation do estádio. Essa avaliação é considerada indispensável, pois o banco utiliza os números apurados como referência para projetar cenários financeiros e avançar em um eventual acordo. A proposta discutida prevê que o Corinthians "troque" a dívida de aproximadamente R$ 675 milhões com a instituição financeira pela exposição da marca no nome da arena. Sem o valuation concluído, porém, a Caixa fica impossibilitada de realizar as projeções necessárias para dar andamento às negociações. José Fucs O 'racha' da direita e o 'pano verde' do 1º turno Maria Prata A psicologia virou linguagem de rede social PVC Informações e palpites para a rodada do Brasileirão Edu Carvalho O que a série 'Seja Homem' diz sobre o machismo? Internamente, o Corinthians interpreta a abertura da licitação como um sinal de interesse da Caixa no negócio. Ainda assim, o clube entende que a eventual formalização do acordo depende de uma série de etapas, inclusive de natureza política. Paralelamente, Corinthians e Caixa discutem o modelo de administração do fundo que controla a Neo Química Arena. Após a liquidação da Reag, qualquer alteração nesse formato depende do aval do banco estatal. A diretoria alvinegra avalia que ajustes no modelo de gestão podem tornar a exploração comercial do estádio mais eficiente. Por outro lado, mudanças estruturais exigem alinhamento com a Caixa, já que o financiamento impõe regras rígidas de governança e de destinação das receitas. Premiação da Supercopa Outro tema que depende de uma definição da Caixa é o destino da premiação da Supercopa do Brasil, conquistada pelo Corinthians no último domingo , em vitória sobre o Flamengo. O financiamento da Neo Química Arena prevê cláusulas que autorizam a retenção de até 50% do valor das premiações recebidas pelo clube. Em dezembro, por exemplo, a Caixa reteve metade da quantia referente ao título da Copa do Brasil. Continua após a publicidade O Corinthians conta com o valor integral da Supercopa para reforçar o fluxo de caixa da temporada , mas só poderá definir o uso do recurso após a posição oficial da instituição financeira. A Caixa tem o direito de realizar a retenção diretamente na fonte, o que impede o clube de ter, neste momento, qualquer previsão sobre o recebimento parcial ou total da premiação . O título rendeu cerca de R$ 11,5 milhões ao Corinthians, sem considerar os descontos referentes a impostos. A principal prioridade do clube para esse recurso é o pagamento da dívida com o Talleres, da Argentina, referente à contratação do meia Rodrigo Garro. Há, contudo, divergências entre as partes em relação a valores específicos do débito. O Corinthians já foi condenado pela Fifa a pagar R$ 28,7 milhões, mas recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS). Apesar disso, a diretoria trabalha com a possibilidade de chegar a um acordo com o clube argentino antes de um eventual transfer ban . Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Boné, moletom e horário: os detalhes que levaram ao desfecho do caso Orelha Médico é preso suspeito de estuprar pacientes durante atendimentos na Bahia Após pressão da Anfavea, acaba isenção para carro chinês montado no Brasil Ram Dakota é Fiat Titano com grife para roubar clientes da Chevrolet S10 'Redução da escala 6x1 deve avançar, mas com limites', diz economista