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Análise dos Times

Santa Cruz

Principal

Motivo: A matéria é uma entrevista focada na análise do ex-CEO sobre a situação do clube, sem apresentar um viés favorável ou contrário.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Santa Cruz Alex Brasil Bruno Rodrigues Arruda Cobra Coral Participações S/A Pedro Henriques Vinícius Diniz Moisés Von Ahn

Conteúdo Original

Ex-CEO do Santa Cruz fala sobre saída do clube Dias após deixar o Santa Cruz em comum acordo , o ex-CEO do clube, Pedro Henriques, conversou com a reportagem do ge e falou sobre a saída, a questão financeira, a SAF, o Arruda e outros temas que ele acompanhou no período no Tricolor. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Santa Cruz no WhatsApp + Veja mais notícias do Santa Cruz no ge Pedro Henriques chegou ao Santa Cruz em abril de 2025 com a missão de ser o CEO da transição para o modelo SAF no clube. Ele permaneceu por mais de um ano, mas saiu sem a efetivação da mudança no modelo de gestão no Tricolor. 1 de 3 Presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues conversa com o CEO Pedro Henriques. — Foto: Marlon Costa/AGIF Presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues conversa com o CEO Pedro Henriques. — Foto: Marlon Costa/AGIF Na visão de Pedro Henriques, o atraso para a conclusão da SAF impediu que os avanços projetados pudessem ser feitos e, por isso, não fazia mais sentido a sua continuidade, tendo em vista que o Santa Cruz precisa priorizar outros aspectos no momento - como o pagamento dos salários de funcionários e atletas. - Conseguimos desenvolver algumas ações na medida do possível e dentro da realidade do Santa Cruz. Fizemos um diagnóstico, uma proposta de organograma que pudesse ser desenvolvido, mas, infelizmente, o andamento da negociação da SAF, que poderia gerar a chegada de receita para destravar as mudanças que gostaríamos, acabou mais lenta do que todo mundo imaginava - iniciou. + Santa Cruz oficializa saída do meia Régis após apenas quatro jogos - Nesse contexto de dificuldade para implementar conceitos e ideias, talvez não fizesse sentido para o próprio Santa Cruz nem para mim a gente continuar. Tem que entender as prioridades, como manter a folha em dia e (cumprir) as obrigações do clube. Acredito que, quando o clube finalizar esse processo da SAF, vai dar continuidade a isso - completou. O ex-CEO ainda afirmou que deixa um legado a ser seguido dentro do Santa Cruz, a partir de um diagnóstico feito durante este período de trabalho, que poderia ser implementado com a melhora do quadro financeiro do Tricolor. Apesar disso, contudo, Pedro Henriques admitiu um sentimento de frustração, embora também avalie que tenha feito o que estava ao seu alcance mediante as condições apresentadas. - Gera uma certa frustração. Claro que gostaria de ter feito mais, entregue mais. Certamente, essa é a sensação também do clube, mas a gente tem que ter os pés no chão e reconhecer o timing . Prefiro falar das coisas boas, porque quando não está ao nosso alcance, não tem muito o que fazer - explicou Pedro. - A gente não tinha a infraestrutura em determinadas situações, a capacidade de investimento, mas fico contente em ter participado do acesso. Vou dormir tranquilo de ter feito o meu melhor dentro das condições que a gente tinha - completou. 2 de 3 Pedro Henriques, Bruno Rodrigues, Alex Brasil e Moisés Von Ahn em coletiva no Arruda — Foto: Evelyn Victória/Santa Cruz Pedro Henriques, Bruno Rodrigues, Alex Brasil e Moisés Von Ahn em coletiva no Arruda — Foto: Evelyn Victória/Santa Cruz Salários atrasados O ex-CEO tricolor também conviveu com atrasos salariais durante o período no clube, principalmente em 2026. Ele preferiu não detalhar quantos meses o Santa Cruz deixou de pagar e disse que foi feito um acordo para o Tricolor quitar o valor de forma "tranquila". Ainda segundo Pedro Henriques, a questão financeira não foi o determinante para sua saída, embora reconheça que é um ponto de desgaste. Contudo, mostrou-se confiante no cumprimento das parcelas por parte do Tricolor. Ex-CEO do Santa Cruz avalia função no clube e fala sobre acordo para receber atrasados - Nunca é a melhor coisa. E era algo que a gente já imaginava que poderia acontecer, dentro do que estava rolando no Santa Cruz. Estava preparado psicológica e financeiramente para parar isso. Para mim, não foi o fator preponderante para a decisão, embora tenha sido um desgaste. Mudei de cidade com minha família, então você tem seus custos que pesam - iniciou Pedro. - Mas tenho certeza que pesa para quem tem um estofo financeiro menor. Então, minha preocupação sempre foi que o clube pagasse essas pessoas. O importante é que a gente fez um acordo. Não quero prejudicar o fluxo de caixa do clube e atrapalhar que pague especialmente os funcionários. Esse acordo está feito e confio que o presidente vai quitar o acordo, que dá uma tranquilidade grande para o Santa Cruz pagar - completou. No momento, o Santa Cruz deve ao elenco dois meses de direitos de imagem e um mês de CLT (salário contratual previsto na carteira de trabalho), além de atraso com os funcionários. E A SAF? Questionado sobre o processo da conclusão da SAF do Santa Cruz, Pedro Henriques afirmou que é um tema conduzido pelo presidente Bruno Rodrigues e quem o auxilia. 3 de 3 Bruno Rodrigues, presidente do Santa Cruz, ao lado do CEO Pedro Henriques — Foto: Marlon Costa/AGIF Bruno Rodrigues, presidente do Santa Cruz, ao lado do CEO Pedro Henriques — Foto: Marlon Costa/AGIF O ex-CEO tricolor também afirmou que, em 2025, havia dito que a previsão inicial para a implementação da SAF não seria cumprida em virtude dos trâmites burocráticos do processo. Pedro Henriques também negou que tenha qualquer laço com os investidores da Cobra Coral Participações S/A, que negociam o distrato para deixar o controle da SAF do Santa Cruz, e diz que torce para a resolução do tema o quanto antes. O dirigente ainda lembrou que foi contratado por Vinícius Diniz, um dos investidores da Cobra Coral Participações S/A, que deixou o negócio ainda em julho do ano passado. - A minha expectativa, inicialmente, era de ter uma SAF implementada em cinco meses. Foi o que me foi proposto antes de eu chegar. Mas, a partir do momento que a gente foi vendo que a realidade era mais difícil do que a gente imaginava, a gente tem que se adaptar a isso - disse Pedro. - Acho que o clube tem que focar em pagar em dia, quem está tem que tentar fazer a melhor entrega possível no futebol. Tem essa conversa de perspectivas de mudança de investidor... Mas tem que dar um passo de cada vez dentro da realidade do clube - finalizou. 🎙️ Ouça o podcast Embolada 🎧 Assista: tudo sobre o Santa Cruz no ge, na Globo e no sportv