🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Bahia

Principal

Motivo: O artigo critica duramente o desempenho do Bahia e a gestão técnica, apontando falhas crônicas e decepção do torcedor.

Viés da Menção (Score: -0.7)

Motivo: O time adversário é tratado como um obstáculo, sem um viés positivo ou negativo explícito na análise.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

neymar bahia rogerio ceni caio alexandre everton ribeiro grupo city cauly william jose dell o'higgins cadu santoro ferran soriano

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião A decepção do torcedor do Bahia com Rogério Ceni Juca Kfouri Colunista do UOL 26/02/2026 18h58 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Rogério Ceni, técnico do Bahia Imagem: Marcello Zambrana/AGIF POR HUMBERTO MIRANDA* A decepção do torcedor do Bahia na Fonte Nova foi enorme e marcará o ano de 2026. Terminado o jogo entre Bahia e O'Higgins, lembrei-me da pergunta do jornalista José Trajano: qual a melhor hora para demitir um técnico? Juca Kfouri Neymar brilha em 2 lances, e Ancelotti que aguente Alicia Klein A alegria com Neymar dura pouco Wálter Maierovitch Mendonça elimina a separação dos Poderes Daniela Lima PT se divide sobre estratégia de Lula em SP A "lei Trajano", como é chamada, deveria ser mais levada a sério pelos clubes para justificar a continuidade do trabalho do técnico ou para abreviar o trabalho inconsistente. Não é porque o Bahia foi desclassificado pelo pequeno e aguerrido O'Higgins que uma decisão sobre o comando técnico deveria ser tomada, mas porque a desclassificação foi consequência de um trabalho que não conseguiu superar certas deficiências do time. Rogério fracassou nesse aspecto. As deficiências do Bahia são graves e o trabalho de Ceni não consegue superá-las. Em duas partidas contra o O'Hinggins, o Bahia não chutou nenhuma bola na primeira e foi ineficiente na segunda, apesar da elevadíssima posse de bola. Esse problema grita. O erro cometido no lance que deu origem ao gol do O'Higgins foi constrangedor. Naquele momento, a torcida tricolor percebeu que o time não tinha o brio necessário, o espírito coletivo imprescindível e a capacidade de competir em jogo grande. A frustração se estabeleceu. Aquele lance era totalmente favorável ao Bahia e geraria um bom contra ataque, mas o erro foi fatal e infantil. Isso se repete em diferentes campeonatos, até no Baiano. A dificuldade do Bahia em ganhar matas-matas é enorme e óbvia. Mas não é só isso. É uma sequência repetida de problemas defensivos e ineficiência crônicas nas finalizações, cobranças de faltas e saídas de bola. O trabalho é mal feito em quesitos importantes para quem quer disputar de uma Copa como a Libertadores. O trabalho de Rogério e nem o time está à altura de suas ambições. Os erros persistem há muito tempo, mas nunca foram definitivamente superados. Continua após a publicidade Claro, a culpa não é só do técnico, mas do investidor também. Ferran Soriano, CEO do Manchester City, estava na Fonte Nova ontem à noite e viu um primeiro tempo empolgante e um segundo tempo decepcionante. Sua equipe não compete em alto nível. Após o gol do O'Hinggs, o time do Bahia desmoronou e não acertou mais nada. Rogério também se precipitou. Sacou do time Caio Alexandre e William José por medo de tomar o gol de empate. Desorganizou o time todo e colou Dell, o garoto de 17 anos, no fogo. Está na hora de Ceni deixar o cargo de técnico do Bahia? Não sem uma avaliação corajosa sobre a responsabilidade do Grupo City. O grupo investe em centro de treinamento supermoderno e quer adquirir mais 5% do Bahia, mas não investe no elenco como deveria. E não estou falando de grandes contratações, mas de jogadores que ajudem a corrigir problemas mais óbvios e crônicos. O tempo do Grupo City parece ser outro e considera normal o desempenho do time, mas os erros repetidos e não sanados há três anos não podem ser normalizados. Continua após a publicidade Se a conclusão for que o comando técnico não é capaz de corrigi-los, é hora, sim, de se abreviar o trabalho de Rogério. Aquele pênalti batido por Everton Ribeiro, que fez um bom primeiro tempo, é algo grave. Ironicamente, Cauly, dispensado pelo Bahia e jogando pelo São Paulo, não desperdiçou contra o Coritiba. A decepção do torcedor foi grande sim, mas há algo grave no time que nunca foi corrigido pela direção de futebol, sob a responsabilidade de Cadu Santoro. Não há desculpas. Era uma classificação esperada, mas não merecida de fato. Deu O'Hinggs. * Humberto Miranda é professor de Economia na UNICAMP. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Neymar chama Thiago Mendes de babaca e relembra: 'Já me quebrou no PSG' Gol Neymar - Santos 1 X Vasco - Brasileirão 2026 Filha de Carla Perez conta como se descobriu lésbica: Honesta comigo mesma Neymar brilha em dois lances capitais e Ancelotti que aguente Neymar decide com golaço, Santos bate Vasco e deixa lanterna do Brasileirão