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São Paulo vence Talleres e Bobadilla é acusado de xenofobia A Justiça aceitou um acordo entre o Ministério Público e Bobadilla, meio-campista do São Paulo , referente às ofensas xenófobas proferidas pelo jogador contra o meia Miguel Navarro, em partida do clube contra o Talleres, no ano passado, pela Conmebol Libertadores . A informação é da Folha de S. Paulo. 1 de 2
Bobadilla em ação pelo São Paulo contra o Talleres — Foto: Ettore Chiereguini/AGIF Bobadilla em ação pelo São Paulo contra o Talleres — Foto: Ettore Chiereguini/AGIF Na ocasião, o atleta se referiu a Navarro como “venezuelano morto de fome”. O jogador da equipe argentina relatou o episódio ao árbitro chileno Piero Maza, que chegou a interromper a partida por alguns minutos. Após a vitória por 2 a 1, Bobadilla foi indiciado pelo DRADE (Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva) pelo crime de injúria racial. 2 de 2
Navarro foi ao posto da Polícia Militar no Morumbis após confusão com Bobadilla em São Paulo x Talleres na Libertadores — Foto: Bruno Giufrida Navarro foi ao posto da Polícia Militar no Morumbis após confusão com Bobadilla em São Paulo x Talleres na Libertadores — Foto: Bruno Giufrida + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp A decisão desta sexta-feira prevê o cumprimento de medidas socioeducativas. Entre elas estão aulas sobre xenofobia, com a obrigatoriedade de gravar quatro vídeos, com cerca de dois minutos, explicando o que aprendeu sobre o tema. Além disso, o paraguaio se comprometeu a visitar o Museu da Imigração, vinculado à Secretaria de Cultura de São Paulo , na Mooca. Mais do São Paulo : + Escalação: São Paulo se reapresenta e pode ter retorno de titular contra o Bragantino O jogador também deverá doar R$ 61 mil em livros para a Coordenação de Políticas para Imigrantes e Promoção do Trabalho Decente. Bobadilla ainda fará quatro publicações contra a xenofobia em suas redes sociais, uma a cada 30 dias, com conteúdo previamente aprovado pelo Ministério Público. Caso cumpra todas as medidas estabelecidas, o caso será encerrado sem processo criminal. + Leia mais notícias do São Paulo Anteriormente, o paraguaio foi punido pela Conmebol em US$ 15 mil (cerca de R$ 84 mil na cotação da época) por “comportar-se de forma ofensiva ou ultrajante”, “violar as pautas mínimas de comportamento” e “agir de forma que o futebol e a Conmebol possam ser desacreditados”. No Brasil, ofensas xenófobas costumam ser enquadradas como injúria racial, prevista no artigo 140, §3º do Código Penal. O crime foi equiparado ao racismo por decisão do STF em 2023 e pode acarretar reclusão de até cinco anos. — Supondo uma eventual condenação no caso, a pena muito provavelmente se resumiria a uma condenação em regime aberto, com a enorme possibilidade de substituição por penas exclusivamente pecuniárias. É muito pouco para trabalhar um fenômeno tão estrutural — disse o promotor responsável pelo caso, Danilo Keiti Goto. 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo 🎧 + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos