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Esporte Futebol Copa do Mundo 'Não será uma bomba no vestiário', diz Ancelotti sobre Neymar na seleção Fernando Kallas Reuters 12/05/2026 19h48 Deixe seu comentário Neymar comemora seu gol pela seleção brasileira na partida contra o Peru, pelas Eliminatórias da Copa de 2022 Imagem: Daniel Apuy/Getty Images Carlo Ancelotti chegará na segunda-feira para a convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo com uma nação inteira de olho nele, uma lista de 26 jogadores em mãos e uma pergunta no ar: Neymar vai ou não vai. E agora? O atacante de 34 anos é o maior artilheiro da história da seleção brasileira e um dos jogadores mais talentosos que o país já produziu, mas sua vaga na Copa de 2026 está longe de garantida após anos de problemas com lesões, uma passagem apagada pelo Al Hilal, da Arábia Saudita, e um retorno irregular ao Santos em janeiro do ano passado. Esse cenário obriga Ancelotti a ponderar o romantismo de uma última participação em Copa do Mundo para o atacante contra as exigências mais pragmáticas de condicionamento físico, ritmo de jogo e sua tática que demanda alta intensidade dos jogadores. Josias de Souza Lula dispara bondades em série de olho na eleição José Fucs Resumo de Lula nos EUA: Trump foi um 'gentleman' Narrativas em Disputa Governo Lula marca gol, mas placar segue adverso Maria Prata Menopausa: da negligência ao mercado bilionário Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, falou à Reuters sobre Neymar Imagem: Maddie Meyer/Getty Images "Quando você tem que escolher, precisa levar muitas coisas em consideração", disse Ancelotti em entrevista exclusiva à Reuters nesta terça-feira. "Neymar é um jogador importante para este país pelo talento que sempre demonstrou. Ele teve alguns problemas, e está trabalhando forte para se recuperar. Ele melhorou muito recentemente e está jogando regularmente. Obviamente, para mim não é uma decisão fácil. Temos que ponderar bem os prós e os contras, mas isso não me coloca pressão. Faz um ano que estamos avaliando não só Neymar, mas todos os jogadores". Ancelotti recebeu a Reuters na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) no Rio de Janeiro menos de um mês antes do início da Copa do Mundo, e falou sobre um assunto delicado e apaixonante com a mesma calma que o acompanhou ao longo de uma das carreiras de técnico mais vitoriosas do futebol mundial. "Bomba no vestiário"? Nada disso O italiano é o único treinador a ter conquistado títulos de campeão nacional em todas as cinco principais ligas da Europa e detém o recorde de cinco troféus da Liga dos Campeões como técnico, além de dois como jogador. Continua após a publicidade No entanto, poucas convocações para a Copa do Mundo serão tão analisadas quanto esta, com companheiros de seleção pedindo publicamente a inclusão de Neymar e torcedores divididos entre carinho, nostalgia e questionamentos sobre se seu corpo ainda consegue acompanhar sua criatividade. "Sei perfeitamente que Neymar é muito querido, não só pelo público, mas também pelos jogadores", disse Ancelotti. Neymar comemora gol do Brasil com demais jogadores da seleção Imagem: Ian MacNicol/Getty Images "Esse também é um fator, porque temos que levar em consideração o clima que envolverá a convocação do Neymar. Não é como se eu fosse jogar uma bomba no vestiário. Ele é muito querido, muito amado", afirmou. "Acho normal que os jogadores expressem sua opinião. Sou grato a todos que me deram conselhos, agradeço a todos vocês. Mas, no fim das contas, a pessoa certa para tomar essa decisão, a mais indicada para fazê-lo, sou eu." Questionado se os apelos dos jogadores o influenciaram, Ancelotti disse que eles só importaram para mostrar que Neymar não seria um problema para o grupo. Continua após a publicidade "Isso influencia o ponto que acabei de mencionar: saber que se eu trouxer o Neymar para este grupo, o grupo ficará bem porque ele é muito querido por todos", afirmou. Para Ancelotti, o vestiário não é o problema. O entorno da seleção pode ser outra história. "O ambiente interno, não creio que afetará a equipe em nada. O ambiente é muito positivo, muito tranquilo, e não importa qual jogador esteja no elenco, permanecerá positivo e tranquilo até o fim", disse Ancelotti. "Mas não posso controlar o ambiente externo e o que a mídia diz. O ambiente interno está sob controle e assim permanecerá até o fim, com ou sem Neymar." E o estilo de jogo? A questão mais importante talvez seja se Neymar ainda consegue se adaptar ao estilo de jogo do italiano. Ancelotti quer jogar com quatro atacantes que consigam correr, pressionar e recuar, um plano exigente para um jogador que tem tido dificuldades para manter uma sequência de jogos. Continua após a publicidade O técnico, no entanto, afirmou que Neymar havia mostrado sinais de progresso recentemente. Neymar engatou sequência de jogos com a camisa do Santos Imagem: Marcelo Endelli/Getty Images "Ele melhorou muito sua forma física nas últimas partidas", disse Ancelotti. "Ele tem jogado algumas partidas muito boas ultimamente. Seu condicionamento físico melhorou. Ele consegue manter uma alta intensidade durante uma partida. Mas há jogos e jogos", disse o italiano. "Estou tranquilo porque sei perfeitamente que a decisão é minha", disse ele em tom assertivo e confiante. "Não fui pressionado por ninguém para chamar o Neymar. Tenho total autonomia. A decisão será 100% profissional. Levarei em consideração apenas o seu desempenho como jogador de futebol. Nada mais." "Posso montar um time perfeito? Impossível! Mas posso montar um time com menos erros do que outros que tentariam. Disso eu tenho certeza", afirmou. Questionado se o Brasil sentiria alívio ou teria uma controvérsia após o anúncio da convocação na segunda-feira, e se o país deveria se preparar para uma surpresa, Ancelotti riu e respondeu: "Acho que não..." Continua após a publicidade (Reportagem de Fernando Kallas) Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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