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ge Corinthians analisa investigações sobre Andrés Sanchez e membros da diretoria A Justiça rejeitou parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o ex-presidente Andrés Sanchez e o gestor financeiro Roberto Gavioli pelo suposto uso indevido do cartão corporativo do Corinthians . + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp A juíza da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, Marcia Mayumi Okoda Oshiro, rejeitou as imputações do MP referentes a lavagem de dinheiro e crimes tributários por "falta de justa causa". Ela entendeu que os fatos narrados pelo MP não caracterizam os crimes atribuídos aos denunciados. Por outro lado, a juíza considerou que, quanto ao crime de apropriação indébita, "a denúncia bem descreveu as condutas imputadas a cada réu, permitindo o perfeito entendimento das imputações que recaem sobre os acusados" e considerou haver justa causa no prosseguimento da ação. Entretanto, como o crime de apropriação indébita não deve ser julgado na vara em questão, a magistrada decidiu encaminhar a denúncia para outra vara da Justiça Criminal, na qual deverá ser analisada. — Ante a rejeição de denúncia no tocante aos fatos que ensejam a competência desta vara especializada, entendo ser o caso de declaração de incompetência deste juízo e redistribuição dos autos a uma das varas comuns para processamento e julgamento do crime remanescente. — escreveu a juíza na decisão, datada da última terça-feira e publicada nesta quinta-feira. Em nota, a defesa de Andrés disse que "considera acertada a rejeição da maior parte da denúncia" e que, quanto à apropriação indébita, provará inocência no curso do processo para o juízo competente. Também procurado pelo ge , Gavioli ainda não se manifestou. Na decisão, a magistrada impôs aos denunciados duas medidas cautelares: a proibição de contato com as testemunhas e os dirigentes do Corinthians e a proibição de deixarem o país sem autorização judicial. Ela ressaltou que o descumprimento dessas medidas poderá resultar na decretação de prisão preventiva. A juíza ainda determinou o bloqueio de bens de Andrés e Gavioli até o limite de R$ 480.169,60, para o caso de necessidade de futuro ressarcimento aos cofres corintianos. Nota da defesa de Andrés Sanchez: A defesa de Andrés Navarro Sanchez, representada pelo escritório Fernando José da Costa Advogados, considera acertada a rejeição da maior parte da denúncia por ausência de justa causa. Quanto ao ponto remanescente relativo à apropriação indébita, a defesa reafirma que a inocência de Andrés será demonstrada no curso do processo para o juízo competente. O feito tramita sob sigilo por determinação judicial, motivo pelo qual não é possível fornecer detalhes adicionais. Denúncia do Ministério Público O MP acusa os dois dirigentes pela utilização do cartão corporativo do clube em mais de 200 gastos que o promotor Cássio Conserino entende serem pessoais, realizados no período de agosto de 2018 a fevereiro de 2021, que totalizam cerca de R$ 480 mil - em valores atualizados com inflação e juros. O MP havia denunciado Andrés pelos crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário, e Gavioli por apropriação indébita e lavagem de dinheiro. 1 de 1
Andrés Sanchez e o gerente financeiro do Corinthians Roberto Gavioli em entrevista coletiva — Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians Andrés Sanchez e o gerente financeiro do Corinthians Roberto Gavioli em entrevista coletiva — Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians + Leia mais notícias do Corinthians Além da condenação pelos crimes denunciados, o MP pediu que Andrés e Gavioli sejam obrigados pela Justiça a ressarcir os R$ 480 mil aos cofres do Corinthians , a título de danos materiais, e a pagar 75% desse valor por danos morais. O promotor Cássio Conserino, responsável pela denúncia do MP, continua tocando a investigação sobre despesas supostamente irregularidades de outros ex-presidentes. 🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧 + Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge 50 vídeos