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A segunda-feira do Vasco teve cara de decisão antes mesmo de a bola rolar: após três semanas de disputa nos tribunais, o TJRJ confirmou por unanimidade que o jogo seria no Maracanã, derrubando a última tentativa do Consórcio Fla-Flu de barrar o estádio. A novela acabou; agora, a arquibancada lotada pode escrever o próximo capítulo. [ ] No gramado, o Vasco chega contra o Boca Juniors com a vantagem de 1 a 0 conquistada na Bombonera: um empate no Maracanã basta para alcançar a final da Copa Sul-Americana e interromper 26 anos sem uma decisão continental. Os ingressos estão esgotados, e a expectativa é de uma noite de estádio cheio — cenário à altura da ocasião. [ ] Mas vantagem não é sinônimo de sossego. Andrés Gómez está suspenso, Facundo Colidio não pode atuar por não ter sido inscrito, e a comissão ainda avalia opções para o ataque; do outro lado, Leandro Paredes tenta voltar após uma recuperação acelerada de lesão. A preparação terminou, e o último treino deixou o suspense para a escalação. [ , ] Há também o peso do presente doméstico: depois da derrota para o São Paulo, o Vasco aparece em 15º, três pontos acima da zona de rebaixamento, e já mira Corinthians e Flamengo. Fora de campo, a semana reserva outra decisão: os sócios votarão a venda de 90% da SAF à Almirante Participações, ligada a Marcos Lamacchia. Entre a esperança de uma final e a urgência de arrumar a casa, o clube atravessa dias em que cada lance parece valer por mais de um. [ , ]