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Análise dos Times

Vasco

Principal

Motivo: Entrevista em canal vascaíno; ex-jogador demonstra confiança e projeta duas vitórias do Vasco no confronto

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: Relato afetuoso da passagem do entrevistado pelo clube e reconhecimento da força da torcida, sem tom crítico

Viés da Menção (Score: 0.1)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Vasco Copa Sul-Americana River Plate Boca Juniors Cruzeiro Copa Libertadores São Januário Estádio Nilton Santos La Bombonera Pedrinho Eurico Miranda Juan Román Riquelme Carlos Bianchi Copa Mercosul Marcelo Delgado Jorginho Paulista Mino Raiola La Doce

Conteúdo Original

Vasco e Boca Juniors se enfrentam nesta terça-feira (13), às 21h30 (de Brasília), na La Bombonera, pelo jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana. O confronto marca o reencontro entre os clubes após 25 anos e traz à memória uma história que Jorginho Paulista conhece de perto. O ex-lateral esteve em campo nos quatro duelos anteriores entre as equipes: três vezes com a camisa cruz-maltina e uma pelo time argentino. ➡️ Boca Juniors x Vasco: onde assistir, horário e escalações Em entrevista exclusiva ao Lance! , Jorginho relembrou os confrontos, contou detalhes de sua transferência para o Boca Juniors e analisou a pressão de atuar diante da torcida argentina. Mesmo reconhecendo a força do adversário em seus domínios, o ex-jogador demonstrou confiança no Vasco para o duelo decisivo. A história de Jorginho Paulista com os dois clubes começou a ganhar novos capítulos no segundo semestre de 2000, quando o lateral chegou ao Vasco após enfrentar dificuldades para atuar na Itália em meio ao escândalo dos passaportes falsos. ➡️ Sem Colidio, Vasco busca alternativa para montar ataque contra o Boca Juniors; veja provável escalação O ex-jogador contou que a negociação foi conduzida com a participação do então dirigente vascaíno Eurico Miranda e de seu empresário na época, Mino Raiola. — O Eurico Miranda entrou em contato com o meu agente na época, o falecido Mino Raiola — revelou. Segundo Jorginho, o Vasco viabilizou seu retorno ao futebol brasileiro por empréstimo. A passagem pelo clube carioca, porém, abriu caminho para uma transferência inesperada: a ida para o Boca Juniors. O desempenho do lateral em uma partida contra o River Plate chamou a atenção de Carlos Bianchi, treinador do clube argentino naquele período. — O Vasco jogou contra o River Plate no Monumental de Núñez. O Carlos Bianchi disse que me contratou naquela partida. Ganhamos por 4 a 1 — recordou. De acordo com Jorginho, o Boca procurava um substituto para Arruabarrena, que atualmete é o treinador da equipe, e sua atuação diante do River foi determinante para despertar o interesse da equipe argentina. ➡️ Pedrinho x Riquelme: de adversários em campo a presidentes de Vasco e Boca Juniors A experiência, entretanto, durou cerca de oito meses. O ex-lateral explicou que questões financeiras motivaram sua saída, especialmente a crise no país. — O meu contrato era em dólares e, com a desvalorização do peso, o valor passou a ser em pesos, o que me fez perder muito dinheiro — explicou. Após deixar o Boca Juniors, Jorginho retornou ao Brasil para defender o Cruzeiro. Com experiência nos dois lados do confronto, o ex-lateral também analisou a atmosfera dos estádios. Para ele, La Bombonera e São Januário compartilham a característica de exercer forte pressão sobre os adversários, mas o estádio argentino leva vantagem pela estrutura. Jorginho destacou a influência da torcida organizada La Doce, conhecida pelo apoio intenso ao Boca Juniors, e alertou para o impacto psicológico que o ambiente pode provocar nos jogadores visitantes. — Eles conseguem desequilibrar psicologicamente os jogadores brasileiros, que acabam por entrar na pilha — afirmou. 📲 Tudo sobre o Gigante agora no WhatsApp. Siga o nosso canal Lance! Vasco Na comparação entre as duas casas, o ex-jogador explicou que o formato da Bombonera contribui para intensificar o barulho e a sensação de pressão dentro de campo. — La Bombonera leva vantagem por ser totalmente fechada. A estrutura acústica faz com que a fervura seja maior e sufocante — avaliou. ➡️ 'El Vasco': treinador do Boca Juniors tem apelido igual ao adversário da Sul-Americana Apesar disso, Jorginho também valorizou São Januário, estádio que considera fundamental para o Vasco aproveitar o fator casa. Questionado sobre a necessidade de o clube disputar partidas no Estádio Nilton Santos, em vez de utilizar São Januário ou o Maracanã, ele foi enfático. — Perde total. Por experiência própria, tinha que ser em São Januário — disse. O ex-lateral ainda apontou o gramado sintético e o ambiente do Nilton Santos como fatores que podem dificultar a adaptação dos jogadores vascaínos. — O Engenhão tem um relvado sintético a que os jogadores do Vasco não estão acostumados. É um estádio mais frio — acrescentou. Mesmo após deixar o Boca Juniors, Jorginho manteve boas relações com ex-companheiros do clube argentino. Entre elas, destacou Juan Román Riquelme, atual presidente do Boca, e Marcelo Delgado, diretor de futebol, que, segundo ele, o receberam muito bem durante sua passagem pela equipe. O ex-jogador contou que os dois chegaram a convidá-lo para passar datas festivas com suas famílias, demonstrando que os laços construídos no período em que atuou na Argentina permaneceram após sua saída. ➡️ Vasco e Boca Juniors apostam em ídolos na gestão do futebol Jorginho também comentou sua relação com Pedrinho, atual presidente do Vasco. Apesar de terem sido companheiros de equipe, os dois perderam o contato depois que Pedrinho passou a trabalhar como comentarista. Ainda assim, o ex-lateral manifestou apoio à atual gestão cruz-maltina e desejou sucesso ao dirigente no comando do clube. — Desejo muito sucesso ao Pedrinho nesta nova gestão, tentando lutar contra muita coisa errada que aconteceu no clube — declarou. Atualmente, Jorginho trabalha na prospecção de jovens talentos no Brasil. Mesmo longe dos gramados como jogador, ele segue acompanhando o futebol e mantém uma ligação especial com os dois clubes que marcaram sua trajetória. Com o retrospecto histórico desfavorável ao Vasco e a pressão de jogar na Bombonera, o ex-lateral acredita que a equipe brasileira pode surpreender os argentinos no primeiro duelo da semifinal. Sua previsão é de dois resultados positivos para o Cruz-Maltino, tanto na Argentina quanto na partida de volta. — Acho que o Vasco ganha lá na La Bombonera e ganha em casa — reforçou. O Vasco vai enfrentar o Boca Juniors pela quinta vez em sua história e ainda busca a primeira vitória no confronto direto. Nos quatro encontros anteriores, disputados em 2001 pela Libertadores e pela Copa Mercosul, os argentinos somaram duas vitórias, enquanto os outros dois jogos terminaram empatados.