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Análise dos Times

Flamengo

Principal

Motivo: Cobertura neutra com leve simpatia: expõe preocupação financeira do clube e contextualiza a ação sem críticas.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Fluminense

Principal

Motivo: Tom factual com espaço generoso ao dirigente Montenegro, que explica a suspensão do contrato sem contraponto crítico.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Fluminense Flamengo Santos Maracanã Betano Lula Coritiba Superbet Mattheus Montenegro MP 1.394/2026

Conteúdo Original

Flamengo e Fluminense entrarão em campo no clássico de domingo (11), no Maracanã, com a mesma frase estampada no espaço destinado aos patrocinadores máster: "Proibir não é proteger". A manifestação contra a Medida Provisória que proibiu as casas de apostas no Brasil foi articulada pelas empresas Superbet e Betano, patrocinadoras dos dois clubes. Segundo apuração do Lance! , a iniciativa partiu das próprias empresas, que solicitaram aos clubes a utilização da mensagem nos uniformes. Após o pedido, o acordo foi fechado entre as quatro partes para que a manifestação acontecesse de forma conjunta no Fla-Flu. ➡️ Torcida do Fluminense esgota ingressos do setor visitante contra o Palmeiras De acordo com os envolvidos, a intenção é ampliar a discussão pública sobre os efeitos da proibição das apostas esportivas e defender a manutenção de um mercado regulamentado. O argumento das empresas é que a regulamentação permite maior fiscalização das plataformas, além de mecanismos para combater o vício em jogos e o endividamento dos apostadores. O próprio presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, destacou, em entrevista à FluTV, que o vício e o superendividamento de famílias são questões que precisam ser enfrentadas. ➡️ Danilo desabafa após empate do Flamengo e pede união: 'Momento de compactar o ambiente' O Flamengo já utilizou a frase "Proibir não é proteger" na camisa durante o empate por 2 a 2 com o Santos, na última quinta-feira (8), na Vila Belmiro. O Fluminense, por sua vez, entrou em campo contra o Coritiba com a marca SuperScore, aplicativo de resultados e estatísticas esportivas pertencente ao mesmo grupo da Superbet. A Medida Provisória 1.394/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro, proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A decisão também atingiu os patrocínios esportivos. As empresas tiveram até 5 de outubro para retirar materiais publicitários e marcas estampadas em uniformes e outros espaços comerciais. Desde o dia 6, as plataformas deveriam interromper suas operações no país. O governo federal justifica a medida pela necessidade de enfrentar os impactos das apostas sobre a saúde pública, especialmente os casos de dependência e endividamento. A proibição já produz efeitos, mas ainda depende de análise do Congresso Nacional para se tornar definitiva. A MP também é questionada judicialmente por representantes do setor. O Fluminense precisou retirar a marca da Superbet de seu uniforme após a entrada em vigor da medida provisória. Contra o Coritiba, o clube estampou a SuperScore, plataforma de estatísticas esportivas pertencente ao mesmo grupo econômico. O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, confirmou que o contrato de patrocínio com a Superbet está suspenso em razão da medida provisória. Em entrevista à FluTV, o dirigente explicou que o clube deixou de cumprir a contrapartida de exposição da marca, mas que a empresa trabalha para manter suas obrigações. – No caso do Fluminense, especificamente, o contrato com a Superbet está suspenso. A Superbet está trabalhando para manter as obrigações que se tem. Mas a nossa contrapartida fica suspensa, porque o contrato foi feito para a gente exibir a marca Superbet – afirmou Montenegro. O acordo não foi rescindido. Segundo o presidente, o contrato prevê a possibilidade de renegociação diante de restrições ao setor, e as partes discutem os próximos passos da parceria. 📲 Para acompanhar as notícias do Flamengo , acompanhe o Lance! Todas as informações e acontecimentos atualizados em tempo real . O Flamengo também foi diretamente afetado, já que a Betano ocupava o principal espaço comercial de seu uniforme. Contra o Santos, o Rubro-Negro já usou a frase "Proibir não é proteger" no uniforme. Flamengo e Fluminense têm manifestado preocupação com os efeitos financeiros da proibição, que ultrapassam os contratos de patrocínio máster e atingem outras receitas publicitárias.