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Juan Pablo Vojvoda é um grande acerto do Santos. Isso se o clube deixar o homem trabalhar, coisa que não tem feito com ninguém. O Santos tem orçamento, estrutura, média de público e elenco de time médio. Mas pressão e orgulho de time grande. É um coquetel difícil para treinadores. Estou realmente surpreso por Vojvoda ter aceitado o desafio. Talvez seja a mística do Peixe, talvez a vontade de treinar Neymar, talvez simplesmente não aguente ficar sem trabalhar. Mas o argentino saiu tão em alta após os quatro anos brilhantes no Fortaleza que era de se imaginar que ele desse voos maiores. Ou ele não quis buscar algo na Espanha ou não tem um agente bom o suficiente para desbravar o mercado europeu que melhor acolhe os argentinos de primeira viagem. Aqui no Brasil, se ele esperasse até o fim do ano seriam abertas portas mais interessantes que a porta santista - inclusive, por que não, o Palmeiras, já que nada garante que Abel continue por tanto tempo. Um cara que fez trabalho brilhante no Athlético-PR e, quando deu o salto para Corinthians, Grêmio e Botafogo, se estrepou. Pegou roubadas, não teve tempo o suficiente e hoje tem a imagem queimada em nosso mercado. O risco para Vojvoda é parecido. Por mais que ele confie no próprio taco, não dá para confiar no Santos.