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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte No futebol, nada se inventa, mas sempre surgem antídotos táticos Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 25/05/2026 11h18 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Pep Guardiola, campeão mais uma vez pelo Manchester City Imagem: Naomi Baker/Getty Images Neste final de semana terminou um ciclo, a era mais vencedora de um clube que viveu a maior parte da sua história como um time médio ou pequeno, mas que com investidores se transformou numa potência mundial. E para comandar a era de ouro do Manchester City, foi contratado o melhor dos treinadores daquele momento. Estou falando de Pep Guardiola, que não inventou nada, mas revolucionou o futebol com o seu "tiki-taka" ou jogo posicional, como dizem alguns. Sakamoto O preconceito sobre Bolsa Família na fala de Huck Alexandre Borges A esquerda encontrou um Moro para chamar de seu Josias de Souza Flávio é pressionado a indicar seu Posto Ipiranga PVC Renato não é o culpado por 26 anos de crise no Vasco Ficou dez anos no City (de 2016 a 2026) e fez esse clube ganhar títulos que nem o seu torcedor mais antigo e fiel imaginaria. Com o espanhol Pep Guardiola no comando, o modesto Manchester City, que sempre observou e invejou as grandes façanhas do rival Manchester United, começou a crescer e inverteu a ordem dos fatores. Ele e o City juntos venceram: Premier League: foram seis (2017/18, 2018/19, 2020/21, 2021/22, 2022/23 e 2023/24). Conseguiu a façanha de vencer um bicampeonato e depois um tetracampeonato. Copa da Liga Inglesa: 2017/18, 2018/19, 2019/20, 2020/21 e 2025/26. Continua após a publicidade Copa da Inglaterra: 2018/19, 2022/23 e 2025/26. Supercopa da Inglaterra: 2018, 2019 e 2024. Liga dos Campeões da Uefa: 2022/23. Supercopa da Uefa: 2023. Mundial de Clubes da Fifa: 2023. Também ganhou inúmeros prêmios individuais e foi considerado por muito tempo o melhor treinador do mundo. Continua após a publicidade Mas, como falei no título, quando surge um estilo de jogo dominador e vencedor, além daqueles que tentam imitá-lo, surgem treinadores que buscam criar um antídoto tático para aquele jogo. Na Inglaterra, tinha o Liverpool do alemão Jürgen Klopp, que conseguiu competir de igual para igual com seu estilo mais agressivo e vertical. Mas na Champions encontrava uma coisa mais poderosa, que eram times históricos como o Real Madrid, que na maioria das vezes levava vantagem sobre o City de Guardiola. Seu estilo foi admirado, imitado e respeitado por muito tempo, porém já não estava mais funcionando plenamente. Claro que, com o passar do tempo, o elenco foi mudando, e as peças que chegaram não repetiram o mesmo desempenho das que saíram, e aos poucos o City foi perdendo fôlego. Continuou supercompetitivo na Inglaterra, tanto que foi vice-campeão nesta temporada, mas teve o título nas mãos e fraquejou como nunca havia acontecido, porque sempre conseguia dar um arranque final e bater o concorrente, que nos últimos anos foi o Arsenal de Arteta. Continua após a publicidade Só que, desta vez, o Arsenal resistiu com muita força, chegou primeiro na Premier League e está na final da Champions contra o novo dominante do futebol europeu, o PSG de Luis Enrique. Os antídotos surgem com treinadores que, em vez de imitar, tentam criar algo diferente, não novo, para envolver o estilo vencedor e temido dos últimos anos ou da última década. Pois bem, o multivencedor Pep Guardiola ainda não decidiu o que irá fazer. Fala-se em ano sabático, mas também surgem informações extraoficiais de que poderá assumir alguma seleção. Seria muito interessante Pep Guardiola tentar reinventar e reerguer uma potência como a "Squadra Azzurra". Seria um desafio e tanto, mas, para voltar a ser um treinador vencedor, também terá que se reinventar como estilo e buscar, dentro da sua enorme competência, seu próprio antídoto para enfrentar e tentar superar o estilo vencedor do momento, que é o de Luis Enrique e seu PSG. Continua após a publicidade O futebol é assim: os ciclos vencedores surgem e alguns permanecem por muito tempo, mas com o tempo sempre aparece um treinador estudioso que se apresenta como um "alquimista da bola", com uma poção tática bem preparada e elaborada para virar o antídoto ao estilo dominante. Isso se chama futebol. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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