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Santos, SP, recebe última etapa do Circuito Santista de Vela Oceânica A Regata Volta da Laje de Santos 2026 , que acontece neste sábado (23), terá um protocolo voltado à preservação da fauna marinha durante a competição. A tradicional prova offshore do calendário da vela paulista vai incorporar oficialmente o Plano de Ação para a Natureza “Barcos & Baleias” , com medidas de prevenção de colisões entre embarcações e cetáceos no litoral de Santos. + Leia mais notícias sobre Santos e região A iniciativa é liderada pelo Iate Clube de Santos , com apoio técnico da parceria entre a Confederação Brasileira de Vela (CBVela) e o VIVA Instituto Verde Azul . O projeto também conta com participação do Instituto Gremar, Marinha do Brasil, Polícia Ambiental e do GBMar. A regata reunirá embarcações das classes ORC (Alta performance) e BRA-RGS (Regata amadora) em percurso entre a entrada da barra do Porto de Santos e a Laje de Santos. 1 de 3
Regata Volta da Laje de Santos contará com protocolo para prevenção de colisões com cetáceos no litoral paulista — Foto: CBVela Regata Volta da Laje de Santos contará com protocolo para prevenção de colisões com cetáceos no litoral paulista — Foto: CBVela Plano de ação Todos os comandantes das embarcações participantes receberão previamente o plano de ação e o guia “Velas e Baleias no Litoral Paulista” , com orientações sobre legislação brasileira e protocolos internacionais de interação com cetáceos. Dentre as medidas previstas estão: Monitoramento ativo da área por parte da Comissão de Regata; dos comandantes das embarcações; Polícia Ambiental e Parque Estadual Marinho da Laje de Santos; Comunicação imediata de avistamentos à Comissão de Regata via rádio VHF e compartilhamento da posição dos animais com toda a flotilha; Embarcações devem manter distância mínima de 100 metros dos animais, e a velocidade deve ser reduzida a cinco nós (10 Km/h) se houver animais a menos de 300 metros da embarcação A competição também seguirá diretrizes da World Sailing para regatas offshore em áreas com presença de megafauna marinha. Em caso de avistamento antes da largada, a prova só poderá começar 20 minutos depois. A Comissão de Regata ainda poderá alterar o percurso, se necessário. Durante a disputa, a prova não será interrompida por presença de animais, mas os participantes deverão adotar medidas para afastar as embarcações e evitar colisões. Ao fim da competição, os relatos e dados coletados pelos participantes serão compartilhados com o VIVA Instituto Verde Azul para formação de banco de dados sobre megafauna marinha. Um relatório da ação também será encaminhado à World Sailing. 2 de 3
A competição seguirá diretrizes da World Sailing para regatas offshore em áreas com presença de megafauna marinha — Foto: Divulgação/CBVela A competição seguirá diretrizes da World Sailing para regatas offshore em áreas com presença de megafauna marinha — Foto: Divulgação/CBVela Veja também: + Fantasias e personagens 'roubam a cena' nos 10 KM Tribuna-Terracom + Cerimônia de abertura da 22ª Copa TV Tribuna de Futsal Escolar acontece no Sesc Santos Região da Laje de Santos O percurso da regata passa pela região da Laje de Santos, área que integra o único parque marinho do estado de São Paulo e faz parte da rota migratória de diferentes espécies marinhas. Entre maio e outubro, o local registra aumento na presença de Baleia-jubarte , espécie migratória que utiliza a costa brasileira durante o período reprodutivo. Também há registros frequentes de Baleia-de-Bryde, Baleia-minke, além de espécies como Golfinho-pintado-do-Atlântico, Golfinho-nariz-de-garrafa e Orca. 3 de 3
Baleia-jubarte avistada na região da Laje de Santos — Foto: Márcio Motta Baleia-jubarte avistada na região da Laje de Santos — Foto: Márcio Motta