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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Salve o Corinthians, campeões dos campeões Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 01/02/2026 18h35 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Com a vitória sobre o Flamengo na final da Supercopa, dei razão à estrofe de seu hino. O Corinthians criou um estilo de jogo muito aguerrido com esse time. Não é simples encarar esse Corinthians, porque ele consegue colocar a dinâmica do confronto na partida, e, se o adversário não conseguir igualar o espírito de luta, perde o jogo. Casagrande Salve o Corinthians, campeões dos campeões Elio Gaspari As boquinhas do Master e os estrategistas de Vorcaro Sakamoto Liberar vapes pode bombar número de fumantes Michelle Prazeres Chuva de verão: toró de palpites no início do ano Pode ser o time que for, pode ser superior tecnicamente, como o Palmeiras, Cruzeiro e o próprio Flamengo, mas, se não tiver força nas divididas, no corpo, não leva vantagem. Depois que dita a dinâmica da luta no jogo, aí começam a aparecer os jogadores mais técnicos da equipe, como André, Carrillo, Memphis, Breno Bidon, por exemplo, e o jogo do time se completa quando a garra e a técnica se misturam. No primeiro tempo, o jogo ficou equilibrado, com o Flamengo até sendo mais perigoso, mas, depois do gol do zagueiro corintiano Gabriel Paulista, as coisas mudaram, e aí o Corinthians começou a mandar no jogo. Criando até a melhor chance do primeiro tempo, quando, num contra-ataque perfeito, o Bidon deixou o Memphis Depay desperdiçar, batendo de primeira em cima do goleiro Rossi. Um gol que um cara como o holandês não pode perder numa final. Ele poderia ter dominado a bola e dado um tapa rasteiro em qualquer um dos cantos, que faria o segundo gol corintiano. Continua após a publicidade O Corinthians foi melhor em todos os sentidos no primeiro tempo, principalmente na parte tática, além de ter dominado o jogo no espírito de luta, e poderia ter saído com um 2 x 0 a favor, com todo merecimento. Antes mesmo de começar o segundo tempo, o árbitro Rafael Rodrigo Klein tomou uma atitude tão correta que até causou estranheza, quando foi ao VAR para ver um lance de possível expulsão antes de recomeçar a partida. A imagem era uma cotovelada do Carrascal no Breno Bidon no finalzinho do primeiro tempo, e o árbitro decidiu acertadamente pela expulsão do jogador do Flamengo. Não deu para entender a queda de rendimento do Corinthians, mesmo com um jogador a mais, deixando o ótimo time do Flamengo tomar conta do jogo. Tudo o que não conseguiu fazer no primeiro tempo, porque a marcação e a garra corintiana não deixaram, conseguiu no segundo tempo. Deixar o Flamengo tocar e passar a dinâmica do jogo para a técnica é arriscado para qualquer time. Continua após a publicidade O ritmo foi esse na maior parte do tempo, mas sem que o Flamengo criasse chances claras de gol, fora a bola no travessão de cabeça do Pulgar, logo no início do segundo tempo. O Filipe Luís mexeu no time como pôde, porque tem um elenco muito forte, tentando chegar pelo menos ao empate, e o Corinthians, correndo muitos riscos, conseguia tumultuar o meio-campo e a frente da área para evitar perigo para o Hugo Souza. Bom, a estratégia chata do Corinthians no segundo tempo, mas que todos os times usam nessa situação, foi truncar a partida e evitar que a bola rolasse o máximo possível. Mas, na minha opinião, o Corinthians foi melhor pelas estratégias escolhidas, que foram distintas de um tempo para o outro. Foi muito bem no primeiro tempo, não deixando o Flamengo jogar e ainda agredir o tempo todo até conseguir fazer o gol. No segundo tempo, poderia ter arriscado mais por ter vantagem numérica, mas escolheu segurar o resultado e fez isso com propriedade. Continua após a publicidade O Flamengo jogou melhor tecnicamente no segundo tempo, mas não criou chances claras de gol. Ficou com a bola, mas pouco fez. Corinthians campeão Paulista e da Copa do Brasil em 2025 e, agora, no primeiro dia do mês de fevereiro de 2026, já consegue ganhar um troféu importante em cima de um adversário poderoso como o Flamengo. E, no final, o Corinthians faz o segundo gol com o Yuri dando um chapéu no goleiro Rossi. SENSACIONAL. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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