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Análise dos Times

Avaí

Principal

Motivo: O artigo foca nas dificuldades financeiras do Avaí e nas declarações do seu presidente, apresentando os fatos de forma direta e informativa, sem juízos de valor sobre o desempenho ou a gestão.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: A Portuguesa é mencionada apenas como adversária na Copa do Brasil, sem qualquer detalhe ou análise sobre o seu desempenho ou contexto, o que impede uma avaliação de viés.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

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Conteúdo Original

O Avaí tem a oportunidade de chegar a mais de R$ 4,5 milhões em premiações na Copa do Brasil se vencer a Portuguesa nesta terça-feira , pela 3ª fase da competição. De acordo com Bernardo Pessi, presidente do Avaí, o clube está entrando em uma fase preocupante e o valor da Copa do Brasil é extremamente importante para a saúde financeira do Leão da Ilha na sequência da temporada. — Desde que assumi, os salários estão em dia, mas a gente vai sofrer para pagar o próximo. Nós já estamos sofrendo porque ele venceu sexta-feira, e hoje a gente vai fazer alguns pagamentos, hoje e amanhã. O dinheiro da Copa do Brasil não entrou ainda, a gente começar a ter as dificuldades que a gente já estava esperando ter . Não tá mil maravilhas, a coisa não tá toda resolvida, a gente tem caminho e dificuldades grandes pela frente ainda — revelou Pessi. — Em relação ao dinheiro da Copa do Brasil, nós tivemos uma cota de participação que foi embolsada e parte dela foi comprometida com outras obrigações. A cota do jogo do Porto Vitória não entrou ainda, ela tem uma parte pequena comprometida e o resto vai para pagamento de salários. Se vencer amanhã, a gente tá com o clube todo um dia — acrescentou. Até o momento, o Avaí já embolsou R$ 2,91 milhões via Copa do Brasil. A premiação, se vencer a Portuguesa, é de R$ 1,68 milhão. 1 de 3 Presidente Bernardo Pessi em coletiva do Avaí — Foto: Leandro Boeira/Avaí F.C. Presidente Bernardo Pessi em coletiva do Avaí — Foto: Leandro Boeira/Avaí F.C. A entrevista do presidente Bernardo Pessi foi para o programa Debate Diário, da rádio CBN Floripa, nesta segunda-feira. Outros trechos da entrevista: Oscilação no Campeonato Catarinense Um pouco antes do Natal, a gente não tinha um time, começamos a montar o time com o carro andando. Faltou treinamento, faltou pré-temporada, perdemos jogadores já no curso, tivemos estreias durante o campeonato. Até o último jogo ainda teve estreia. Tudo isso cria dificuldades e naturalmente o time iria oscilar. Oscilou quando não podia e aí vêm as cobranças. É entender, tecnicamente, o que poderia ser ajustado e melhorado, mas eu acho que, como o principal, o que faltou foi uma preparação prévia, um grupo bem formado no início do campeonato e que pudesse ter um entrosamento melhor para entregar tudo. Cobrança após eliminações Ambas eliminações não são aceitáveis , a gente tinha plenas condições, materiais, salário em dia, campo, bola, uniforme, treinamento para todo mundo ir lá e entregar o resultado que é o mínimo esperado para uma situação como essa. Tem o contexto envolvido que é esse que a gente passa a analisar, porque também não está tudo errado, e as cobranças foram bem acintosas internamente, mas a pressão sobre o Cauan [de Almeida] não é diferente do que foi em relação aos demais profissionais. 2 de 3 Bernardo Pessi é presidente do Avaí — Foto: Fabiano Rateke/Avaí F.C. Bernardo Pessi é presidente do Avaí — Foto: Fabiano Rateke/Avaí F.C. Manutenção de Lucas Pedrozo como CEO do Avaí O Avaí não tem condições financeiras hoje, não tinha na época e ainda não tem de manter um CEO. Por que ele ainda está no clube? Primeiro, a gente tem 60 dias de gestão. O Avaí custava em torno de R$ 5 milhões por mês, as contas todas do clube, a gente já tá em R$ 2,5 milhões, cortamos pela metade. Eu não consigo fazer isso do dia para a noite. Eu não consigo fazer isso sem ajuda, sem uma diretoria, sem um CEO que conhece os detalhes do clube. Eu tô estou plenamente ciente de todo o estigma que tem em torno dele com a gestão passada. Não estaria bancando a permanência dele, pelo menos até aqui, se eu não entendesse que ele tá ajudando com esse processo de transição de gestão e para um clube que gasta menos . Se ele não estivesse contribuindo com isso, ele certamente não estaria ali, porque eu não ia estar criando desgaste político, com os torcedores, se ele não tivesse me ajudado a fazer isso. Hoje ele faz sentido, então hoje ele ainda permanece. Se a gente chegar ali na frente e entender que a gente precisa continuar cortando custos, que não vai ter espaço para ele, ele mesmo vai pedir para sair . Proposta da SAF Falei várias vezes que o processo estava sendo feito com calma. A gente tinha a possibilidade de, em dezembro, com uma SAF 100% Avaí, captar recursos no mercado para a gente não ter esses problemas financeiros que a gente falou que a gente vai ter a partir de agora. Não conseguimos porque um torcedor resolveu processar o clube e parar tudo na justiça, e não andou mais. O investidor tá olhando tudo isso, naturalmente. Não tô dizendo que ele tá desistindo, mas a coisa arrefece. Ela anda com mais calma. Nós temos reuniões frequentes, o que a gente não tem hoje é a possibilidade de botar uma proposta na mesa e votar. A gente não tem. Se tiver a proposta e ela for ruim, eu vou dizer que sou contra também. Dinheiro é uma das coisas mais importantes que tem nesse negócio e é o que a gente precisa. A gente precisa de dinheiro hoje. A gente precisava de dinheiro mês passado, a gente precisava de dinheiro ano passado. O dinheiro é muito importante. Mas eu permaneço com a linha de raciocínio, que muito mais do que o dinheiro, é importante um projeto bem feito, um projeto que faça sentido . Dinheiro na mão de gente incompetente e nada é a mesma coisa, o dinheiro acaba. [O investidor] Tem que assumir a dívida do clube indiscutivelmente . Se ele quiser pagar num dia ou ele em 150 anos, ele monta a estratégia financeira dele, mas ele passa a ter essa responsabilidade. O que a gente precisaria hoje para ficar onde a gente está, com as dívidas quitadas, com a Ressacada no nome do Avaí e a gente começar a olhar para uma disputa de ascenso para Série A, é no mínimo dobrar o que a gente tem hoje, que é de R$ 40 milhões para R$ 80 milhões . Cota da Série B do Brasileiro O Avaí adiantou boa parte do recurso da televisão. Tá entrando, mas não tá chegando. Naming rights É um produto muito difícil de vender porque ele tem um custo muito alto, mas nós temos oferecido e feito reuniões com empresas bem relevantes na região. Ela não é simples, não sai do dia para a noite, mas é um produto que o Avaí está buscando contratar. 3 de 3 Lucas Pedrozo é CEO do Avaí — Foto: Reprodução/Redes sociais Lucas Pedrozo é CEO do Avaí — Foto: Reprodução/Redes sociais Categoria de base como futuro do Avaí O futuro do Avaí tá na formação de atletas, não tá na venda de camiseta, no bar ou no ingresso, ele tá nos investimentos que a gente faz em categoria de base. Falei que a gente iria priorizar a base, trazer eles para dentro do profissional, eles iam entregar financeiramente e desportivamente. Felizmente foi isso que aconteceu. Nem sempre acontece, mas, nesse caso, aconteceu. A gente já fez boas negociações, entrou dinheiro no Avaí já nesse início de ano, e a gente já viu a entrega desportiva . Baldini Sondagens acontecem toda semana, desde o ano passado, desde antes de eu assumir, essas sondagens são permanentes e não são só com o Baldini. É difícil medir o quanto uma sondagem dessa é concreta ou não. Existe interesse de vários clubes, não só os gaúchos, tem mineiro, tem bastante gente que vê potencial. O Avaí tem uma escola de zagueiros: Gabriel Magalhães, [Arthur] Chaves, Lipe; e o Baldini, que quando ele desponta dessa forma, ele gera um potencial negócio. Ele tinha um contrato antes de base, com uma multa menor, apesar de já ser expressiva, mas agora ela é maior, a valorização do atleta também, porque agora ele tem feito uma minutagem no profissional muito alta, então isso é natural. Reconhecer o atleta e proteger o clube. O Avaí investiu durante anos nesse atleta e, na hora de fazer a negociação, tem que estar bem calçado . Nada disso é certeza e garantia de nada, mas a gente tem feito aquilo que pode. + Avaí renova contrato com Baldini até 2028 Participar na Copa Santa Catarina A Copa Sul-Sudeste também dá vaga na Copa do Brasil. Claro que não é simples conquistar essa vaga. A Copa do Brasil é financeiramente muito importante e ela tem dado uma sustentação até aqui para muitos times, e o Avaí tá incluso nessa conta. Então isso vai ser muito considerado na hora de avaliar se vai haver uma participação na Copa SC ou não. A gente não vai participar por participar, se participar é para entregar resultado e atingir o objetivo . Agenda do Leão Portuguesa x Avaí | 10/03 | 19h | Canindé | Copa do Brasil Avaí x Figueirense | 15/03 | 18h | Ressacada | Recopa Avaí x Juventude | 22/03 | 16h | Ressacada | Série B Mais notícias do esporte catarinense no ge.globo/sc