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Ponte Preta quebra jejum em fim de semana marcado por SAF reprovada O goleiro Douglas Marques e o zagueiro Diogo Silva entraram com ações na Justiça do Trabalho contra a Ponte Preta . A dupla passou recentemente pelo clube, mas saiu sem sequer estrear por causa dos transfer bans. Os processos foram protocolados na última sexta-feira, 25 de setembro. Além de cobrar o reconhecimento de vínculo empregatício e o pagamento de verbas trabalhistas, a dupla pede que o presidente Luiz Antônio Alves Torrano e o vice-presidente Marco Antônio Eberlin respondam por eventuais dívidas reconhecidas pela Justiça, alegando gestão irregular e temerária. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge Ponte Preta completa 126 anos em meio à maior crise de sua história Diogo Silva cobra R$257.689,42, enquanto Douglas Marques reivindica R$127.377,77 - aproximadamente R$ 385 mil somados. Os dois atletas são representados pelos advogados Filipe Rino e Thiago Rino. A reportagem do ge entrou em contato com a assessoria de imprensa da Ponte sobre o assunto, e a posição até o momento, assinada pelo diretor jurídico José Henrique Specie, é a seguinte: — A Associação Atlética Ponte Preta informa que, até o presente momento, não foi citada nem intimada formalmente a respeito da referida ação judicial. O clube segue acompanhando as informações disponíveis e, assim que for oficialmente notificado, o caso será analisado pela Diretoria Jurídica, que adotará todas as medidas cabíveis para a defesa da entidade. A Ponte Preta reforça que esclarecimentos sobre o mérito da questão só poderão ser prestados após a regular ciência dos autos do processo na esfera judicial. 1 de 2
Zagueiro Diogo Silva deixa a Ponte sem estrear — Foto: Oscar Herculano/ EPTV Zagueiro Diogo Silva deixa a Ponte sem estrear — Foto: Oscar Herculano/ EPTV Segundo as ações, Diogo Silva e Douglas Marques chegaram ao clube em julho, foram integrados ao elenco e permaneceram à disposição até 26 de agosto, quando saíram depois de serem avisados que não poderiam ser registrados devido às punições sofridas pelo clube - que posteriormente foram derrubadas em parceria com a SAF do Boavista. Os atletas alegam que, apesar de nunca terem atuado oficialmente pela Ponte, houve relação de trabalho com o clube. A principal tese das ações é que o vínculo trabalhista não depende do registro esportivo junto à CBF, desde que estejam presentes elementos como subordinação, prestação de serviços e remuneração. Os advogados citam dispositivos da Lei Geral do Esporte para sustentar o pedido. Os valores cobrados incluem salários do período trabalhado, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), férias e 13º proporcionais, multa rescisória prevista na CLT e o pagamento da chamada cláusula compensatória, prevista para situações em que o contrato é encerrado por iniciativa ou responsabilidade do clube, levando em conta os pagamentos a receber até o fim do acordo inicialmente firmado - que iria até 30 de novembro. Responsabilização dos dirigentes As ações também sustentam que Marco Antônio Eberlin, presidente do clube entre 2022 e 2025 e atualmente vice-presidente e diretor de futebol, e Luiz Antônio Alves Torrano, presidente desde dezembro de 2025, podem ser responsabilizados com base em dispositivos da Lei Geral do Esporte - que tratam de atos de gestão irregular ou temerária. Para embasar o pedido, os documentos citam demonstrações financeiras recentes da Ponte. Entre os argumentos apresentados estão um déficit superior a R$ 33 milhões no exercício de 2025, atraso no recolhimento de encargos, paralisações realizadas por jogadores do elenco profissional em razão de atrasos salariais por causa da crise financeira e a sequência de ações trabalhistas movidas contra o clube, com 210 desde 2022, segundo uma certidão do TRT da 15ª Região - 55 somente em 2026, até 24 de setembro. 2 de 2
Marco Antonio Eberlin (à esquerda) e Luiz Alves Torrano (à direita) — Foto: Marcos Ribolli Marco Antonio Eberlin (à esquerda) e Luiz Alves Torrano (à direita) — Foto: Marcos Ribolli Os processos também mencionam um Termo de Compromisso de Controle Orçamentário assinado por Eberlin em 9 de setembro de 2025, quando ainda era presidente do clube, comprometendo-se a controlar o orçamento para cumprimento das obrigações junto ao Regime Centralizado de Execuções (RCE). — Três meses depois, o elenco anunciou greve: salários atrasados em até sete meses, férias e 13º salário de 2025 não pagos. O exercício fechou com déficit de 42% e nenhum tributo recolhido. O compromisso, exigido por lei para a centralização das execuções, simplesmente não foi cumprido — cita as ações. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Os pedidos serão analisados pela Justiça, com o devido espaço para apresentação da defesa durante o processo legal. Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas 50 vídeos