Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Reportagem 7 gigantes do futebol mundial que poderiam jogar por outras seleções Rafael Reis Colunista do UOL 17/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Mbappé classificou a França para a Copa, mas poderia jogar por mais duas seleções Imagem: FRANCK FIFE / AFP Três jogadores nascidos no Brasil disputaram a última Copa do Mundo por Portugal. Pepe, Matheus Nunes e Otávio não eram menos portugueses que nenhum dos seus companheiros de equipe, mas também eram tão brasileiros quanto seus companheiros de profissão que vestiram a camisa canarinho no Qatar. Em um mundo com pesado intercâmbio e grandes fluxos de imigração, duplas, triplas, quádruplas e até quíntuplas cidadanias são cada vez mais normais. Quase todo mundo descende de um estrangeiro ou tem pelo menos um familiar que mora no exterior. E essa regra vale também para os grandes astros do futebol mundial. Eles precisaram escolher um país para defender, mas tinham opções diferentes que poderiam explorar. O "Blog do Rafael Reis" mostra abaixo quais são as outras seleções pelas quais alguns dos melhores jogadores do mundo poderiam jogar. Juca Kfouri Domingo de eliminatórias, Série B e muita emoção Milly Lacombe A justiça desportiva acha que somos estúpidos? Bianca Santana Jogo duplo do petróleo limita entregas da COP30 Marcus André Melo Para entender o shutdown do governo nos EUA KYLIAN MBAPPÉ Atacante, 26 anos 2 participações em Copas (campeão em 2018) O artilheiro que chegou às finais de todas as Copas que disputou é nascido em Paris e criado nos arredores da capital francesa. Mas os "Bleus" não era sua única opção de carreira como jogador de futebol. Quando era adolescente, Mbappé chegou a ser oferecido às seleções menores de Camarões por seu pai, que tem origem camaronesa (há até uma história jamais confirmada de que os dirigentes africanos teriam pedido uma propina para convocar o garoto). A estrela do Real Madrid também era apta a jogar pela Argélia, já que sua mãe é a ex-jogadora de handebol Fayza Lamari. LIONEL MESSI Argentino, 38 anos 5 participações em Copas (campeão em 2022) Imagem: JUAN MABROMATA / AFP A história é bem conhecida. A Argentina só "descobriu" a existência de Messi nas categorias de base do Barcelona quando dirigentes espanhóis já tentavam convencê-lo a jogar pela seleção europeia. Até para não correr o risco de perder aquele que seria o astro do seu tricampeonato mundial, os argentinos trataram de convocá-lo imediatamente para sua equipe sub-20. Mas, além da Espanha, país onde se desenvolveu como jogador, o camisa 10 também poderia ter requerido a cidadania italiana para defender a Azzurra, já que sua família materna, os Cuccittini, são imigrantes da "Bota". ERLING HAALAND Norueguês, 25 anos Nenhuma participação em Copa Continua após a publicidade Relacionadas Inglaterra enfrenta dilema do Brasil de 1970, mas foge da 'solução Zagallo' Expulso nas eliminatórias, CR7 pode perder maior parte da 1ª fase da Copa IAs apontam França como favorita para ganhar a Copa e adiam hexa para 2030 Imagem: Fredrik Varfjell / NTB / AFP Artilheiro das eliminatórias europeias e principal responsável por colocar novamente a Noruega em uma Copa depois de 28 anos, o centroavante não é natural da Escandinávia. Haaland nasceu em Leeds, cidade inglesa em que vivia enquanto seu pai disputava a Premier League. Por ter residência fixa no Reino Unido, o hoje centroavante do Manchester City poderia ter solicitado passaporte britânico. Mas não foi o que Haaland e sua família fizeram. Anos mais tarde, já como uma estrela do futebol mundial, o goleador admitiu que talvez tivesse optado por jogar pela Inglaterra caso sua família não tivesse se mudado de volta para a Noruega quando ele tinha quatro anos. LAMINE YAMAL Espanhol, 18 anos Nenhuma participação em Copa Imagem: FRANCK FIFE / AFP O jovem protagonista da equipe número um do ranking da Fifa foi convocado pela primeira vez para a seleção principal dois meses após completar 16 anos. Além da precocidade do atacante do Barcelona, a pressa tinha uma outra explicação: não correr risco de perder um diamante bruto para Marrocos, terra do pai do jogador e que vem disputando vários jovens talentos com a Espanha nos últimos anos. Yamal também tem ascendência de Guiné Equatorial (por parte de mãe) e costuma estampar as bandeiras dos seus "três países" nas chuteiras que usa. JAMAL MUSIALA Alemão, 22 anos Uma participação em Copa Continua após a publicidade Imagem: Alexander Hassenstein/Getty Images O meia-atacante é um grande exemplo do quão complexa se tornou a questão das cidadanias em um mundo globalizado. Musiala nasceu na Alemanha, mas se mudou para a Inglaterra quando tinha sete anos e foi formado como jogador por lá (ficou oito temporadas na base do Chelsea). Até os 17 anos, defendia as seleções menores da Inglaterra, onde desenvolveu uma forte amizade com Jude Bellingham. Mas, depois que foi negociado com o Bayern de Munique, mudou de ideia e passou a se assumir como alemão. Pensa que acabou? Que nada. Devido a raízes familiares, poderia jogar também por Nigéria (pai) e Polônia (mãe). HARRY KANE Inglês, 32 anos Duas participações em Copas Imagem: Mike Hewitt/Getty Images O maior artilheiro da seleção da Inglaterra poderia hoje estar vestindo a camisa de uma das maiores rivais do English Team... e certamente fazendo história por lá também. Toda a família paterna de Kane é da Irlanda, o único país das ilhas britânicas que não faz parte do Reino Unido e é completamente independente dos ingleses. O centroavante até teve a oportunidade primeiro de jogar pela seleção irlandesa adulta. Mas, em 2014, recusou-se a mudar de cidadania para defender a terra do seu pai. No ano seguinte, foi recompensado pelo voto de confiança com o inédito chamado da Inglaterra. ACHRAF HAKIMI Marroquino, 27 anos Uma participação em Copa Continua após a publicidade Imagem: Matthew Childs/Reuters O melhor lateral direito do mundo nasceu em Madri, formou-se como jogador no Real Madrid e passou a adolescência inteira recusando convites para defender a Espanha. Hakimi nunca arredou pé da decisão de jogar por Marrocos, país de origem dos seus pais, e sempre disse que jamais deixou completamente de se sentir um imigrante no território espanhol por viver uma "cultura diferente, árabe". Quis o destino que um pênalti cobrado justamente Hakimi fosse o responsável por eliminar a Espanha nas oitavas de final da última Copa. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rafael Reis por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Por que a McLaren está questionando a troca de motor de Verstappen Série B pega fogo antes da rodada final; veja cenários completos de G4 e Z4 Carlos Bolsonaro divide direita em SC e ameaça racha na base de governador Bets ilegais liberadas em pequena cidade no RN faturaram R$ 415 mi, diz MP Osso de frango afiado leva ex-nº 2 do PCC para castigo em presídio federal