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Análise dos Times

Botafogo

Principal

Motivo: A matéria é uma retrospectiva focada no Botafogo, analisando seus altos e baixos de forma aprofundada, mas sem apresentar juízos de valor explícitos.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado pela saída de Artur Jorge, mas sem análise de viés direto.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: A menção à venda de jogadores é factual, sem juízo de valor sobre o clube.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Psg

Motivo: A vitória do Botafogo sobre o PSG é apresentada como um feito, mas sem desmerecer o adversário.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Botafogo Libertadores Copa do Mundo de Clubes Brasileirão Copa do Brasil PSG Davide Ancelotti Luiz Henrique John Textor Nottingham Forest Eagle Thiago Almada Artur Jorge Renato Paiva Al-Rayyan

Conteúdo Original

Voz do Setorista: entenda a contratação e o perfil de Martín Anselmi, técnico do Botafogo Campeão da Libertadores e do Brasileirão em 2024, o Botafogo demorou para acordar do sonho da temporada mais importante da história para um novo ano. Sem seu principal comandante, já que Artur Jorge decidiu deixar o clube para ir ao Al-Rayyan, o clube fez escolhas com pouca convicção ao longo do ano, tardou para contratar e deixou escorrer entre os dedos sete chances de títulos em 2025. O ano alvinegro teve de tudo um pouco, começando por reformulação do elenco campeão, quatro treinadores (dois interinos), briga fora das quatro linhas, saída de quase meio time em meio à temporada e - mais uma - troca de treinador no fim. O ge listou alguns momentos do clube ao longo da instável temporada de 2025. 1 de 7 Jogadores do Botafogo na Recopa contra o Racing — Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP Jogadores do Botafogo na Recopa contra o Racing — Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP Artur Jorge fora, e treinador do sub-20 no comando O Botafogo abriu 2025 se despedindo do seu principal comandante, o técnico Artur Jorge, que deixou o time rumo ao Al-Rayyan, do Catar. O treinador português aceitou a oferta dos cataris e teve sua saída oficializada no dia 3 de janeiro. Com isso, a estreia na temporada foi a cargo de Carlos Leiria, na época treinador da equipe sub-20. A ideia inicial era que ele estivesse à frente do time somente nas primeiras rodadas do Carioca, mas permaneceu por nove jogos, dois deles decisivos - a final da Supercopa do Brasil contra o Flamengo e o jogo de ida da Recopa Sul-Americana diante do Racing. A equipe deixou escapar as duas taças. 2 de 7 Carlos Leiria em Botafogo x Fluminense pelo Campeonato Carioca — Foto: André Durão Carlos Leiria em Botafogo x Fluminense pelo Campeonato Carioca — Foto: André Durão Saídas de Luiz Henrique e Almada, e reformulação no elenco O início de 2025 também foi marcado por perda de estrelas das conquistas da Libertadores e do Brasileirão em 2024. Entre eles, o atacante Luiz Henrique, vendido para o Zenit, da Rússia, e Thiago Almada, que foi para o Lyon, da França, que integra a rede multi-clubes de John Textor. Para além das estrelas do time campeão, o elenco passou por uma reformulação. Até janeiro, 11 jogadores haviam deixado o clube, exigindo novas reposições. O volante Tchê Tchê, o meia Eduardo, os atacantes Tiquinho Soares e Júnior Santos estiveram entre as saídas. Planejamento tardio, e temporada com "início" em abril Os problemas iniciais no comando técnico e saídas de atletas tardaram o planejamento alvinegro. É verdade que as férias do clube foram concedidas somente a partir da metade de dezembro, após a disputa da Copa Intercontinental. A reapresentação no CT, para o início de 2025, foi no dia 14 de janeiro e não contou com nenhum reforço naquele momento. Além das derrotas na Supercopa do Brasil e na Recopa Sul-Americana, o Botafogo fez feio no Campeonato Carioca e terminou na nona colocação. Em paralelo aos insucessos nos primeiros jogos da temporada, John Textor afirmou em entrevista que, para o Botafogo, estaria "tudo certo em abril", com a disputa do Brasileirão e da Libertadores. 3 de 7 Textor no jogo do Botafogo com o Corinthians no Nilton Santos pelo Brasileirão 2025 — Foto: André Durão Textor no jogo do Botafogo com o Corinthians no Nilton Santos pelo Brasileirão 2025 — Foto: André Durão Renato Paiva, o escolhido Depois de ouvir negativas de técnicos como André Jardine, Tite e Roberto Mancini, Textor surpreendeu com a escolha repentina. Em uma tarde de fevereiro, 55 dias após a busca por um novo treinador, se reuniu com Renato Paiva no hotel da delegação para uma conversa. Foram poucas horas até a decisão de contratar o português, que estava livre no mercado e morando no Rio de Janeiro. PSG como ponto alto de 2025 na Copa de Clubes No ano de altos, baixos, indefinições e instabilidade, o Botafogo foi para a Copa do Mundo de Clubes. O elenco recebeu reforços como Joaquín Correa, Álvaro Montoro e Arthur Cabral em meio à competição nos Estados Unidos para suprir carências. E o que era praticamente impossível aconteceu. O time carioca conseguiu avançar da primeira fase em grupo considerada "da morte", com PSG, Atlético de Madrid e o Seattle Sounders, time da casa. Como ponto alto, competiu e venceu o PSG com gol marcado por Igor Jesus (assista aos melhores momentos abaixo). PSG 0 x 1 Botafogo | Melhores Momentos | Copa do Mundo de Clubes 2025 Demissão repentina de Paiva, e Davide como aposta de Textor O Botafogo foi eliminado na Copa de Clubes para o Palmeiras. A atuação do time e escalação não agradaram John Textor decidiu demitir Paiva ainda nos Estados Unidos, após a queda nas oitavas de final. O principal motivo: a escalação de três volantes, contrariando o desejo do americano. Mas, poucos dias depois, o dirigente resolveu a situação, sem tardar na escolha. Optou por contratar o italiano Davide Ancelotti, filho de Carlo Ancelotti, para comandar o time no restante da temporada. Esse, porém, era o primeiro trabalho de Davide como técnico principal de um time - antes ele era auxiliar e braço direito do pai. 4 de 7 John Textor e Davide Ancelotti no Botafogo — Foto: Vitor Silva / Botafogo John Textor e Davide Ancelotti no Botafogo — Foto: Vitor Silva / Botafogo Pacotão para o Nottingham Forest, e saída de Gregore O meio de temporada reservou perdas significativas no elenco. O goleiro John, o zagueiro Jair, o atacante Igor Jesus e o lateral Cuiabano foram vendidos ao Nottingham Forest - o último, porém, retornou por empréstimo quatro dias depois. O pacotão para o clube inglês foi fruto de uma parceria - e amizade - entre Textor e Evangelos Marinakis, dono do clube. Informações na época davam conta de que Igor e Cuiabano não queriam deixar o clube, mas foram negociados ainda assim. Para a pior a situação, o volante Gregore atendeu ao pedido de Artur Jorge no Al-Rayyan e foi vendido ao clube do Catar. Ou seja, o segundo semestre do time teve quatro baixas entre os 11 titulares. 5 de 7 John, ex-goleiro do Botafogo, e John Textor no estádio do Nottingham Forest — Foto: Reprodução John, ex-goleiro do Botafogo, e John Textor no estádio do Nottingham Forest — Foto: Reprodução Briga judicial entre SAF x investidores da Eagle Para dar tom ainda mais dramático no segundo semestre, os bastidores extracampo do Botafogo foram agitados. Um briga judicial virou assunto relevante e estremeceu relações entre investidores da Eagle, a Ares, e a SAF. A empresa entrou com uma ação na Justiça do Rio alegando "medidas ilícitas" tomadas pelo americano e apontando irregularidades financeiras na gestão. A briga judicial fez o caminhar com as próprias pernas a partir de então, distanciando os demais clubes da rede, principalmente o Lyon, com quem o Botafogo compartilhava de "caixa único". Ainda não há uma definição sobre o futuro desse imbróglio. Queda das copas - Libertadores e Copa do Brasil O time carioca foi eliminado de forma precoce na Libertadores, caindo para a LDU nas oitavas de final. Apesar de classificar com dificuldade na fase de grupos, esbarrou nos equatorianos em derrota na altitude. As esperanças, então, se voltaram para a Copa do Brasil, mas o time de Davide caiu para o Vasco nas quartas de final, dando praticamente adeus à possibilidade de títulos em 2025. Embora o Botafogo tenha mostrado força e resiliência em meio a lesões em algumas partidas, o fim precoce nessas competições gerou uma pressão para conquistar pelo menos uma vaga na Libertadores através do Brasileirão. Botafogo social x SAF No mesmo processo movido pela Eagle contra a SAF, o associativo, que ainda detém 10% do futebol alvinegro, entrou com um agravo e fez alguns pedidos. Entre eles, o ressarcimento de R$ 155 milhões por parte da Eagle, a nomeação de um interventor judicial para a administração da SAF e a proibição de venda de ativos, incluindo jogadores, enquanto durar o processo. O pedido reverberou e dividiu opiniões internamente. Dias depois, o impasse entre SAF e associativo foi minimizado no processo. A Justiça decidiu, apenas, que todas as movimentações de ativos - mais especificamente vendas de jogadores - realizadas precisariam ser avisadas aos membros do associativo antes de realizá-las. 6 de 7 John Textor entre João Paulo Magalhães e Durcesio Mello — Foto: Vítor Silva/Botafogo John Textor entre João Paulo Magalhães e Durcesio Mello — Foto: Vítor Silva/Botafogo Reta final tem lesões, invencibilidade e vaga na Libertadores Nos últimos meses da temporada, o Botafogo precisou lidar com diferentes lesões de jogadores. Em setembro, contra o Grêmio, Davide Ancelotti chegou a ter 13 jogadores fora por problemas físicos. O alto número gerou incômodo internamente e levantou debate sobre métodos da comissão do novo treinador. Titulares, como o goleiro Neto, o zagueiro Kaio Pantaleão, os meias Álvaro Montoro e Savarino, o volante Danilo, entre outros, foram alguns dos nomes que passaram pelo departamento médico. Ainda assim, o time conseguiu sequência de dez jogos de invencibilidade na reta final do ano e a vaga para a pré-Libertadores. O técnico italiano, porém, não conseguiu ter todos os jogadores à disposição simultaneamente. Saída de Davide Apesar de John Textor ter assegurado a permanência de Davide Ancelotti para 2026, um desentendimento entre diretoria e treinador deram um ponto final à curta passagem. O Botafogo decidiu demitir o preparador físico Luca Guerra, o que contrariou o desejo do técnico. Ele, então, optou por deixar o clube. A gota d'água foi a imposição da demissão do integrante de sua comissão técnica, mas outros pontos, como falta de segurança no trabalho a médio prazo e necessidade de reforço no elenco, motivaram a decisão do treinador. 7 de 7 Davide Ancelotti técnico do Botafogo durante partida contra o Fortaleza no estádio Engenhão pelo campeonato Brasileiro A 2025 — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF Davide Ancelotti técnico do Botafogo durante partida contra o Fortaleza no estádio Engenhão pelo campeonato Brasileiro A 2025 — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF Martín Anselmi, o novo técnico para 2026 Contrariando a demora para a escolha de um treinador em 2025, o Botafogo agiu rápido e contratou o argentino Martín Anselmi, de 40 anos, para comandar o time no próximo ano. A decisão foi, mais uma vez, centralizada em Textor, que entrevistou o treinador, se agradou da filosofia sobre futebol adotada por Anselmi e decidiu pela sua contratação. O último clube do argentino foi o Porto-POR, que esteve no grupo do Palmeiras na Copa do Mundo de Clubes. Botafogo anuncia a contratação do treinador Martín Anselmi, ex-Porto + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Botafogo no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Botafogo 🎧 Ouça o podcast ge Botafogo 🎧 Assista: tudo sobre o Botafogo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos