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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Messi alcançou a glória máxima para um argentino: sentar-se ao lado de D10S Mauro Cezar Pereira Colunista do UOL 06/10/2026 05h30 Deixe seu comentário Lionel Messi e Diego Maradona no altar do futebol argentino: craque se despede da seleção Imagem: Getty Images Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Foram mais de 20 anos. Seis Copas do Mundo (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026), derrotas dolorosas, críticas pesadíssimas, uma aposentadoria precoce, a volta e, finalmente, uma sequência de títulos que mudou completamente sua relação com a camisa argentina. A história de Lionel Messi com a seleção albiceleste talvez seja ainda mais extraordinária justamente porque demorou tanto para virar uma caminhada de conquistas. E ele encerra a trajetória como recordista de jogos e gols pela seleção: 207 partidas e 125 tentos. A relação começou de maneira curiosa. Em sua estreia pela seleção principal, contra a Hungria, em 2005, Messi entrou no segundo tempo e foi expulso menos de um minuto depois. No ano seguinte, aos 18 anos, disputou sua primeira Copa do Mundo, na Alemanha. Sakamoto Flávio, Lula e o que as pesquisas não captaram Daniela Lima Lula precisa de feito inédito, de um milagre político Josias de Souza Brasil produziu a vingança de Bolsonaro João Paulo Charleaux Brasil não está sozinho na onda da extrema direita A Argentina caiu diante dos anfitriões nas quartas de final. Em 2010, já como grande estrela da companhia e comandado pelo então técnico Diego Maradona, viveu outra frustração: nova eliminação nas quartas para a Alemanha, dessa vez por 4 a 0, na África do Sul. Por que o Messi extraordinário do Barcelona não conseguia fazer o mesmo pela Argentina? Essa pergunta se repetia, assim como as inevitáveis comparações com "El Diez". E ele já havia perdido a final da Copa América de 2007 para o Brasil comandado por Dunga. O golpe mais duro viria em 2014. Capitão, conduziu a Argentina à final no Maracanã e teve chance para vencer. Contudo a Alemanha fez por 1 a 0 na prorrogação e levou o título. Messi recebeu a Bola de Ouro de melhor jogador daquela Copa, mas a imagem marcante foi ele passando ao lado do troféu que não conseguiu erguer. E piorou, com duas novas finais de Copa América perdidas para o Chile — ambas nos pênaltis. Em 2015 e na edição Centenário, em 2016. Pior: na segunda, Messi desperdiçou sua cobrança de pênalti, somando três derrotas consecutivas em finais em apenas três anos. O craque anunciou que não jogaria mais por seu país. La reacción del Diego cuando Messi debutaba en su primer mundial https://t.co/BOV0ROqktO -- DIEGO (@DiegoArchives) July 18, 2026 Mas Lionel Messi tinha apenas 29 anos, e a aposentadoria durou só 66 dias. Ele voltou, ajudou a Argentina a conseguir dramaticamente a classificação para o Mundial de 2018 e foi à Rússia. Desorganizada, a equipe caiu nas oitavas de final para a França por 4 a 3. Continua após a publicidade Depois de um terceiro lugar em 2019, a virada começou com o técnico Lionel Scaloni, inicialmente interino, e culminou na conquista da Copa América de 2021: Argentina 1 a 0 Brasil, no Maracanã. Depois de 28 anos, a seleção principal voltava a conquistar um título, o primeiro de Lionel Messi com o fardamento azul e branco. E tudo mudou. Em 2022, a Argentina derrotou a Itália por 3 a 0 e conquistou a Finalíssima , duelo entre os campeões da Europa e da América do Sul. Meses depois, veio o título que faltava. No Catar, fez uma Copa extraordinária e comandou a seleção até o título na final épica contra a França de Mbappé. E Messi ainda chegaria a uma terceira final de Copa do Mundo, em 2026. Aos 39 anos, levou a Argentina à decisão contra a Espanha, terminando vice-campeão. Foram seis edições e 34 jogos em Mundiais, recorde absoluto da competição, com três finais disputadas. ¡El mural de Diego Armando Maradona y Lionel Messi en #Midland! ❤️ (: @PrensaMidland) https://t.co/uztRinTT9m -- LA VOZ DEL FÚTBOL (@lavozdelfutbol2) January 12, 2021 E o aspecto mais interessante dessa trajetória é a transformação de sua relação com os argentinos. Messi passou anos ouvindo que não sentia a seleção como Maradona, que não tinha personalidade para liderá-la e que jogava muito mais pelo Barcelona. Tudo isso mudou. Hoje, de norte a sul da Argentina, é fácil se deparar, numa rua qualquer, com um muro trazendo as imagens de Maradona e Messi, lado a lado, com o troféu de campeões mundiais. Lionel conquistou a glória máxima para um jogador de seu país: sentar-se ao lado de D10S. Continua após a publicidade Siga Mauro Cezar no X Siga Mauro Cezar no Instagram Siga Mauro Cezar no Facebook Inscreva-se no Canal Mauro Cezar no YouTube Siga Mauro Cezar no Threads Siga Mauro Cezar no BlueSky Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Mauro Cezar Pereira por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Cid Gomes faz 3x0 contra Ciro e deve aposentar irmão magoado Paes chama Garotinho de 'laranja' após ele desistir de recurso no TSE Por que o mercado gosta de Flávio Bolsonaro? 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