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UOL Dona Zilda Walter Casagrande Jr. TV Bandeirantes Mary Tyler Moore Show Clube Esportivo da Penha Clube Atlético Ypiranga

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Feliz Dia das Mães, e o maior beijo e abraço do mundo para a Dona Zilda Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 10/05/2026 08h32 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Walter Casagrande e sua mãe, Dona Zilda Imagem: Reprodução Domingo, Dia das Mães. Aprendi desde bem pequeno que essa data é muito importante e que envolve muito sentimento e emoção. Eu amava o Dia das Mães porque a Dona Zilda (minha mãe) foi a pessoa mais importante entre todas que conheci na vida. Enquanto meu pai trabalhava, eu ficava o dia todo com ela, quando ainda não ia para a escola. Enquanto ela cuidava da casa e preparava o almoço, eu ficava sentado no chão assistindo aos desenhos do final dos anos 60 e início dos 70. Ela estava sempre com o rádio ligado e tenho na memória várias das músicas que tocavam todos os dias. Depois do almoço, ela deitava comigo para me fazer dormir e adormecia também — afinal de contas, era ela quem cuidava de tudo. Depois dessa sonequinha, ela assistia a um programa feminista na TV Bandeirantes que se chamava Xênia e Você. Ela me explicava, mais ou menos, o que as mulheres reivindicavam naqueles tempos em que tinham muitas dificuldades de se colocarem na sociedade. Mas o movimento já começava a se fortalecer e, na TV, passavam muitas séries com a mulher como protagonista. Lembro-me de uma que assistia todos os dias e adorava, mesmo já sabendo da importância dela: eu e minha mãe assistíamos a Mary Tyler Moore Show e fiquei superfã da Mary. A história era de uma mulher separada que havia mudado de cidade e começado a trabalhar em um jornal como editora. Wálter Maierovitch Moraes deu breque para evitar falsas expectativas Josias de Souza Engana-se quem acredita em Flávio sobre reeleição Mauro Cezar Boca amplia a coleção de fiascos em casa Casagrande Roger e Diniz dependem de Majestoso para evitar crise Outra coisa que fazíamos muito juntos era ir ao cinema. Se meu pai me levava para assistir a filmes de faroeste ou do Charles Bronson, a minha mãe me levava para ver desenhos da Disney e comédias. Lembro-me de ter visto com ela Bambi, Aristogatas, A Dama e o Vagabundo, Branca de Neve e tantos outros dos Estúdios Disney. Das comédias, lembro que íamos sempre assistir ao Jerry Lewis, sozinho ou com o Dean Martin. A Dona Zilda era forte e segurou muitas barras pesadas, porque meu pai era alcoólatra e, muitas vezes, as coisas não eram fáceis. Mas o maior sofrimento dela foi quando minha irmã, Zildinha, faleceu aos 23 anos; vi a dor insuportável que ela sentiu. Por tantas coisas que nossas mães fazem por nós, pelas situações que passam e pelas barras que seguram, esse dia é muito importante, pois representa o reconhecimento dos filhos por elas. Elas adoram o almoço desse dia com todos os filhos juntos. Quando somos adolescentes, muitas vezes achamos um saco aquele almoço tradicional e familiar, mas, quando não as temos mais por perto, dá um aperto no coração. Minha mãe faleceu em 2015 e sinto muita falta das suas ligações. -- Waltinho? -- ela dizia. Eu atendia: -- Oi, mãe, beleza? Aí vinha a pergunta que ela me fazia umas três vezes por dia: -- Está tudo bem com você, Waltinho? Eu respondia: -- Tá sim, mãe, tudo beleza. Ela insistia: -- Está tudo bem mesmo? Minha mãe era muito carinhosa comigo e sempre me viu como aquele garotinho que ficava com ela em casa ouvindo música. Nossa valorização por elas sempre será menor do que tudo o que fizeram por nós. Claro que digo isso porque venho de uma geração que acordava e pedia a bênção para os pais, ao sair e antes de dormir também. Continua após a publicidade Minha mãe me levou pela primeira vez à escola, para treinar futebol de salão e me acompanhou algumas vezes nos jogos em outros clubes. Um desses momentos é inesquecível para mim: eu jogava o Campeonato Paulista de Futebol de Salão na categoria mirim pelo Clube Esportivo da Penha; o jogo foi no Clube Atlético Ypiranga e foi lá que marquei meu primeiro gol com a presença dela. Corri até onde ela estava e dei um forte abraço nela. Ela merecia vários abraços e beijos porque fez tudo por mim. Na realidade, fomos a companhia um do outro por muito tempo, até eu ir para a Europa. Enfim, são tantas histórias, momentos e uma imensa felicidade que passamos juntos, que eu ficaria escrevendo por dias sem conseguir contar tudo e expressar todo o amor e carinho que sinto por ela. Feliz Dia das Mães para todos e o maior beijo e abraço do mundo para a Dona Zilda. Te amo, minha mãe! Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora TV para a Copa: 5 perguntas e respostas para acertar na compra de uma nova Chicotada e abuso sexual: Operação resgata 37 da escravidão em igreja no MA Arsenal bate West Ham, amplia vantagem sobre City e vê título mais próximo Madeleine McCann: principal suspeito do sequestro vive isolado em floresta Ciclista de 48 anos morre durante prova de ultradistância entre SP e MG