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Ex-zagueiro do Tottenham, Ramon Vega afirmou, nesta quarta-feira (7), que pretende concorrer à presidência da Fifa na eleição do próximo ano, desafiando o compatriota suíço Gianni Infantino.
Vega se torna, assim, o primeiro candidato a declarar publicamente a intenção de disputar o cargo com o atual presidente da entidade.
Infantino, que busca a reeleição em março, enfrenta oposição crescente desde a tentativa fracassada, em julho, de atrair investidores privados para uma nova entidade comercial da Fifa, responsável por direitos ligados a competições como a Copa do Mundo.
Vega, de 55 anos, representou a seleção suíça entre 1993 e 2001 e teve uma carreira por clubes como Cagliari, Tottenham, Celtic e Watford.
Ele conquistou a Copa da Liga Inglesa pelo Tottenham em 1999, antes de ajudar o Celtic a completar um tríplice nacional na temporada 2000-01, erguendo o Campeonato Escocês, a Copa da Escócia e a Copa da Liga Escocesa.
"Meu propósito é direto: servir ao futebol e às pessoas que dão vida ao esporte", disse Vega em seu manifesto de campanha.
"Estou me candidatando para reunir a família global do futebol, entregar uma reforma genuína e duradoura, modernizar a Fifa para o século 21, restaurar estabilidade e credibilidade, e reconstruir a confiança que nosso esporte urgentemente precisa", completou.
No mês passado, a Federação Suíça de Futebol se tornou a mais recente entidade nacional a retirar seu apoio à candidatura de Infantino a um novo mandato na presidência da Fifa.
O movimento representou mais um revés para Infantino, de 56 anos, já que as federações de futebol da Inglaterra, País de Gales, França, Sérvia e diversos outros países europeus já haviam retirado seu apoio antes da eleição.
A Uefa, entidade que comanda o futebol europeu, já se comprometeu a apresentar um candidato rival antes do prazo final , em novembro.
No mês passado, Infantino enviou uma carta às 211 federações membro da Fifa propondo uma revisão independente dos processos de tomada de decisão da entidade.
Vega é o primeiro nome a confirmar publicamente a intenção de desafiar Infantino nesta eleição. Ele também já havia cogitado concorrer à presidência da Fifa em 2015, 2019 e 2022.
"O futebol não pertence a presidentes, confederações ou administradores", acrescentou Vega. "O futebol é maior do que qualquer cargo, qualquer indivíduo ou qualquer instituição."
"É o jogo do povo e pertence a todos: jogadores, técnicos, árbitros, torcedores, voluntários, clubes, ligas, federações e comunidades que dão vida ao futebol...", completou o ex-zagueiro em seu manifesto.
"A liderança atual desmoralizou o esporte... Uma governança fraca prejudicou a credibilidade da Fifa e corroeu a confiança em toda a família global do futebol. Precisamos impedir que esse conflito se agrave", concluiu Vega.
A Reuters entrou em contato com a Fifa em busca de posicionamento da entidade e de Infantino sobre o assunto.