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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Para quem meu filho palmeirense e flamenguista vai torcer na final Alicia Klein Colunista do UOL 29/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Vitor Roque, do Palmeiras, e Arrascaeta, do Flamengo Imagem: Montagem ANDERSON LIRA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO e Jorge Rodrigues/AGIF Na medida do que é possível dividir um lar, o meu se divide entre Palmeiras e Flamengo. Meu filho torce para os dois, como faz questão de explicar a quem pergunta. Nascido em 2019, ele já viu (ainda que não se lembre da maioria dos títulos) os times da mãe e do pai vencerem, coletivamente, quatro Libertadores, quatro Brasileiros, três Copas do Brasil e uns trocados. Ambos disputaram a primeira Copa do Mundo de Clubes da Fifa e um dos dois vai se tornar, daqui a pouco, o primeiro brasileiro tetracampeão da Libertadores. É bastante coisa em seis anos. Daniela Lima Moraes condena omissão da cúpula da PMDF no 8/1 Wálter Maierovitch Moraes cria desarmonia ao opinar sobre Messias Sakamoto Refit, Master: centrão pode ir à cadeia com delações Josias de Souza Perseguição a Messias desmoraliza o Senado Talvez desacostumados a testemunhar uma criança apegada firmemente ao time da mãe quando oposto ao do pai, talvez chocados com a possibilidade do poliamor futebolístico, muitos se mostram surpresos. Mas quando ele vai escolher? Não pode torcer para dois rivais, certamente. Classificação e jogos libertadores Aí entram para mim duas questões importantes. A primeira: Palmeiras e Flamengo não são rivais. Não na forma como eu entendo rivalidades viscerais, regionais, aquelas que nos faziam esperar os coleguinhas na porta da escola. Os rivais do Palmeiras são Corinthians, São Paulo e Santos. Os do Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Dosimetria a depender da geração. É claro que os alviverdes e rubro-negros mais jovens crescerão reconhecendo uns aos outros como oponentes importantes, adversários de respeito, concorrentes diretos por praticamente tudo. Aquele time maldito, uma pedra na chuteira, inferno de equipe que está sempre lá no topo. Rival, porém, é outra coisa. Se você discorda deste ponto, talvez concorde com o próximo: se você pudesse assistir à final do torneio mais importante do continente sabendo que sairia campeão de todo modo, sem um único momento de tensão, por que abriria mão disso? Se pudesse "dobrar" sua probabilidade de vencer os títulos mais importantes, ano após ano, jogaria fora essa chance? Se pudesse viver as alegrias e tristezas dos seus times ao lado tanto da sua mãe quanto do seu pai, optaria mesmo por dividir esses momentos só com um? Se você pudesse crescer naturalmente sendo torcedor dos clubes mais vencedores do Brasil, largaria um deles pelo caminho? Continua após a publicidade Espero, de coração e apesar dos instintos mais primitivos, que a resposta do meu filho seja: de jeito nenhum, fico com os dois. Por ora, a decisão dele está tomada: "Vou torcer pra quem ganhar, mamãe". Não te julgo, filho. Parabéns pelo título da Libertadores. Mais um. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Santos vence Sport em noite mágica de Neymar, sai do Z4 e ultrapassa Inter Maíra Cardi comenta fala da nora sobre não ajudá-la financeiramente 'Pegou fogo': eles transaram na festa da firma após pegação no fumódromo 'Melhor jogo na volta': Colunistas elogiam Neymar em vitória do Santos Pai de Isabel Veloso desabafa sobre filha na UTI: 'O que sinto é esperança'