Conteúdo Original
O jogo ficou mais fácil depois de algumas alterações, já com a luxuosa participação de Luiz Henrique. Mas a fraqueza do Chile não é pequena e o time já estava mais cansado, o que deixava a tarefa mais facilitada. A esperada vitória tranquila no Brasil, por 3 a 0 que poderiam ser mais, proporcionam tranquilidade ao técnico Carlo Ancelotti. Não só pelas boas perspectivas que os jovens lhe oferecem, mas por um tema que deverá esfriar: Neymar. A quantidade de bons jogadores com os quais a seleção brasileira pode contar do meio para a frente não é pequena. Pelo nível de futebol que o santista apresenta na temporada, ele não é indicado para fazer parte do grupo. Isso em uma avaliação essencialmente técnica. O treinador italiano deverá montar um time rápido e provavelmente reativo diante de adversários fortes, que gostam da posse de bola. E a euro mostrou no lance do terceiro gol a virtude da marcação alta, necessária contra outros oponentes que irão se fechar. Com tantos bons pontas, laterais que saibam formar a linha defensiva podem ser o bastante para ajudar na formação de um conjunto sólido. O material humano é bom, sim. É jovem, tanto que mesmo com quatro titulares acima dos 30 anos, o Brasil começou com a média de 26.8. O jogo contra os chilenos foi uma formalidade nessas longas e cansativas eliminatórias sul-americanas. Mas o Brasil tem a chance real de montar um time competitivo até o mundial. Para isso, Ancelotti deve seguir olhando para o futuro, apesar dos clamores de quem vive no passado.