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Vanderlei Luxemburgo defende convocação de Neymar para a Copa de 2026 Aos 73 anos, Vanderlei Luxemburgo não se considera aposentado e rejeita a alcunha de “ex-técnico”. No entanto, só aceita retornar ao futebol caso seja para assumir um projeto de comando no departamento de futebol de um clube, em um papel semelhante ao de “manager”, como costuma definir. + Luxemburgo defende convocação de Neymar para a Copa do Mundo: "Genialidade pode dar o título" + Luxemburgo revela convite do Santa Cruz e diz que pode ajudar clubes de Pernambuco 1 de 2
Vanderlei Luxemburgo, técnico do Corinthians, no jogo contra o Botafogo — Foto: Marcos Ribolli Vanderlei Luxemburgo, técnico do Corinthians, no jogo contra o Botafogo — Foto: Marcos Ribolli Em entrevista ao Carona do GE, Luxemburgo citou exemplos de treinadores que no passado acumulavam o comando do futebol nos clubes. — Eu só voltaria em uma condição de ser aquilo o que sempre fomos, o responsável pelo futebol. Assim como eu fui, o Felipão, Telê Santana, Alex Ferguson, que é o cara que estrutura o futebol e está acima do comando — disse. O técnico criticou o espaço que os executivos têm ganhado no futebol. Sem papas na língua, citou com tom crítico nomes como Rodrigo Caetano, coordenador das seleções masculinas da CBF, e Alexandre Mattos, atualmente no Santos. "Chegaram os diretores executivos e passaram muita gente. Saíram de gerentes e supervisores, criaram uma associação e passaram por cima do treinador, como se eles comandassem a comissão técnica", criticou. +Alex faz postagem sobre aposentadoria de Luxemburgo e destaca: "Salvou minha carreira" +Luxemburgo no Paraná Clube? Há 30 anos, técnico vivia auge e surpreendeu ao ir para time novato — O Rodrigo Caetano esteve no Flamengo, comandou a comissão técnica e trocou de treinador nove vezes. Só eu fui trocado duas vezes. Onde ele estava como diretor executivo? O Alexandre Mattos faz a mesma coisa. Eles entraram no mercado e ficou difícil. Depreciaram os treinadores brasileiros e começaram a trazer estrangeiros — completou. O último trabalho do treinador foi no Corinthians, em 2023. Na passagem, comandou o time em 38 partidas, somando 14 vitórias, 12 empates, 12 derrotas e um aproveitamento de 48% em quase cinco meses. 2 de 2
Luxemburgo comanda o Corinthians em jogo contra o Fortaleza na Arena — Foto: Marcos Ribolli Luxemburgo comanda o Corinthians em jogo contra o Fortaleza na Arena — Foto: Marcos Ribolli Para voltar ao futebol, Luxemburgo destacou que só aceitaria assumir um projeto em que comandasse o departamento de futebol, com um executivo subordinado a ele. O treinador lembrou ainda que trabalha há anos com uma comissão técnica fixa, algo que antes era alvo de questionamentos, mas que hoje é visto como uma prática elogiada e valorizada no mercado. — Quero ser treinador como fui no Real Madrid e na maioria dos clubes pelos quais passei, com a comissão técnica com quem trabalhei e que tomava as decisões. Sempre tive uma equipe que chamavam de “Patota do Luxa”. Hoje chamam de comissão técnica de excelência. Tudo isso eu trouxe para o futebol — explicou. — O jogador de futebol só respeita uma pessoa: quem o escala. O diretor executivo pode conversar com ele, mas a decisão de colocar para jogar ou não é sempre do treinador. Eu sempre fui um gestor, e não apenas um técnico. Minha saída do futebol ocorre porque não quero ficar subordinado a quem não conhece futebol e acha que conhece — finalizou. 🎙️ Ouça o podcast Embolada 🎧