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Análise dos Times

Pele

Principal

Motivo: O artigo é uma ode a Pelé, exaltando suas conquistas, genialidade e legado eterno no futebol de forma inquestionável e apaixonada.

Viés da Menção (Score: 1.0)

Motivo: O Santos é retratado como o clube onde Pelé construiu grande parte de sua lenda, conquistando inúmeros títulos e encantando o mundo com excursões.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: A Seleção Brasileira é apresentada como o palco principal para as glórias de Pelé em Copas do Mundo, destacando seu papel fundamental nas conquistas.

Viés da Menção (Score: 0.9)

Motivo: O Corinthians é mencionado como um dos rivais históricos do Santos de Pelé, e o pai do autor era corintiano, trazendo um toque de rivalidade familiar para a narrativa.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

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Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Faz três anos que o Rei se foi, mas o genial Pelé é realmente eterno Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 29/12/2025 12h20 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Pelé e Jairzinho comemoram gol da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970 Imagem: Reprodução No dia 29 de dezembro de 2022, Pelé parou de viver fisicamente. Foi um dia muito estranho, apesar de saber que ele já estava internado havia um bom tempo e que, há anos, lutava contra uma doença cruel e mortal. Mas não quero escrever sobre o dia nem sobre o ano em que ele morreu, e sim sobre as décadas em que viveu, fazendo e conquistando coisas incríveis no futebol. Imaginem só para um cara que nasceu nos anos 60 e cresceu ouvindo os feitos que Pelé já havia realizado e todas as suas conquistas. Meu pai me contava tudo, sobre tudo, e claro que o Pelé era um personagem por quem meu pai — super corintiano — tinha enorme admiração. Isso porque era apaixonado por futebol, e também tinha certo temor, já que o Corinthians era uma das principais vítimas do Rei e do Santos nos anos áureos do time da Vila Belmiro. Wálter Maierovitch Sobre Moraes, Gonet se precipitou em arquivamento M.M. Izidoro A marolinha antes da grande onda verde-amarela Ricardo Kotscho Master: Moraes precisa explicar contrato da esposa Nelson de Sá China foge das guerras de 2025; EUA não dão trégua Ouvi diversas vezes sobre as jogadas incríveis que ele fez com apenas 17 anos, na Suécia, na Copa de 1958, a primeira vencida pelo Brasil. Chapéu no zagueiro, finalizando de sem-pulo, decidindo jogos difíceis no caminho até a final, gols para o título contra a própria Suécia? Enfim, foi um show que o mundo jamais havia visto. Ele saiu daquela Copa já consagrado como o Rei do Futebol. Aqui no futebol brasileiro e sul-americano não era diferente, pois conquistou tudo com o Santos mais de uma vez, foi artilheiro dos campeonatos inúmeras vezes e, até hoje, detém o recorde de gols em uma única edição do Campeonato Paulista: incríveis 58 gols, em 1958. Bicampeão da Libertadores e do Mundial em 1962 e 1963, só não conquistou mais títulos porque o Santos FC decidiu que era muito mais lucrativo excursionar pelo mundo afora do que disputar esses torneios — e era mesmo. Na era de ouro do Santos de Pelé, os estádios, em todos os continentes por onde o time passava, ficavam lotados, porque o mundo queria ver o Rei em ação. Isso durante os anos 60 e boa parte da década de 70. Nesse meio-tempo, foi bicampeão do mundo no Chile com a Seleção, apesar de ter jogado poucas partidas por conta de uma lesão muscular. Ainda assim, o Brasil daquela época contava com diversos craques, jogadores acima da média e um conjunto incrível, praticamente o mesmo time de 1958. Outra contusão tirou o Rei da Copa de 1966, na Inglaterra, mas dessa vez ele foi caçado ferozmente em campo, principalmente no jogo contra Portugal. A idolatria mundial continuava a mesma, mas aqui no Brasil alguns começaram a duvidar se ele conseguiria manter o futebol, o físico e o psicológico dos anos anteriores. Continua após a publicidade Apesar de o Santos continuar ganhando títulos no Brasil e excursionando pelo mundo, havia quem provocasse o brio de Pelé. Duvidou-se até se ele poderia jogar a Copa de 1970, no México. Ainda bem que ele era de outro planeta e deu o maior espetáculo de todos, com jogadas, gols e dribles durante o tricampeonato de 1970. Foi a primeira Copa transmitida ao vivo, e eu, com 7 anos, já entendia e vi o que a Seleção e o Pelé fizeram. Até as tentativas de gol do Rei naquela Copa ficaram para a eternidade, tamanha a magia. O drible de corpo no goleiro uruguaio Mazurkiewicz, com a bola passando caprichosamente ao lado da trave, foi genial. Nesse mesmo jogo, ele bateu de primeira um tiro de meta cobrado baixo pelo próprio Mazurkiewicz, quase do meio-campo, que o goleiro conseguiu defender. A tentativa de gol do meio-campo contra a extinta Tchecoslováquia, com o goleiro Viktor correndo para trás desesperado, vendo — por sua sorte — a bola sair ao lado da trave. E a mais espetacular de todas, pela jogada completa: passe de curva do capitão Carlos Alberto para Jairzinho, que, quase em cima da linha de fundo, cruza de primeira para Pelé dar uma aula de impulsão e de cabeceio forte, para o chão. Só não foi gol porque o goleiro inglês Gordon Banks fez aquela que é considerada a defesa mais espetacular da história das Copas do Mundo. Vi tudo com atenção, fiquei hipnotizado e totalmente apaixonado pela Seleção Brasileira de 70. Minha admiração e respeito por Pelé chegaram ao nível mais alto. Até a Copa de 70, eu só ouvia falar dos jogadores e os conhecia pelos jogos de botão. Continua após a publicidade Meu pai me comprava — quem tem mais de 50 anos vai lembrar — aquela caixa azul da Gulliver, dos jogos de botão, que vinha com a carinha dos jogadores. De cara, ele me trouxe Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, e depois foi me trazendo os outros times paulistas e os principais do futebol brasileiro. Eu jogava sozinho na maioria das vezes e não sabia como os jogadores atuavam de verdade. Foi meu pai quem me ensinou o posicionamento de cada um, e foi com o jogo de botão que vi, pela primeira vez, a fisionomia deles. Mas foi na Copa que vi o enorme talento de todos e entendi por que Pelé era o Rei do Futebol. Depois da Copa, meu pai começou a me levar para assistir aos jogos do Corinthians, principalmente quando o adversário tinha jogadores tricampeões. O único time que, às vezes, ele me levava para assistir sem o Corinthians em campo era o Santos, por causa do Pelé e por ter vários jogadores da Seleção de 70: Carlos Alberto Torres, Joel Camargo, Clodoaldo, Pelé e Edu. Continua após a publicidade Foi incrível quando meu pai me levou ao Pacaembu para assistir a um Corinthians x Santos, que terminou 1 a 1, com gols de Pelé — de falta, na gaveta — e do corintiano Rivellino, empatando no último minuto. No mesmo jogo, vi o gol do meu maior ídolo, Rivellino, e do Rei Pelé. Também tive a honra, em 1973, de estar no Pacaembu como testemunha de um dos gols mais lindos da carreira de Pelé. O Santos venceu a Portuguesa de virada por 3 a 2, e o Rei fez dois gols: um de falta e outro absolutamente genial. Eu estava sentado exatamente de frente para a jogada. Clodoaldo recebeu a bola de um lateral pelo lado esquerdo do ataque, dominou, levantou a cabeça e lá estava Pelé, marcado, mas pedindo a bola. Clodoaldo colocou a bola no peito do Rei, que saltou, matou no peito e, com uma virada extraordinária, bateu de pé direito, pegando a bola ainda no ar e colocando na gaveta do goleiro Zecão, que só pôde olhar a bola bater nas redes. O próprio Pelé declarou diversas vezes que esse foi um dos gols mais lindos que marcou. Hoje, segunda-feira, 29 de dezembro de 2025, completam-se três anos da morte do Sr. Edson Arantes do Nascimento, levando o Rei Pelé com ele. Mas todos os seus feitos estão eternizados no YouTube, para quem quiser ver, rever e guardar na mente tudo o que ele fez. Continua após a publicidade Todos os dribles que existem hoje Pelé já fazia décadas atrás. Ou seja, foi ele quem ousou driblar três, quatro jogadores para marcar gols. Muitos jogadores vieram depois, com muita genialidade, e se aperfeiçoaram em lances incríveis, mas Pelé fazia todos eles. Até aquele famoso "gol do meio-campo que Pelé não fez" só entrou para a história porque o Rei ousou tentar em 1970 — algo que ninguém antes sequer imaginava ser possível. Encontrei com o Pelé diversas vezes e sempre foi emocionante e incrível, mas tenho duas passagens especiais. Casagrande e Pelé em treino da seleção brasileira Imagem: Arquivo pessoal A primeira foi lá em Assunção, no treino da seleção, na véspera do jogo contra o Paraguai pelas Eliminatórias da Copa de 1986, no México. Ele entrou no campo, foi cumprimentado todo mundo e me deu um abraço. A outra foi quando eu levei a camisa da Seleção número 8, que eu joguei na Copa, e comecei a pedir para os caras da Copa de 70 assinarem. O Pelé foi incrível, me mandou um vídeo super legal que vocês podem assistir abaixo. Continua após a publicidade Além de Rei do Futebol, Pelé é o único Atleta do Século, o melhor entre todos os esportes, o que o torna um ser de outro mundo. Um salve ao Rei. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Jovem que matou namorado e amiga está em penitenciária feminina de SP Gabriel Jesus volta a marcar após quase um ano em goleada do Arsenal no Inglês Camisetas da São Silvestre são extraviadas e organização investiga sumiço Até que dia pode jogar na Mega da Virada 2025? Saiba novas regras Prêmio da Quina acumula e vai a R$ 7,5 milhões; veja números sorteados