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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Marrocos se firma como potência antes da Copa ao atrair talentos europeus Rafael Reis Colunista do UOL 23/10/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Hakimi é o grande nome de Marrocos, seleção que foi sensação da Copa do Qatar-2022 Imagem: Matthew Childs/Reuters O quarto lugar conquistado na Copa do Mundo do Qatar-2022, a melhor classificação da história de uma seleção africana no torneio, tem cada vez menos cara de "sonho" para Marrocos. Três anos depois do fim da competição que fez o planeta olhar para Achraf Hakimi, Hakim Ziyech e cia., a equipe do norte da África vive agora a realidade de ser uma das forças mais temidas da atualidade. Marrocos foi a única seleção que passou pelas eliminatórias da CAF para o Mundial-2026 com 100% de aproveitamento. Foram oito vitórias em oito jogos, com 22 gols marcados e apenas dois sofridos. Josias de Souza Contagem regressiva reduz influência de Bolsonaro Wálter Maierovitch Ex-presidente é preso sem privilégios no '1º mundo' TixaNews Candidato de direita não precisa de Bolsonaro Alicia Klein Você entregaria o seu filho a um clube de futebol? Com seus principais jogadores à disposição, a seleção dirigida por Wadid Regragui está perto de completar dois anos de invencibilidade. Sua última derrota foi para a África do Sul, nas oitavas de final da Copa Africana de Nações, em janeiro de 2024. Desde então, jogou mais 18 vezes e venceu 17 delas. O sucesso de Marrocos não é apenas coletivo. Principal jogador do país, Hakimi venceu na temporada passada a Liga dos Campeões da Europa pelo Paris Saint-Germain (com direito a gol na final) e ainda ficou na sexta posição na Bola de Ouro de melhor do mundo, um feito e um tanto para um defensor. Tudo indica que as próximas gerações marroquinas serão tão ou mais fortes que a atual. Nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, o país conquistou uma inédita medalha no futebol masculino ao levar o bronze para casa. E, no último fim de semana, conquistou pela primeira vez o título do Mundial sub-20, derrotando a tradicional Argentina na decisão. O atacante Othmane Maamma, do Watford, foi eleito o craque do torneio. Seleção de descendentes O melhor momento de Marrocos no cenário internacional do futebol tem tudo a ver com uma estratégia que tem sido adotada com cada vez mais frequência por boa parte das nações africanas: o uso de jogadores nascidos e criados no exterior, mas com raízes no continente do Saara (e legalmente aptos a escolher qual país defender). Continua após a publicidade Relacionadas 7 times que podem ajudar Endrick a 'estourar' na Europa e ir à Copa-2026 Bremer sofre com joelho, 'emenda' cirurgias e se distancia de vaga na Copa Ficou imune? Com titulares, Palmeiras não perde na altitude há 8 anos Os principais destaques da seleção marroquina são frutos dessa diáspora. Hakimi e o camisa 10 Brahim Díaz (Real Madrid) são espanhóis de nascimento, o goleiro Bono (Al-Hilal) é originário do Canadá, o atacante Amine Adli (Bournemouth) veio da França e o volante Sofyan Amrabat (Betis) nasceu na Holanda. Marrocos ainda poderia contar com o talento de ninguém menos que Lamine Yamal em suas fileiras. Afinal, o astro do Barcelona tem pai marroquino (e mãe de Guiné Equatorial). No entanto, a Espanha agiu rápido, convocou o garoto pela primeira vez quando tinha só 16 anos e evitou o risco de perder o talento. Copa-2026 A próxima Copa será a primeira com jogos divididos entre três países (Canadá, Estados Unidos e México) e com a participação de 48 seleções, 12 a mais do que no formato que vigorou entre França-1998 e Qatar-2022. Vinte e oito dessas vagas já foram preenchidas. Além do Marrocos e das anfitriãs, Austrália, Irã, Japão, Arábia Saudita, Jordânia, Qatar, Coreia do Sul, Uzbequistão, Argélia, Cabo Verde, Egito, Gana, Costa do Marfim, Senegal, África do Sul, Tunísia, Argentina, Colômbia, Equador, Paraguai, Uruguai, Brasil, Nova Zelândia e Inglaterra também estão com presença assegurada na competição. Por conta da ampliação no número de participantes, o Mundial-2026 será um pouco maior do que o habitual e durará pouco mais de um mês. Seu pontapé inicial será dado no dia 11 de junho, na Cidade do México. E o MetLife Stadium, em Nova Jersey, receberá a decisão, no dia 19 de julho. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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